A Rádio Observador foi uma das grandes perdedoras das eleições.
Uma rádio claramente de direita que viu a esquerda ficar com a maioria e desce nas audiências para 0.6%.
Uma rádio a caminho do fecho.
Comentava aqui em casa há pouco que entendo que há esse risco sim, de o projeto Observador sucumbir, se a estratégia do PS na maioria absoluta do Sócrates subsistir, ou seja, de um controlo férreo da comunicação social. A juntar aos baixos resultados, poderá ser o fim.
Maioria absoluta pode ser uma oportunidade para a Observador.
Pode assumir-se como uma rádio de oposição, um pouco como a TSF foi na altura das maiorias de Cavaco ou nos jornais O Independente no mesmo período.
De qualquer forma tenho ouvido alguma publicidade ultimamente, coisa que antes não existia.
Também é verdade, se bem que os tempos são outros e que hoje em dia a CS quer-se mais independente do poder político ou da oposição. Mas pode ser uma forma de potenciar o auditório, polarizando-o, lá isso pode.
Valem mais?
Valem 0.6% a nível nacional.
Uma espécie de CDS.
O auditório potencial da Observador é mais vasto do que os votantes no CDS-PP. Diria que do PSD à IL (e até mesmo algum eleitorado do Chega) poderão sentir conforto na escuta da Observador, mas até algumas franjas de descontentes dentro do PS que não vêem com bons olhos a maioria absoluta.
A Rádio Observador só sairá perdedora se não souber "arregimentar " conteúdos e personalidades que agradem aos votantes da direita.
Em Espanha, por exemplo, as rádios mais próximas da direita - COPE, Esradio e Onda Cero - têm mais audiência, quando o governo é de esquerda.
Já a SER tem mais audiência, quando o PP está no poder.
Na TV, os noticiários da Antena 3tv - abertamente de direita - lideram atualmente de forma destacada as audiências em Espanha...