Nem sei o que dizer da RR. Às 23h58 a emissão está alinhada, pronta a entrar a oração antes do noticiário, mas não... entra Radioactive dos Imagine Dragons. Cheguei a pensar que os noticiários da RR estavam mortos, mas felizmente, não. Entra às 0:04 o topo de hora, com o óbvio "Boa Noite, é meia noite, 23 nos Açores". Quando todas as rádios estão com emissão especial sobre a morte de FPB, a RR fala sobre o assunto em pouco mais de 1 minuto. Não digo que precisasse de fazer o mesmo que as TV's, que se tornam monotemáticas, mas, pelo menos, até há minutos houve motivo para emissão especial. Pior, tendo a TV ligada, vejo que a RR tem a Manuela Pires a acompanhar o conselho nacional do PSD, a ouvir em direto, à hora do noticiário, o MNE. Resumem tudo a 1'30 do noticiário?
Pior, é que a Edição da Noite passou a maior parte do tempo a falar de comics, não suprimiram o DCàC. O acontecimento da noite foi uma mera nota de rodapé. Se não fosse trágico, seria comic(o).
Se há uns tempos ainda se podia dizer que o Observador começou como um site e se transformou em rádio, a RR estava a fazer o caminho inverso, mas, pelo menos no online, era significativamente relevante. Abrindo o site, o que se constata é que a RR é uma retransmissora da Lusa. Muito mal a Renascença hoje, talvez como nunca tenha visto nos últimos anos. Acho que já nem a própria redação deve estar muito feliz com o estado atual das coisas, é só um feeling, não passa disso, portanto, nada de leituras além disso.