A programação de fim de semana (particularmente Domingo), pelo menos no perÃodo que ouvi, parece-me absolutamente estéril... isto em jeito de balanço da estação.
Se o Da Capa à Contracapa é um bom programa (a meu ver desadequado em processamento sonoro, o que o torna desconfortável de ouvir), estou frontalmente contra os boletins estarem com a ditadura do tempo que já falaram aqui, de 5 minutos. Uma rádio informativa não pode ter disto.
Depois o programa que surge agora às 11:00 de Domingo é inenarrável. Não sei se a RR espera que as pessoas gramem com uma hora dedicada integralmente a uma instituição social... é ridiculo e fez-me mudar de estação apenas 2 minutos dentro do programa.
A animação é toda ela gravada e muito estéril. Muito, muito estéril. A Miriam Gonçalves a apresentar a rubrica que ela própria faz no final da emissão? Para quê? O Paulo Santos a apresentar meia hora (!) antes da Bola Branca, para quê? E para quê uma rubrica com crianças vinda do absoluto nada repetida passado 3h?
A repetição de rubricas é inacreditável. Novo Normal, Em Viagem (não me lembro bem do nome), a rubrica das crianças... Em 6h (11-17h) repetem-nas duas vezes. Nota muito negativa para a plástica extremamente batida e pouco original do Novo Normal (a sério? Buscar sons eletronicos dos anos 90 como inspiração?!) e do Em Viagem (com uma coisa batidissima: música africana com percussão tÃpica de tribos, seguida de música de elevador para simular a ida de férias, seguida de um tÃpico gongo chinês a sinalizar a Ãsia... A sério?)
Também nota negativa para a entrada algo incipiente do Bola Branca. Nem parece que o desporto é uma caracterÃstica motriz de uma estação informativa tal não é a falta de pujança da entrada.
E a plástica da Wise Buddah está já a ficar gasta. Tenho nisso também uma nota muito negativa para a péssima, terrÃvel, inacreditavelmente má mistura de "beds" com jingles. Ninguém quer saber e o resultado está à escuta de quem queira ouvir: um jingle num certo tom, seguido de uma bed que ou é igual (e a pessoa grama a mesma coisa duas vezes), ou é diferente de uma forma demasiado significativa (o que quebra a continuidade e faz criar uma cacofonia pouco agradável). Não há um meio termo.
A abertura sempre da mesma forma também já cansa e a plástica só foi inaugurada o ano passado. Contraste muito grande com esse departamento na Antena1, onde a sequência do topo da hora foi utilizada por 10 anos sem que ninguém se chateasse com isso. A TSF também não é a melhor nesse capÃtulo (magnÃfica ideia de terem posto o mesmo genérico para seis Zonas diferentes, a sério...), mas continua acima da Renascença.
Enfim, em viagem ouve-se a Renascença mas está uma sombra do que foi e, havendo melhor alternativa nas informativas, ela passa de forma muito mais frequente pela Antena1 ou pela playlist da TSF.
Curiosamente, ao contrário da maioria dos intervenientes, a música nem me parece o pior da estação, embora algumas escolhas pontuais no alinhamento sejam muito más porque não fazem qualquer tipo de sentido na sequência musical apresentada (mas toleram-se). E nem vou falar dos cortes à bruta para publicidade que não vale a pena.
Está muito plástica, demasiado plástica, esta RR. Para rádio informativa... precisa de arriscar mais e não de fazer cópias da Antena 1 e, quando calha, da TSF.