Se o Nilton foi corrido , tambem já correrram com o Rui Unas, Raminhos, Franco Bastos ou outros.
Sairam porque não resultaram.
Correr com a Joana Marques neste momento, seria a queda com estrondo da Renascença, que há muito deixou de ser a generalista com pendor informativo.
Não gosto do estilo, nem acho que o estilo se adeque a uma rádio católica, mas dá resultados, dá audiência, traz publicidade, e isso é tudo o que a Renascença necessita para sobreviver.
O problema das rádios se aliarem muito ao estilo musical, é este. Quem quer ouvir música, ouve em qualquer lado. Um bom espaço de informação, prende ouvintes, que acabam por se tornar fiéis desse mesmo espaço. Assim como o "humor". Todos sabemos que é dos poucos espaços na Renascença (excetuando alguns acontecimentos que obrigam a uma presença mais forte da informação geral) que prendem ouvintes (para não dizer o único, a par do desporto).
No fundo, tudo aquilo que pode acontecer à Renascença, não é novo, nós aqui projetamos há uns 2 anos (por aí) que este caminho era um caminho muito arriscado, e que uma eventual saída da Joana Marques, podia levar a rádio e o grupo à ruína (o tal pedestal que lhe colocaram, é também culpa do grupo).
Hoje, por muito que a Renascença até possa querer desfazer-se dela, porque isto não abona para uma imagem positiva da emissora católica portuguesa, não o podem fazer, estão demasiado dependentes dela, para o futuro do grupo e da rádio.
Em suma, não me surpreende, não é nada de novo, não seguiram os conselhos que muitos deram por aqui, em tentar apostar mais em informação, para não ficarem tão dependentes de uma pessoa, e sabem que se o fizerem agora, vão levar muito tempo a restruturar-se.
Mesmo assim, e independentemente disto tudo não dar boa fama à emissora católica portuguesa, não acredito que alguém vá fazer algo, pelo motivo que dei (resultados, audiência, publicidade).