Ponderei muito escrever novamente sobre o tema que muito tem sido debatido aqui, mas depois de ontem ter feito o relato do clube da minha terra, e no final três adeptos amigos meus terem me perguntado se os relatos na Renascença tinham terminado, eu não consigo mais calar, nem compactuar com a destruição a olhos vistos de uma marca, por quem nada percebe.
Sei que não deveria falar publicamente sobre isto, provavelmente se tiver aspirações a chegar mais longe numa rádio nacional (também cada vez acredito menos nessa possibilidade), porque posso eventualmente ficar com as pernas cortadas, mas eu não vou me calar com a destruição a olhos vistos da Bola Branca, e da Renascença.
Vamos lá por partes.
O critério de relatos na antena da Renascença, tal como já temos vindo a dizer, é inexistente.
Não existe um critério.
Conforme a pancada de quem agora manda (creio que já nem há coordenador de desporto na Renascença), uns jogos vão para a net, outros para a antena (isso já todos tínhamos percebido).
O único critério, é a destruição de uma marca que levou anos a ser construída e consolidada por Ribeiro Cristóvão, Pedro Sousa, Pedro Azevedo, e tantos outros que durante estes anos deram a cara pela Bola Branca.
Falou-se por aqui que as audiências no online não têm sido más.
Deixem-me dizer, que o jogo entre Portugal e Luxemburgo realizado no Estádio Algarve, com uma viagem de 3 horas para baixo, mais 3 horas para cima, mais portagens e alimentação aos jornalistas, para um jogo que foi apenas transmitido online, não teve mais que 100 ouvintes durante o jogo todo.
Só para que tenham noção, a Golo FM em qualquer jogo dos três grandes, tem 6 e 7 vezes mais audiência só no Facebook, fora o YouTube e as outras plataformas em que a Golo FM está inserida.
Por último lugar, o clássico da próxima sexta-feira, um jogo que normalmente atrai audiências, por ser o jogo que é, era para ser transmitido apenas online.
Só que a coragem dos profissionais do desporto em Lisboa, de na totalidade se recusarem a entrar na escala de serviço, obrigou a direção da Renascença a recuar nessa ideia, e a colocar o relato em antena.
Peço desculpa por todas as inconfidências, mas eu não vou mais compactuar com isto.
Estou triste, revoltado com tudo o que estão a fazer a uma rádio pela qual eu tenho um carinho muito especial, que na fase mais difícil da minha vida, foi a minha companhia, e o desrespeito que estão a ter com profissionais que dedicaram toda uma vida à Bola Branca e à Renascença.
Para se construir e consolidar algo, leva-se anos.
Para se destruir, basta duas ou três atitudes menos boas.
Uma última nota: se porventura os colegas da Renascença avançarem para algo igual ou parecido ao que a TSF fez recentemente, eu faço questão de ir do Algarve à Buraca, juntar-me aos colegas e companheiros de rádio.
Por favor, parem de destruir a Renascença.