Autor Tópico: Renascença  (Lida 1090434 vezes)

radio do sul

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Re: Renascença
« Responder #3975 em: Setembro 20, 2023, 02:26:28 pm »
Já que andamos a falar de greves, bem que isto merecia uma por parte dos profissionais que fizeram a história da RR... Não poderem trabalhar e ouvirem que boa parte do horário do jogo é ocupado com piadolas secas do marido da Joana Marques deve ser revoltante.


Ainda bem pior que a fraquíssima Joana Romana da M80. Daniel Leitão não tem capacidade para ser host. Até hoje nunca fez o programa sozinho. Preferia um T2 só com os restantes elementos: a Filipa e o Renato. Na RR de outros tempos seria impensável.
Tem-se aqui referido que a RR só teve departamento desportivo depois de 1980. Correto mas antes havia produtor independente a assegurar os relatos - a Radio Placard .
 Acompanhava apenas os jogos dos principais clubes de Portugal, com os relatos entregues, em Lisboa, a Rui Romano, e no Porto, a António Paulos. Mais tarde, Ribeiro Cristóvão, que tinha ingressado na RR em 1976, a convite do próprio Rui Romano, passa também a integrar a equipa da Rádio Placard nos relatos que eram efetuados na capital.
Em 1980, a emissora católica decide dispensar os serviços da produtora independente e cria o seu próprio departamento desportivo. Ribeiro Cristóvão, Artur Agostinho e Alves dos Santos formaram a equipa inicial e criaram o célebre programa
‘Bola Branca’, dedicado á informação desportiva, e ‘Frente Desportiva’, para a transmissão dos jogos de futebol.

Zeca 2021

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Re: Renascença
« Responder #3976 em: Setembro 20, 2023, 02:37:01 pm »
Nunca a RR foi tão herege na sua programação.
O sec 21 matou a RR.
Passar em Sá da Bandeira e olhar para um prédio que tinha dentro tão bons profissionais, com horas e horas de emissão nacional para além da OM do Porto, dá dó em vez no que uma grande rádio se transformou numa cassete FM. Já nem relatos tem.

Julio Carvalho

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Re: Renascença
« Responder #3977 em: Setembro 20, 2023, 02:52:24 pm »
Horas e horas e horas em emissão nacional??????
Puxando pela memória, mas Puxando muito, lembro me, da Olga Cardoso no Despertar com o Sala que estava em Lisboa, do Jorje Peixoto que fazia o Despertar ao Sábado, da Jacinta Oliveira que tinha um excelente programa de entrevistas à meia noite, salvo erro de Sábado para Domingo, António Paulos que fazia as madrugadas de fim de semana e do Repórter Agostinho Chaves.
Mas emissão diária só mesmo a Olga Cardoso.
Mas o Zeca que tem muito melhor memória que a minha, vai indicar muitos mais...

Atento

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Re: Renascença
« Responder #3978 em: Setembro 20, 2023, 03:46:01 pm »
Ainda havia Ivone Dias Ferreira...

José Araújo

Manuel Rocha

A informação (no turno Despertar) com José Bastos...

Cristina Abranches de Almeida

E a voz do Porto com pelo menos 8 horas de emissão...

Julio Carvalho

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Re: Renascença
« Responder #3979 em: Setembro 20, 2023, 03:56:33 pm »
Ivone, muito pouco tempo.
Manuel Rocha, jornalista, hoje a RR tem muitos jornalistas do Porto
Informacao da Manhã, hoje com o Sérgio Costa do Porto.
Cristina e José Araújo, mais tarde, já sem a emissão local do Porto.
Não sei se eram tantas horas, mas a maior parte deles de produção independente.
De tarde, entre as 13 e as 18, só entre as 16 e as 18 eram de produção própria.

Zeca 2021

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Re: Renascença
« Responder #3980 em: Setembro 20, 2023, 04:47:06 pm »
Horas e horas e horas em emissão nacional??????
Puxando pela memória, mas Puxando muito, lembro me, da Olga Cardoso no Despertar com o Sala que estava em Lisboa, do Jorje Peixoto que fazia o Despertar ao Sábado, da Jacinta Oliveira que tinha um excelente programa de entrevistas à meia noite, salvo erro de Sábado para Domingo, António Paulos que fazia as madrugadas de fim de semana e do Repórter Agostinho Chaves.
Mas emissão diária só mesmo a Olga Cardoso.
Mas o Zeca que tem muito melhor memória que a minha, vai indicar muitos mais...

A Jacinta Oliveira teve durante vários anos as madrugadas da RR e mais tarde as manhas de Sábado.
O Carlos Rico tinha a informação matinal de fim de semana.
A Voz do Porto tinha emissão própria e o programa Alvo tinha uma enorme audiência com o Trindade Guedes.
Hoje, nem animação, nem voz do Porto nada, já nem relatos.


Atento

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Re: Renascença
« Responder #3981 em: Setembro 20, 2023, 04:54:50 pm »
É inegável: a RR foi desinvestido, desinvestindo até cair no poço.

Julio Carvalho

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Re: Renascença
« Responder #3982 em: Setembro 20, 2023, 05:09:21 pm »
Devestiu? Até acho que investiu demais.
Criação da RFM e Mega, mais tarde Sim
Criação de de várias Vozes Regionais.
Comprou um Teatro
Comprou uma Agência de Publicidade
Criou um jornal on line, o Página 1
Depois veio a Troika, dezenas de despedimos e já não havia dinheiro para investir mais.
Mas antes disso, foi sempre a investir...


Memorias da Radio

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Re: Renascença
« Responder #3983 em: Setembro 20, 2023, 05:18:04 pm »
O Página 1 era mais uma extensão para levar os ouvintes ao site que qualquer outra coisa, mas foi útil para quem não podia assinar jornais nesses anos.

A Sim é, atrevo-me a dizer, já um desinvestimento nas próprias vozes regionais, ao colocar conteúdos limitados temporalmente nessas frequências usando mais algumas da RR. A RFM existe como investimento porque o Estado deu a segunda rede e o dinheiro abundava na década de 80; a Mega existe como investimento porque a Energia acabou e o contexto era, ainda, diferente.

Não sei porque é que a RR comprou um teatro, mas a Genius y Meios foi uma tentativa da RR de fazer a negociação de publicidade em condições mais preferenciais da mesma exata maneira que o Montez detém a Rede Nova de Rádios, ou a RTP tinha a RTC.

A última tentativa de investimento a sério foi em 2017 com a passagem a iminentemente informativa. Esta alteração de abril de 2023 já foi um desinvestimento relevante, com uma concentração em algumas horas e uma perda relevante noutras, ou seja, já foi ao osso.

Julio Carvalho

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Re: Renascença
« Responder #3984 em: Setembro 20, 2023, 06:00:41 pm »
Até me esqueci da Genius e Meios, mas está é um empresa de organização de espectáculos, dirigida pelo antigo locutor, Luís Salgueiro, organizava as Galas da Sim e o Soomi na Figueira da RFM.
Mas a RR, tem mesmo uma Agência de Publicidade, que agora me escapa o nome.
O Teatro é o  Teatro Ginásio na baixa.
A rádio informativa já nem foi um grande investimento, aproveitaram apenas as potencialidades da redação.
Mas olhe que a Sim, foi um grande investimento, não tanto em locutores, mas mais em colaboradores. E no fim de semana tinha outra programação difrente, com diferentes protagonistas, por exemplo o Paulo Salvador tinha um programa de entrevistas Sábado à tarde...

Julio Carvalho

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Re: Renascença
« Responder #3985 em: Setembro 20, 2023, 06:10:46 pm »
Intervoz, o nome da agência de publicidade da RR...

joao_s

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Re: Renascença
« Responder #3986 em: Setembro 20, 2023, 06:36:28 pm »
Rui Cleto, a rádio está em vantagem relativamente aos ecrãs neste apeto, quando tem qualidade, é um meio que estimula a imaginação porque não tem imagem. A imagem, é uma forma imediata de percecionar algo sem esforço, nem sequer de memória, dado que pode ser visionada vezes sem conta através da tecnologia disponível. De uma forma geral, a imaginação facilita o pensamento abstrato, a base da criatividade, das ideias, da resolução de problemas.

Um programa de rádio bem feito, por quem sabe, pode contribuir para despertar a curiosidade de quem o ouve e isto não está ao alcance de qualquer um. É preciso que quem comunica/produz tenha um estofo cultural considerável e capacidade de comunicação carismática. Este desenho de produto radiofónico existe no espaço europeu, rareia por cá. Também pode contribuir para criar dinâmicas de grupo sobre um determinado ponto de interesse, um ouve, todos desse grupo ouvem. Por exemplo, quando comecei a ouvir as rádios da BBC foi toda uma descoberta e espicaçar da curiosidade a ponto de, por exemplo, ficar com vontade de aprender a tocar instrumentos musicais. Este tipo de impacto não é mensurável por nenhuma audiência, tal não é possível, mas tal pode vir influenciar vários/muitos cidadãos. Mas um gestor de grelha consciente, experiente e conhecedor tem a perceção do impacto que determinado tipo de programa pode vir junto dos seus concidadãos à escala nacional. As RFM e RR originais tinham esta visão, hoje não resta nada. Essas rádios deixaram de existir, hoje, no seu lugar, impingem qualquer coisa parecida com vácuo.

Perspetiva de ouvinte.

Atento

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Re: Renascença
« Responder #3987 em: Setembro 20, 2023, 06:46:58 pm »
Rui Cleto, a rádio está em vantagem relativamente aos ecrãs neste apeto, quando tem qualidade, é um meio que estimula a imaginação porque não tem imagem. A imagem, é uma forma imediata de percecionar algo sem esforço, nem sequer de memória, dado que pode ser visionada vezes sem conta através da tecnologia disponível. De uma forma geral, a imaginação facilita o pensamento abstrato, a base da criatividade, das ideias, da resolução de problemas.

Um programa de rádio bem feito, por quem sabe, pode contribuir para despertar a curiosidade de quem o ouve e isto não está ao alcance de qualquer um. É preciso que quem comunica/produz tenha um estofo cultural considerável e capacidade de comunicação carismática. Este desenho de produto radiofónico existe no espaço europeu, rareia por cá. Também pode contribuir para criar dinâmicas de grupo sobre um determinado ponto de interesse, um ouve, todos desse grupo ouvem. Por exemplo, quando comecei a ouvir as rádios da BBC foi toda uma descoberta e espicaçar da curiosidade a ponto de, por exemplo, ficar com vontade de aprender a tocar instrumentos musicais. Este tipo de impacto não é mensurável por nenhuma audiência, tal não é possível, mas tal pode vir influenciar vários/muitos cidadãos. Mas um gestor de grelha consciente, experiente e conhecedor tem a perceção do impacto que determinado tipo de programa pode vir junto dos seus concidadãos à escala nacional. As RFM e RR originais tinham esta visão, hoje não resta nada. Essas rádios deixaram de existir, hoje, no seu lugar, impingem qualquer coisa parecida com vácuo.

Perspetiva de ouvinte.

Podemos convocar as rádios do grupo Rádio France  a SER, a COPE e por aí fora...

Agora se as rádios generalistas de palavra não nos oferecem nada de substancial e ainda por cima com comunicadores sofríveis na maior parte dos casos, é absolutamente natural que os ouvintes desertem ...

Seremos assim tão diferentes dos espanhóis e dos restantes povos europeus?


As rádios generalistas/informativas de palavra já perderam muito tempo em Portugal...ou arrepiam caminho de forma evidente ou terminam no fundo do poço.  Que não haja ilusões.

Julio Carvalho

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Re: Renascença
« Responder #3988 em: Setembro 20, 2023, 07:00:19 pm »
Claro, ninguém lê o Atento, que sabe de rádio a potes.
Essa só criar rádios réplicas da rádios lá de fora e estava tudo florescente.
Mas porque é que aquelas incompetentes das rádios, não tiveram ideias semelhantes?
Incrível, uma solução tão lógica e ninguém reparou nela.
No fundo era só replicar e imitar...

Atento

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Re: Renascença
« Responder #3989 em: Setembro 20, 2023, 07:10:06 pm »
Claro, ninguém lê o Atento, que sabe de rádio a potes.
Essa só criar rádios réplicas da rádios lá de fora e estava tudo florescente.
Mas porque é que aquelas incompetentes das rádios, não tiveram ideias semelhantes?
Incrível, uma solução tão lógica e ninguém reparou nela.
No fundo era só replicar e imitar...

Essas rádios exigem recursos humanos de qualidade.
Exigem um projeto a sério e não medidas pontuais.
Exigem gente que não fique no meio da ponte ou em cima do muro.

Portanto, do seu ponto de vista, é continuar a bater na mesma tecla em Portugal...

A Marktest que não ande a cozinhar fantasias...