Meu caro, está mais uma vez a fazer um grande drama, que no caso não se justifica, até porque o desporto não pode ter sempre prioridade. Prioridade so acontecimentos relegiosos, isso sim, está acima de tudo. A RR só deu grande destaque ao desporto a partir de 1980, quando se criou, com grande sucesso a Bola Branca. Até aí, era uma empresa que assegurava o desporto, mas a serviços mínimos.
Não ouvi a emissão, repito estive num jantar com amigos, não sei se houve problemas técnicos e o Paulo Gonzo para minha geração é um nome grande, desde os tempos do seu grupo Go Gral blues band e resultou numa boa maquia e obviamente isso pesou. E aqui não há conceitos cristão, senão na minha e noutras Paróquias não se andava sempre a pedir dinheiro aos fiéis, ou é porque é obras, ou outra razão qualquer. É que eu aqui chateio me bem mais, porque já estive em várias Paróquias e a pedinchice é sempre a mesma.
Agora, se o on line, ainda não pesa financeiramente, provavelmente as agências ainda não perceberam a sua potencialidade, mas isso ainda me faz mais admirar a medida de ter lá os relatos, mesmo sem compensação monetária.
Portanto, repito, está dramatizar em demasia...
Isto não faz qualquer sentido como gestão de grelha, mantenho integralmente a minha opinião sem mudar uma vírgula.
Se há prioridade a acontecimentos religiosos, como o Júlio diz, então que se questione: porque é que o Terço não passou à hora devida ou a uma outra qualquer hora, então? O concerto do Paulo Gonzo podia passar em diferido, o Terço pode mexer o horário. Porque é que isso não aconteceu?
Eu estou só aqui a fazer as perguntas, porque sinceramente não entendi esta decisão. E pelos vistos temos mais gente a não entender nesta sede. Se o desporto é visto como um gasto e não como um proveito, se calhar é porque não está a ser valorizado/vendido pelo departamento de marketing do grupo, ou se está não há quem lhe pegue... e aí fica complicado, claro. (Não ouvi ainda desporto na RR esta época, como nunca sei a que horários passam os jogos ou os jogos que passam não ouço, e por isso não consigo ouvir de momento que anúncios aparecem em FM, tentarei ouvir em breve).
Para mim, hoje, ficou claro: é para acabar. Seja a médio seja a longo prazo. Isto se este tipo de gestão não for alterada depressa... mas não acredito que vá ser. É mesmo complicado.
Admito-lhe que estou desapontado com tudo isto.
Mais um post do ilustre memórias carregado de lirismo e exageros. Sobre a parte final do mesmo, se a empresa chegou à conclusão que não era rentável ocupar a antena de FM com emissões de desporto de 2 horas e tal e tomou uma decisão que mal tem isso? Bola é bola. Apesar de ser redonda não gira tudo à volta dela. Os consumos deste tipo de conteúdos mudou. Acredito até que as restantes vão acabar por seguir o caminho. Cá estaremos para ver!
Caríssimo, é a minha opinião. Pode discordar do estilo, pode discordar da forma como a apresento, não estou aqui para fazer escrita que agrade a toda a gente como ninguém está, mas é a minha opinião. Nem mais nem menos que isso. Vale tanto a minha, como a sua ou a de qualquer outro utilizador neste fórum. Que é: pouco ou nada.
Falamos aqui e fazemos consultoria gratuita, basicamente, e é isto.
Quanto à rentabilidade, às vezes, lamento, a coerência de grelha tem que se sobrepor à rentabilidade, porque senão é a marca/produto que fica afetada. Se fizermos análise como se faz na televisão, por blocos de consumo diário, uma rádio não é rentável 24h/dia. Nas madrugadas é quase sempre deitar dinheiro à rua, por exemplo. O que está aqui em causa é uma decisão que é o continuar - porque nem sequer é o culminar! - de uma profunda instabilidade neste departamento da estação, que por sua vez vem no contexto de uma descaracterização já de si significativa, desta vez de forma flagrante, não só com palavras.
Eu nem era público para nenhum dos dois jogos, atenção, que pouco ligo a futebol. Fui contra é esta decisão de grelha, isso sim. Especialmente quando havia, porque há, por onde colocar estes conteúdos. Custava muito a transmissão do concerto ser na RFM, o Terço ser antes do futebol e transmitirem-se em antena as partidas à hora de início,
algo que já está a acontecer no online, ou seja, está-se a pagar a quem relata à mesma?Não faz sentido algum.
Só em Portugal é que o caminho a seguir é acabar com mais de 60 anos de relatos, a modernidade é ficar no sofá a ver os maravilhosos "relatos" da CMTV...
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Tudo dito, meu caro, tudo dito. Infelizmente.