O que para aqui vai, o drama, o horror!!!!!
Meus caros, a RR de certeza, vai receber uma verba bem interessante e uma emissão ao vivo, com transmissão de vários concertos, não ouvi, estava numa jantarada de amigos,e a dose é igual e estas transmissões ao vivo, garantem sempre boas audiências.
Depois a RR, não tem que transmitir relatos sempre que há outros acontecimentos que se sobrepõem. Se fosse um dia 12, noite do Procissão de Velas em Fátima, era este acontecimento que ia para o ar.
Lembro me de uma Sexta Feira, no Rock em Rio, que a RR também não transmitiu um jogo de preparação da seleção para o Europeu ou Mundial e também o Terço.
Portanto, sem dramas.
Claro que eu como ouvinte gostava de as coisas fossem doutra maneira, mas quem está à frente da RR sabe o que faz, tem estudos de opinião, para as decisões.
Jose Luís Ramos Pinheiro, Dra Ana Lia ou Pedro Leal, tem muitos anos de rádio e não fazem nada à toa, só porque sim ou porque não...
Paulo Gonzo às 20h30, horário nobre televisivo e buraco técnico em que se perde boa parte da audiência retomando só pelas 21h, é garantir audiências? Paulo Gonzo? Que não tem álbuns há 6 anos?! Pois sim.
O exemplo dado é totalmente distinto: Rock in Rio é evento principal, jogo
de preparação é apenas de preparação, e o Terço perde obviamente protagonismo nesse caso. Agora aqui? Liga de Futebol,
evento principal, substituído por um evento claramente secundário em Lamego, que ficou por cima na prática de, quer o Terço, quer o futebol. E o Júlio nem uma nota fez relativamente quer ao envio de um Vizela x Benfica para o online,
quer ao facto de o online estar sem publicidade, como foi mencionado pelos demais utilizadores do fórum.
Está-se a delapidar o desporto e a noção à nossa frente e nós a assistir. Se é para isto para quê ter relatos e fingir? Com a época desportiva no ar há cerca de 1 mês, não há ainda um único anunciante que sustente a operação de uma rádio com 6% de audiência como? São assim tão poucos os ouvintes do online que ninguém mete um centavo que seja?
Quem está à frente da RR neste momento está a deixar a falta de noção de planeamento e organização de grelha superceder, por uns euros extra. E deve fazer pensar quem lidera e quem gere quando este é o conceito que se aplica. Não vem mal ao mundo de haver eventos em direto, vem mal ao mundo é quando não se entende o que é que é mais prioritário em termos de grelha.
Já dei acima o exemplo de Santa Marta de Portuzelo para dizer que não vale nem pode valer tudo. Isto não é um conceito cristão, é um conceito de estação com espírito pura e simplesmente comercial.
Rádio não é só das 7 às 10 e das 17 às 20. Há outras 18 horas para planear as coisas e têm de ser planeadas bem. Como ouvinte há 20 anos isto foi pura e simplesmente inadmissível. Se é para isto fechem a loja do desporto e não se desaponta ninguém, isto assim não é nada. Nada.
Quando anunciei por aqui quase no final da época passada, que a Renascença estaria a ponderar acabar com o desporto, já sabia que iria ser assim, mas sinceramente, nunca esperei que fosse tão doloroso ver as coisas a irem por este caminho.
O trabalho de profissionais, que têm mais anos de profissão que eu de vida, a ser jogado ao lixo, e desrespeitado à força toda pela direção da rádio.
Sinto-me muito triste pelos colegas, mas muito também porque tenho um carinho muito grande à Renascença.
Tem sido tiros nos pés uns atrás dos outros, e acho que há atitudes da direção que vão se tornar quase irreversíveis no futuro, caso queiram mudar alguma coisa.
Com a falta de critério, tenho dúvidas que alguém ainda oiça desporto na Renascença (pelo menos os que ainda utilizam o método tradicional).
Se era esta a intenção da direção da Renascença, muitos parabéns, conseguiram aquilo que queriam há muito, mas mesmo muito tempo
Nelson, peço-lhe se for possível que apresente o meu lamento, enquanto ouvinte e profissional do meio, aos seus colegas. Não mereciam mesmo nada disto. Isto é de uma falta de sensatez sem limites, infelizmente.
Vai-se delapidar o desporto. Pronto. Vai ser isto que vai acontecer, acabou-se, nada a fazer.