Caro Atento,
Há muito a fazer no Grupo Renascença Multimédia, sobretudo na Renascença, concordo plenamente consigo. Mas não vai ser feito, muito provavelmente, mesmo com a mudança de patriarca, que, sim, mais ano ou menos ano, deverá ser cardeal, ou com a mudança de presidente do Conselho de Gerência, que deverá ser um padre de uma qualquer diocese portuguesa.
Digo isto porque há atualmente um pragmatismo perigosíssimo mas reinante no Grupo, que é reflexo da presidência do ainda bispo auxiliar de Lisboa e cardeal eleito D. Américo Aguiar, e que tem três grandes características:
1. Gestão capitalista selvagem, ou obsessão pelo lucro;
2. Secularização/laicizacao, ou perda da catolicidade;
3. Descaracterização, particularmente, da Renascença enquanto rádio generalista e adulta.
Esta estratégia, mais ou menos assumida pelos atuais dirigentes, está para durar, está a viciar o Grupo, a entranhar se nele. Só um novo presidente, perdoe me a brejeirice, "com eles no sítio", pode resgatar a Renascença Multimédia. Quanto a D. Rui Valério, não me parece que o vá fazer, tendo em conta o seu perfil pessoal e a agitada vida pastoral que o espera noutros setores do Patriarcado. Além disso, convém destacar, que não é o único responsável pelo Grupo, embora seja o maior; todos os bispos de Portugal o são em conjunto, uma vez que a Renascença Multimédia tb é pertença da Conferência Episcopal. O resgate poderá vir daqui, mas tenho dúvidas. Seja como for, creio que o mais tardar em novembro, na próxima Assembleia Plenária da CEP em Fátima, onde estará tb, obviamente, o novo Bispo de Lisboa, deverá ser anunciada a nova constituição do Conselho de Gerência que, pelo menos, deverá mudar de presidente.
Cumprimentos.