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1- Se o produto final apresentado não melhorar, o desastre vai ser total. O que tem sido apresentado ao longo do dia, que eu ouvi com atenção, pois tive disponibilidade para o fazer, é medÃocre, com muita gente a ter dificuldades com o direto;
2- A continuar assim, os estudos de audiência serão catastróficos... A não ser que a Marktest manipule os dados. O que tenho ouvido ao longo da emissão é um produto final péssimo;
3- A minha nota até ao momento é de 7 valores, numa escala de 0 a 20.
Caro “Atentoâ€, embora o tempo de escuta do novo formato da RR não me permita formar uma opinião, acho que as suas crÃticas são demasiado severas e, até, injustas. O produto, como é evidente, necessita de tempo de maturação e de afinação. Certamente que não estariam à espera de uma rutura completa de um dia para o outro, sem que houvesse um mÃnimo de continuidade e de um fio condutor. Isso poderia ter como consequência a perda dos atuais ouvintes, sem que houvesse tempo à adaptação do auditório ao novo formato e à renovação do público-alvo com novos ouvintes. Um formato completamente novo/rutura não é prudente e o risco seria demasiado elevado, quando está em causa a viabilidade da estação, pelo que o bom senso aconselha que as alterações sejam efetuadas de forma progressiva.
Os estudos de audiência que são de conhecimento público não revelam o perfil dos ouvintes das diferentes estações de rádio (estrato social, habilitações, regiões do paÃs, faixas etárias, etc.), pelo que, embora não estejamos na posse desses dados, é provável que a RR renovada entre no território da Antena 1, no que a audiências diz respeito, podendo conseguir a transferência de ouvintes. Talvez a RR consiga tratar a atualidade de forma mais acessÃvel e apelativa do que a Antena 1. Se isso acontecer, a tendência de descida da Antena 1 nas audiências tem probabilidade de continuar a ocorrer. Pode, inclusive, acontecer o impensável, que é a M80 sem uma rede nacional de emissores, uma rádio de entretenimento e sem outras ambições, vir a ultrapassar em resultados a soma das três estações nacionais públicas, e isso é deveras preocupante, pelo seguinte: i) mostra que equipas pequenas são mais bem-sucedidas do que equipas muito maiores; ii) os modelos falharam, não interessam ao público que se afasta cada vez mais; iii) um serviço público sem público serve para quê? ; iv) reformulação sob pressão das rádios públicas, dado que correm o risco de se tornarem completamente irrelevantes, portanto sem qualquer influência, isto por estarem completamente desfasadas dos interesses dos cidadãos.
A concentração de nuvens cinzentas aparenta ser maior na RTP-Radiodifusão do que na R/COM.