A RR ao fim de semana é uma generalista no limite - muita música, alguns programas de informação para não dizer que não há, e é isso. Aos dias úteis tem alguma palavra às horas de ponta, fora disso é uma nulidade.
A Comercial só é uma temática musical, na minha opinião, das 20h para diante (quando deixa de ter informação). Até lá, tem imensa palavra especialmente às horas de ponta, por vezes mais que a Antena 1 e sempre mais que a RR e a RFM. E não se vê o público a rejeitar a palavra, nem de perto nem de longe - chegam a ser minutos seguidos a seco em antena só com os locutores e tudo certo. Nisto o Pedro Ribeiro tem este mérito, ter reabilitado programação com palavra sem perder de vista o entretenimento. A Comercial atual alcança este balanço em pleno e é mais equilibrada nisso que a RR.
Daí a minha velha reinvindicação de que as generalistas, até por terem alvará nacional, têm que ser obrigadas a ter informação 24 horas por dia e mínimos de tempo nisso. Caso aconteça alguma coisa, o emissor de uma pode ser audível mas não o de outra, por exemplo.
Mas se vamos olhar ao estado atual das coisas, nos anos 2000 então... era pior ainda, porque havia muito menos palavra do que hoje na Comercial. Mas mesmo muito menos. A era Pedro Tojal nisso foi bastante má, quer na RFM quer na Comercial.