O Atento parte do princípio que não há relatórios a sustentar em as decisões. Ou seja, é tudo feito por palpites, a olho nu, por humores.
Tipo:
Um administrador um dia acorda mal disposto e chega à RR e diz:
Vamos acabar com o Desporto.
Alguém lhe pergunta:
Mas porquê, não estará o sr. Doutor a percepirar se?
E o Dr. responde :
Não, porque eu é que mando e como mando eu é que estou certo.
Em todas as decisões, há sempre um Dr. destes que manda e desmanda a seu bel prazer.
Ou seja, não há relatórios, não há estudos, não há nada.
As secretarias nem sequer tem papéis.
Agora, num tom mais sério, em relação ao Nelson Soares, o meu respeito.
Eu vi nascer a Bola Branca, como ouvinte, e também tenho pena que os relatos estejam a ser cada vez mais secundarizados.
Mas repito, sinal dos tempos...
Caro Júlio, o problema é que não é só a questão dos relatos.
Antes fosse o único problema.
A programação da RR neste momento está completamente fixada numa pessoa.
Se o mercado mexer, e a Renascença perder essa única pessoa, a Renascença dificilmente se volta a reencontrar.
Uma pessoa não pode ser maior que nenhuma instituição.
Não é só na questão da Renascença ou da rádio, mas é assim também no mundo cá fora.
Os enlatados que a Renascença serve, são exatamente iguais aos que se ouve noutras rádios.
Com uma diferença aqui, ou acolá.
Se a Renascença quer ser diferente de verdade, tem que ter um conteúdo diferente, que não priorize os enlatados.
Podem vir os relatórios que vierem, nunca ninguém me vai convencer que os enlatados têm mais audiência que os relatos.
Que os enlatados atraem mais publicidade que os relatos.
E pior que isso, é que a administração da Renascença quer acabar com o desporto, mas não tem coragem para fazê-lo, por isso, brinca com profissionais que dedicaram uma vida à rádio.
É isto que me deixa triste.
Se é para fazerem isto, e se a intenção é acabar com o desporto a médio/longo prazo, ao menos acabem já com isto, e não façam os profissionais que se dedicaram toda a vida a isto, a sofrer com constantes más decisões administrativas