Soa a vinil, carÃssimo João? Mas isso também faz parte da magia da rádio: encontrar temas não muito conhecidos e que não são facilmente encontrados - ou que até nem sequer têm edição em CD. A Rádio Sim também passa diversos temas antigos que foram claramente digitalizados a partir do bom e velho disco de vinil - e não creio que a audiência reclame. Já que alude tanto à BBC, a rádio pública britânica não passará alguns temas antigos que não se encontram disponÃveis em formato digital? Ainda há um mundo de música dos anos 50 aos anos 80 onde vários temas nunca tiveram edição digital, ou se o tiveram, é muito difÃcil encontrar no mercado.
Caro “MCastroâ€, praticamente todos os temas editados desde a década de 70, e até década de 60, foram convertidos do formato analógico para digital, restaurados e editados no formato digital. Portanto, cópias em formato digital com qualidade de som otimizada, obtida através de técnicas de processamento digital de sinal.
Em relação à “RRâ€, pretendia referir que o registo sonoro é limitado, deixando de parte muito boa música que não encaixa no registo POP/Rock comercial que tem sido explorado desde a década de 80 até esta parte. Se esta faceta fosse tida em conta, engradeceria a banda sonora da estação. Repare que nem sequer dispõem desses temas. Falta cultura musical consistente por aqueles lados. Produziu-se muito boa música nas décadas de 60/70, e não só, composta e tocada de forma genuÃna, sem os artifÃcios multimédia, de imagem e produção que resultam em algo superficial e volátil que hoje é a norma.
Curiosamente, essa nem sempre foi a regra na Emissora Católica Portuguesa. No formato original, a “RFM†contemplava espaços na grelha com programas dedicados a outros géneros, arrojados e de vanguarda, bem como dedicados à preservação da memória dos grandes temas/ou temas emblemáticos das diferentes décadas. Hoje, tendem a cair no esquecimento. É uma pena. Sabia que, por exemplo, na FNAC Coimbra é dificÃlimo encontrar álbuns de Neil Diamond, Neil Young, etc. Assim que há alguma reedição, desaparecem rapidamente das prateleiras. Tenho aqui o álbum “Harvest - Neil Young†de 1971, que foi o último que havia, restaurado e em suporte CD, já o grande clássico de “Miles Davis – Kind of Blue†de 1959, o álbum de jazz mais vendido de sempre, e continua hoje em dia, já está esgotado. Ainda o apanhei. De Neil Diamond, verificaram-se reedições de alguns álbuns, não há nada, esgotaram.
Na “BBC Radio 2â€, tudo (ou quase) que for restaurado da década de 50 em diante, apresenta-se com qualidade sonora muito boa, idêntica à s edições digitais de origem. O que for anterior à década de 50, a qualidade de som decai, isto porque os processos de gravação eram arcaicos. Como sabe, o disco de vinil e, processos de gravação subjacentes, surgiu em finais da década de 40 do séc. XX, tecnologia desenvolvida pela empresa americana “RCA Corporationâ€. O disco de vinil foi uma revolução ao nÃvel da qualidade sonora, à época.