Chamem o beato javali de telefonema fácil para o Nicolau?
Quem é o Javali? Este?
https://static.wikia.nocookie.net/disney/images/e/e6/Profile_-_Pumbaa.jpeg/revision/latest?cb=20190312043302 Não sabia que era beato.
A 3 nunca mais lá vai...
E agora ainda mais dificilmente vai. A gravidez da Catarina Palma, que já deve estar avançada, andei hoje a cuscar as redes, coisa que não fazia há muito, e ela já está com uma barriguinha bem fixe, portanto, duvido que passe de agosto. Não estou a ver substituta natural na casa. Se calhar, foram precipitados em despachar a Joana Perez, embora ela fosse mais ao menos sabido que não queria a 3 (será que não saiu já com o DDT em vista)?
Que péssimo resultado da Mega Hits. 2,3% deve ser o pior resultado desde a mudança para Mega Hits em 2007 e do alargamento da rede...
Mais 2 bimestres e caem para baixo de 2%. É que nem sequer terem agora emissor no Algarve ajuda nestas contas, isto é mesmo com esse acréscimo.
A TSF precisa de uma nova polémica fabricada para ser pseudo-relevante. Acantonada e em contra-ciclo com o mundo, está condenada a desaparecer quando o Norte deixar de a segurar. Ainda há de cair para baixo de 2,5% e com uma rede quase nacional.
O tombo da Antena 3 é facilmente explicado: são outra estação acantonada e muito pouco interessante neste momento. Houve uma fase em que apostaram em música diversificada e as coisas melhoraram, mas a facilidade com que esta estação cai para valores pouco sustentáveis devia fazer repensar as coisas.
Não consigo entender os 1,4% da SmoothFM. O motivo já o sabem.
Desaparecidas da tabela: CMR (que ainda só deve ter reach semanal) e a RDS, que nem com cinco emissores é relevante.
Indo agora à análise fina, e citando o Memórias porque, em relação ao que escreveu, só vou complementar:
A Mega está em coma, existe das 16h às 20h, porque tem um grande Drive In, um porto seguro chamada Madalena, uma âncora Coimbrinha e uma Maia que acrescenta valor, e tapo a boca com os receios que tive, outrora, sobre cabelos. Senão, estava aos níveis de 2001, com os 1.8%, segundo o nosso amigo todo poderoso. Já com o nome MegaHits, terá sido mesmo o pior resultado de sempre, o anterior cifrava-se em 2017, com 2,6%, segundo o mesmo oráculo.
Seja ou não, é um resultado desastroso. Esta manhã parei lá 10 segundos, estava a Joana Sequeira com um rapaz, sendo absolutamente honesto, o rapaz nem daqui a 10 anos terá voz para estar em emissão. Já desistiram de, sequer, baixar o Diogo para as manhãs, quando falta a Pilar? O Snooze está morto há demasiado tempo, e ainda ninguém lhe decretou a certidão de óbito. Com o parque de animadores que tem, a Mega neste momento consegue fazer melhor, tem obrigação disso. Ganhar á Catarina Silva, praticamente impossível,, tinha de vir Cristo à terra, e mesmo assim... note-se que sou crente, mas não se pode ter a Cidade a fazer praticamente o dobro.
O efeito chicotada psicológica há muito que deveria ter acontecido na R/Com, mas, por algum motivo, há uma estranha estabilidade.
Sobre a TSF não há anda a dizer. Não tem ponta por onde se pegue, a não ser nos noticiários. Cada vez passa mais música, sempre que por lá passo, a qualquer hora do dia, exceto dos 00' aos 0'10, é música, essencialmente. Não é esse o caminho. A aposta no Deporto é muito positiva, mas é preciso mais, reportagem, entrevistas, comentário que não seja alinhado até aos ossos...
Só me pergunto, é sobre o que é que falta para termos uma verdadeira rádio de palavra na RRN, verdadeiramente ao centro. Pelo caminho, se levassem a M80, que é outra rádio completamente desinteressante, e que se fosse bem feita, andava a bater na RFM e na Comercial, dado o particular gosto dos portugueses por música a metro, assim, faz mínimos para o potencial que teria.
A 3 é para esquecer, com aquela playlist, por muito que goste da Palma e do Tiago, da Henriques e do Alexandre, torna-se demasiado alternativa para o meu gosto. A 3 devia ir por um caminho que há uma rádio local que faz muito bem: a Kiss FM onde se ouvem os artistas mainstream, mas os temas que não passam nas nacionais a cada 30'. Pode ter algum alternativo, claro, mas limitado ao que tem qualidade e não afugente público. Depende se consideram Ornatos, Capitão Fausto, Maro, Milhanas, Marcia, etc. alternativo, para mim são, no sentido em que não passam numa Comercial ou numa RFM, pelo menos com o devido destaque. Uma Comercial que nem uma treta de um concerto de Finneas passa, quando o devia fazer, diz muito. Fiquemos pelas Chamadas Não Atendidas. Há um evidente espaço que a 3 pode ocupar, com música decente sem ter de repetir temas a cada duas horas. Libertem-na da treta das amarras das quotas, mais próprias de um Estado Novo, do que de uma Democracia, e deixem-na respirar, porque o que tem qualidade, vai passar, sem dúvida. Depois, convinha não ser tão ideológica, a ponto de afastar ouvintes. Não a pontos de ostilizar toda uma parte democrática do espectro politico. E, se calhar, convem pensar que mesmo aquela parcela que não o é, provavelmente já é absolutamente maioritária no target da 3, e sempre ouvi dizer que não é com vinagre que se caçam moscas. O país não é a bolha dos 60k que estão no Alive.
A Smooth é Lisboa, não tenham dúvidas, porque de Aveiro para cima, não conta para o totobola, estou a 2km de São Mamede, e tenho um colega a ouvir uma rádio irlandesa parecida à Smooth, porque o emissor não entra, e, online por online, o som da irlandesa é melhor. Com uma rede decente, tem de chegar aos 3%, e comer nas mainstream. Mas, para isso, era preciso a Bauer sair da letargia em que está, que, espantosamente, lhe garante uma liderança um tanto ou nada incomprensível.
De resto, RFM não consegue dar o salto, mesmo com Hélder e Catarina, imagino sem eles, estava nos 13 ou 14%. Comercial, nos 20% é algo surreal, o produto é tão fraquinho, que até dói. O som no Porto e Minho, pelo menos, é 10x pior que o da RFM e mesmo que o das Antenas, e na região centro, o emissor da Lousã também já viu melhores dias.
A Antena 1 desconfio fortemente que já esteja à frente da RR. Se continuar neste caminho, reforçar a informação e a palavra, com o equilíbrio que tem, que não há noutras paragens, não me admiraria que possa ambicionar os dois dígitos. Um trabalho bem feito dá frutos, evidentemente. Ainda há caminho pela frente.
Já na RR, começa-se a notar um notório esgotamento, incluindo nas manhãs. Ainda me lembro dos ED sobre Sócrates, nos tempos da Carla Rocha. Começa a ficar uma coisa muito de nicho, chega de influencers que ninguém sabe quem são. A dupla Coimbra e Teresa perdeu muito espaço de intervenção face à Teresa a solo e, evidentemente, o Paulo Fragoso tem de ir para o 13h/16h, e, provavelmente, em dupla com a Sónia Santos, mas não é para passarem 50' de música. A RR precisa de fazer regressar o seu ADN de rádio generalista, senão, o original é sempre melhor que a cópia.
A Cidade FM, apesar do furacão Catarina, não deixa de ter uma queda acentuada, só que fica totalmente mascarada pela Mega. A Batida nem entra no Bareme, apesar de até ter uma playlist diferenciada, não sei porque esperam para lhe por animação.
A Observador tem um resultado bom, mas não esqueçamos que igual o da vaga de junho de 2024, depois de um contexto relativamente similar, com um período eleitoral, sendo que agora chega, melhor ou pior à região centro, mesmo não apanhando nas melhores condições Coimbra, nas horas de ponta não fica impossível de ouvir no carro, como era nos tempos em que só contava com 88.1 em que a escuta era à custa de só se ter RDS na margem sul. Portanto, não lancem já os foguetes.
A Antena 2 está completamente estabilizada, mas é ridículo com uma rede nacional fazer tanto como a Sudoeste. Mas não é com um modelo à la France Culture que lá vamos, ai ainda afunda é para os 0,2%. Goste-se ou não, é tornando a 2 Temática Musical, mantendo, obviamente, o estilo de locução, e rubricas interessantes sobre música, mas eliminando as preleções de Costa Santos e afins, que a coisa lá vai. É preciso também conseguir chamar jovens, e isso faz-se não tendo medo de ir para onde eles estão, com irreverência. Há cruzamentos interessantes que podem ser feitos entre a clássica e outros estilos.
Finalmente, deixei para o fim o óbito da Nova Era. 0.6% é perder 40% do auditório em pouco mais de quatro meses. Morreu de vez, a rádio no Porto. Paz à sua alma. Falta a Nova, até quando, veremos.
CMR, RECORD e RDS são meramente lixo radiofónico. Venha o DAB+, para se deixar o FM para esses subprodutos, no sentido em que é usado na Engenharia Industrial.