Primeiro que tudo: para estar nas mãos da Igreja, também teria que haver mãos da Mesquita, da Sinagoga e por aà fora em rádios. Senão, aà sim, é que se criaria a tal "monocultura", neste caso religiosa.
E o que a BBC tem, isso sim, é a maioria da fatia do mercado radiofónico britânico, muito graças à série de emissoras regionais e/ou locais de que dispõe, a par das onze nacionais - cinco delas exclusivamente nas plataformas digitais.
De resto, mantenho: quem diz que Portugal vive numa monocultura não deve saber que a TV paga já tem mais de 80% de penetração no mercado nacional. De resto, há conteúdos para muitos gostos em várias rádios, sobretudo as locais. Se são mal geridas/mal financiadas, isso é história para outros (longos) quinhentos.
Aliás, a única monocultura em que parece que querem forçar Portugal a viver é a do Benfica, como nos têm indicado as revelações de há um ano para cá e apenas surpreendentes para quem gosta de comer gelados com a testa. Tudo o resto é névoa/areia a ser lançada para o ar.