De facto, um resultado muito bom para a M80, o mais alto de sempre da rede regional sul. Um projeto de sucesso, com o mÃnimo de recursos humanos, portanto, rentável e de massas (serviço privado bem gizado). Quem idealizou e implementou o produto está de parabéns. Concordo com o “AGâ€, com uma rede nacional de emissores provavelmente o resultado de 8% AAV estará ao alcance da M80, isto porque há distritos e zonas em que o sinal da M80 se apresenta bastante degradado, ou até nulo: litoral do distrito de Coimbra, interior do distrito de Coimbra, nordeste do distrito de Leiria (fraquÃssima prestação de 98.4, que, por estar numa cota baixa – 50 m -, irradia sinal para encostas de montanhas, quando o terreno envolvente tem uma cota de 230 m), todo o distrito de Castelo Branco e, quiçá, partes do distrito da Guarda, isto para não falar dos emissores que desdobram a emissão de nacional para local, o que é massacre para os ouvintes e um convite a mudarem de estação (isto, em pleno Séc XXI. Não faz nenhum sentido). Também convém reter que o produto radiofónico não se restringe aos ouvintes portugueses, também os estrangeiros que nos visitam ouvem esta estação quando passeiam pelo paÃs e, do outro lado da fronteira, no sul de Espanha, também escutam o centro emissor de Faro, em 106.1.
Embora não sejam produtos comparáveis, a rede regional norte tem uma cobertura superior à da rede regional sul no território de Portugal Continental. Que eu saiba, a TSF apenas tem falhas no distrito de Beja, ou em parte deste. Não tem falhas de sinal nas zonas mais densamente povoadas do paÃs.
Hipóteses de crescimento da M80: por um lado, otimização da rede de forma a dotar todo o território continental de sinal estável, por outro, ligeira modificação da playlist com um rácio de, por exemplo, 15% de música nova e 85% de clássicos/oldies (em vez de 100% de clássicos/oldies). Isto sem comprometer a playlist atual, que se apresenta arejada e diversificada.
Nota final: uma parte dos jovens (idades < 18 anos) ouve a M80 por influencia dos Pais.