A Rádio Observador fez cortes na grelha e na animação, concentrando-a no período das 07 às 20 e com repetições às 14h e após as 20h, desinvestiu fora das horas de ponta... e o resultado está à vista, esta penalização de 1/4 da audiência total. Este não é o momento de afrouxar esforços e se não inverterem depressa caminho arriscam-se a cair para baixo dos 0,5% e a começar a ter um desmembramento sério do projeto. Têm que ter algum elemento distintivo e estão a perdê-lo paulatinamente. Numa rentrée cortar custos de grelha?
Também está a sofrer algum esgotamento do modelo atual com o replicar parcial por parte da RR, da TSF e possivelmente agora em janeiro da Antena 1 de algumas clues que foram existindo.
A Antena 1 fecha com 4,1 e a grelha mais popularista dos últimos tempos no período em análise, o que mostra o esgotamento do modelo de Rui Pego que habitualmente faria a estação ir para valores iguais ou superiores a 4,5 na rentrée. Saída e entrada de Nuno Galopim no momento certo e num make or break que levará 6 meses a avaliar em condições, mas que penso que vá pela positiva.
Antena 3 recupera boa audiência com a mudança da Vodafone e aproxima-se dos 2%, valor ao qual pode e deve chegar.
Mega Hits a não ter literalmente *nenhum* efeito nas mudanças que foram feitas. Não é mau, o que mostra que o produto se pode adaptar a públicos mais velhos mais à vontade, mas não é perfeito. O risco de canibalizar a RFM ou a RR é real e isto vai ter que ser gerido com pinças e a procurar novas franjas de auditório. Como? Não sei.
TSF a bater no que me parece que seja a base de auditório que escuta a estação e a não subir tanto como poderia. Se não apresentar nova grelha até ao Verão arrisca-se a cair para baixo dos 2,5% nesse Bareme (salvo erro no último desses fez 2,8 vinda de 3,5 da vaga imediatamente para trás). Correção grave da RR de 0,5; possivelmente devido às tardes terem levado tempo a refazer e a entrosar. Só para o próximo Bareme saberemos se isso, mais o ajuste musical, foram eficazes a restaurar o valor.
Cidade FM a manter-se nos 5%, muito assinalável.
Excelente score da No Ar, a cilindrar a Festival, o que me espanta significativamente face à vaga anterior e me faz deduzir que a Festival só é popular... 3 meses por ano. Quando vêm os emigrantes, que não conhecem a No Ar. A isso está a contribuir a melhor playlist da No Ar, mais animada.
Mal a Nova Era uma vez mais a perder público em Setembro mas só se podem culpar pela falta de renovação da playlist, imperdoável para uma Top 40. Acontece todos os anos e volta a acontecer aqui. A Orbital aparecer com 0,4 é interessante e pode ter havido uma transferência de público online da Nova Era para a Orbital a contribuir.
Faltam audiências do Porto e seria interessante perceber como está a Rádio Nova.
Quanto à polarização Comercial / RFM, a conclusão para mim é simples: as pessoas quiseram menos informação e mais animação. Isto em conjunto com o aumento do consumo do meio rádio que insiste em se manter acima dos 60%, contribuiu para isto. Altamente preocupante duas estações de rádio terem agora 40% do mercado!!!!!!
Nota por fim para a Antena 2 e RDP África que, juntas, contribuem uns miseráveis 0,1% para a AAV do grupo RTP (por soma da quota de grupos) e nas individuais devem ser baixíssimas. Gravíssimo.