Autor Tópico: Bareme Rádio  (Lida 516577 vezes)

estvmkt

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 2881
Re: Bareme Rádio
« Responder #675 em: Julho 18, 2021, 01:08:59 pm »
Apesar que as latinadas voltaram a RFM...
Mas infelizmente a RFM não me convence, apesar de achar já um certo desgaste nas manhãs da Comercial. Muita conversa, publicidade e pouca música entre as 8 e as 10...

Zeca 2021

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 1660
Re: Bareme Rádio
« Responder #676 em: Julho 18, 2021, 05:54:59 pm »
Muito bom resultado para a RFM, e acaba por ser merecido. Fizeram ajustes na playlist e deixou de ser aquela coisa cringe que muitas vezes era. Por contraste, a da Comercial está extremamente viciada e desequilibrada... Só as manhãs devem ancorar aquilo e pouco mais. E como estamos em período de Verão, agora até Setembro fica tudo igual.

M80 com valores em Lisboa que já não fazem jus ao produto, que é inferior ao da Renascença neste momento.

Antena3 muito mal numa rede nacional de emissores. Por contraste, a Observador muito bem com 0.6 para basicamente 4 regiões/distritos, parece haver massa crítica. Falta cobrir Coimbra e Leiria - é muito importante cobrir em particular a segunda, no centro, porque a TSF entra mal em Leiria. A Observador tem aqui uma oportunidade de ouro para se tornar referencial. A mesma coisa para a zona Oeste (os 103.1 das Caldas podiam ser melhores). O Ribatejo é relevante, porque aqueles 107.4 não servem para grande coisa, mas tem menos potencial porque já há franjas de público que não apanham bem o objetivo da estação. Também é importante Évora e Faro.

Espanta-me que a Orbital ainda seja viva. A Nova Era está numa boa fase e como tal está com excelente audiência para apenas 2 emissores, e o segundo quase repetindo o primeiro.

A TSF habitualmente desce por esta altura. Só é alerta se caírem para baixo de 2,5% AAV.
Observador "0,6% muito bem"?!
4 emissores que abrangem praticamente 70% da população.
Isso é muito bom?
Daqui a pouco, 0,1% torna-se adquire o titulo de optimo.


AG

  • Global Moderator
  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 3709
  • R CLUB P
Re: Bareme Rádio
« Responder #677 em: Julho 18, 2021, 06:04:17 pm »
Muito bom resultado para a RFM, e acaba por ser merecido. Fizeram ajustes na playlist e deixou de ser aquela coisa cringe que muitas vezes era. Por contraste, a da Comercial está extremamente viciada e desequilibrada... Só as manhãs devem ancorar aquilo e pouco mais. E como estamos em período de Verão, agora até Setembro fica tudo igual.

M80 com valores em Lisboa que já não fazem jus ao produto, que é inferior ao da Renascença neste momento.

Antena3 muito mal numa rede nacional de emissores. Por contraste, a Observador muito bem com 0.6 para basicamente 4 regiões/distritos, parece haver massa crítica. Falta cobrir Coimbra e Leiria - é muito importante cobrir em particular a segunda, no centro, porque a TSF entra mal em Leiria. A Observador tem aqui uma oportunidade de ouro para se tornar referencial. A mesma coisa para a zona Oeste (os 103.1 das Caldas podiam ser melhores). O Ribatejo é relevante, porque aqueles 107.4 não servem para grande coisa, mas tem menos potencial porque já há franjas de público que não apanham bem o objetivo da estação. Também é importante Évora e Faro.

Espanta-me que a Orbital ainda seja viva. A Nova Era está numa boa fase e como tal está com excelente audiência para apenas 2 emissores, e o segundo quase repetindo o primeiro.

A TSF habitualmente desce por esta altura. Só é alerta se caírem para baixo de 2,5% AAV.
Observador "0,6% muito bem"?!
4 emissores que abrangem praticamente 70% da população.
Isso é muito bom?
Daqui a pouco, 0,1% torna-se adquire o titulo de optimo.


É bom agora, altura em que o projecto definitivamente arrancou.

0,6% de AAV será a base da ROBS e vamos ver se conseguem subir com consistência ou não.

Se não subirem, começa a ser um fracasso.

Memorias da Radio

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 4844
Re: Bareme Rádio
« Responder #678 em: Julho 18, 2021, 06:21:07 pm »
Tem de ir pelo menos aos 1,5%, acredito. Ainda falta o Algarve (dão temperaturas e é óbvio o interesse), Leiria, Santarém, Coimbra e eventualmente a zona oeste. Com exceção desta última, em todas elas têm capacidade de ir buscar públicos que não apanham a 100% a TSF seja total seja parcialmente, em especial no Algarve no barlavento.

O Alentejo também tem algum nível de racional (não todo, sobretudo Évora e a costa vicentina, com públicos no target), ser coberto pela estação e aqui só há uma frequência com potencial de fazer o que provavelmente vão querer fazer, que é cobrir o máximo possível com um emissor que dê para ligar com o Algarve: a TDS. Mas precisa de ajustes na frequência, para evitar a Fiesta e a Diana FM. Tem potencial para dali cobrir até Almodôvar? Não me admirava nada. É a única que conheço nessas condições em conjunto com o Rádio Clube de Grândola ou a M24 de Santiago do Cacém.

Ainda falta muita coisa...
« Última modificação: Julho 18, 2021, 06:27:04 pm por Memórias da Rádio »

estvmkt

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 2881
Re: Bareme Rádio
« Responder #679 em: Julho 18, 2021, 07:38:23 pm »
E Viseu também

radiokilledtheMTVstar

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 4845
  • "Quintão e Costa, a dupla que o povo gosta!"
Re: Bareme Rádio
« Responder #680 em: Julho 18, 2021, 10:22:36 pm »
E Viseu também

Sinceramente, concordo que é no Interior onde a R.Obs deve apostar antes do litoral. É no Interior nas frequências com muita potencia mas também  com as diversas parcerias com rádios locais que a TSF parece ter mais poder.

Zeca 2021

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 1660
Re: Bareme Rádio
« Responder #681 em: Julho 18, 2021, 11:34:06 pm »
Tem de ir pelo menos aos 1,5%, acredito. Ainda falta o Algarve (dão temperaturas e é óbvio o interesse), Leiria, Santarém, Coimbra e eventualmente a zona oeste. Com exceção desta última, em todas elas têm capacidade de ir buscar públicos que não apanham a 100% a TSF seja total seja parcialmente, em especial no Algarve no barlavento.

O Alentejo também tem algum nível de racional (não todo, sobretudo Évora e a costa vicentina, com públicos no target), ser coberto pela estação e aqui só há uma frequência com potencial de fazer o que provavelmente vão querer fazer, que é cobrir o máximo possível com um emissor que dê para ligar com o Algarve: a TDS. Mas precisa de ajustes na frequência, para evitar a Fiesta e a Diana FM. Tem potencial para dali cobrir até Almodôvar? Não me admirava nada. É a única que conheço nessas condições em conjunto com o Rádio Clube de Grândola ou a M24 de Santiago do Cacém.

Ainda falta muita coisa...

Vamos lá criar um movimento para se fechar mais uma meia duzia de rádios locais pelo país para retransmitir mais um rádio da Capital.
Vamos lá acentuar mais centralismo no país mais centralista da Europa. 

Zeca 2021

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 1660
Re: Bareme Rádio
« Responder #682 em: Julho 18, 2021, 11:36:03 pm »
E Viseu também

Vamos lá silenciar mais uma rádio no distrito para ajudar a Rádio Observador.
Porque não ao contrario, vamos lá encerrar uma das frequencias da Observador e devolver ao município para concurso publico?

Zeca 2021

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 1660
Re: Bareme Rádio
« Responder #683 em: Julho 18, 2021, 11:42:38 pm »
È muito triste ver este forum sempre com as mesmas temáticas:
Quais as próximas frequências locais a encerrar pelo país para serem entregues à Observador, megas, cidades, Vodafone, Smooth, Meo, SBSR, TSF, M80?
Qual o interesse de quem anda por este forum em ver tanta rádio local fechada para serem entregues aos abutres destes grupo económicos?
Trabalham nessas rádios?
Têm lucro com o fecho desses locais?
Gostam de ver o país definhar?
Adoram o país afunilado?

Vocês não gostam de rádio.
Há muita gente a ganhar dinheiro á custa do fecho de locais e uso dessas frequências como retransmissores.
Há outros que olham para as rádios como os seus clubes de futebol. Quanto maiores melhores e para lá chegarmos temos de ter mais sócios, neste caso, emissores.
A rádio em Portugal está a beter no fundo e olhando para o que muito aqui escrevem, de facto parecem gostar disso.



joao_s

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 1006
Re: Bareme Rádio
« Responder #684 em: Julho 19, 2021, 12:27:21 am »
Caro “Zeca 2021”, em vez de colocar a questão numa simplista dicotomia norte/sul, centralismo/descentralismo que, a meu ver,  no estado atual da evolução tecnológica e na (des)organização do desatualizado FM, não se aplica; esta devia residir nas vantagens do DAB+ em relação ao FM, que está esgotado no espectro radioelétrico. Há mercado para mais do que 6 estações nacionais, mas o FM não comporta essa demanda. Assim, não resta outra alternativa aos operadores privados que não seja adquirir frequências de rádios locais em dificuldades por módicas quantias de dinheiro. Por exemplo, o emissor de Coimbra da 'M80' foi adquirido por 600 mil € e, nem de perto, cumpre o desiderato de cobertura que devia ter, para não falar das mil e uma interferências que ocorrem, sobretudo, nos períodos de esporádicas, isto um pouco por todo o lado.

Em qualquer país europeu, uma rádio como a ‘Observador’ (que tenho ouvido dizer muito bem) ou a ‘SmoothFM’ (uma rádio low cost que atinge patamares elevados de qualidade, mesmo à escala da Europa), entre outras, tinham cobertura nacional na tecnologia DAB+, não sendo necessária a aquisição de pequenos emissores locais de baixa potência para coberturas deficitárias.

O DAB+ é uma oportunidade para a rádio portuguesa se reinventar e organizar. Nos países europeus está organizada nas seguintes categorias: nacionais | regionais | locais. Não há a limitação do FM para o número de estações de rádio. Se um multiplexador nacional não for suficiente, acrescentam-se os que forem necessários.

Memorias da Radio

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 4844
Re: Bareme Rádio
« Responder #685 em: Julho 19, 2021, 07:26:24 am »
Verdade se diga que a culpa desses valores elevados é dos próprios envolvidos, que especulam com base no que foi concessionado pelo Estado como acontece nos alvarás de táxis. Ninguém diz em momento algum que a estação vale 600 mil euros, nem ninguém pode dizer que qualquer estação vale 600 mil. O único ponto de partida e de referência tecnicamente corretos, não criados pelo próprio comprador, são os valores estabelecidos pelo Estado para concessão do alvará, para criação de projetos e os do mercado europeu (europeu, note-se) para instalação e manutenção de emissores, e o valor referencial em qualquer negócio e qualquer venda, com um multiplicador do lucro gerado que, como sabemos, na rádio não é assim tanto.

A culpa é de quem aqueceu o mercado com sucessivas compras (entenda-se, os grandes grupos), em proveito e desvantagem próprias; e também têm culpa os intermediários, que são quase inúteis e empolam o mercado, comprando para revender e fazendo alguns ajustes básicos nos emissores.

Se calha um dia o meio rádio passar para DAB e perderem todos os direitos tendo que ir novamente a concurso, são perdas no mercado radiofónico que ascendem a provavelmente mais de 10 milhões de euros para a MCR e uns 3 ou 4 para o grupo R/com, porque não podem vender o que não é deles, é uma concessão só, e apenas poderão vender equipamentos - mas parte deles não sendo usados, caem para valores muito mais baixos. É também muito por isto que não estão interessados em mudar para DAB+ - têm medo de todo o trabalho ir para o zero.

É tão simples como aparecer uma nova tecnologia tipo 5G para as frequências em banda FM e o Estado encaixar mais dinheiro acabando com o analógico como fez com a TDT. Estão todos cheios de medo do futuro. Perde a sociedade e perde o país.

pdnf

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 8052
Re: Bareme Rádio
« Responder #686 em: Julho 19, 2021, 01:19:22 pm »
Verdade se diga que a culpa desses valores elevados é dos próprios envolvidos, que especulam com base no que foi concessionado pelo Estado como acontece nos alvarás de táxis. Ninguém diz em momento algum que a estação vale 600 mil euros, nem ninguém pode dizer que qualquer estação vale 600 mil. O único ponto de partida e de referência tecnicamente corretos, não criados pelo próprio comprador, são os valores estabelecidos pelo Estado para concessão do alvará, para criação de projetos e os do mercado europeu (europeu, note-se) para instalação e manutenção de emissores, e o valor referencial em qualquer negócio e qualquer venda, com um multiplicador do lucro gerado que, como sabemos, na rádio não é assim tanto.

A culpa é de quem aqueceu o mercado com sucessivas compras (entenda-se, os grandes grupos), em proveito e desvantagem próprias; e também têm culpa os intermediários, que são quase inúteis e empolam o mercado, comprando para revender e fazendo alguns ajustes básicos nos emissores.

Se calha um dia o meio rádio passar para DAB e perderem todos os direitos tendo que ir novamente a concurso, são perdas no mercado radiofónico que ascendem a provavelmente mais de 10 milhões de euros para a MCR e uns 3 ou 4 para o grupo R/com, porque não podem vender o que não é deles, é uma concessão só, e apenas poderão vender equipamentos - mas parte deles não sendo usados, caem para valores muito mais baixos. É também muito por isto que não estão interessados em mudar para DAB+ - têm medo de todo o trabalho ir para o zero.

É tão simples como aparecer uma nova tecnologia tipo 5G para as frequências em banda FM e o Estado encaixar mais dinheiro acabando com o analógico como fez com a TDT. Estão todos cheios de medo do futuro. Perde a sociedade e perde o país.

Memórias,

Posso dizer-lhe que do lado da Academia havia já conversações com a MCR e R/Com para se preparar a transição para DAB usando verbas do PRR e foi o Governo que não atribuiu um cêntimo ao DAB, muito por pressão da RDP. E esta?
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Zeca 2021

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 1660
Re: Bareme Rádio
« Responder #687 em: Julho 19, 2021, 01:58:11 pm »
Verdade se diga que a culpa desses valores elevados é dos próprios envolvidos, que especulam com base no que foi concessionado pelo Estado como acontece nos alvarás de táxis. Ninguém diz em momento algum que a estação vale 600 mil euros, nem ninguém pode dizer que qualquer estação vale 600 mil. O único ponto de partida e de referência tecnicamente corretos, não criados pelo próprio comprador, são os valores estabelecidos pelo Estado para concessão do alvará, para criação de projetos e os do mercado europeu (europeu, note-se) para instalação e manutenção de emissores, e o valor referencial em qualquer negócio e qualquer venda, com um multiplicador do lucro gerado que, como sabemos, na rádio não é assim tanto.

A culpa é de quem aqueceu o mercado com sucessivas compras (entenda-se, os grandes grupos), em proveito e desvantagem próprias; e também têm culpa os intermediários, que são quase inúteis e empolam o mercado, comprando para revender e fazendo alguns ajustes básicos nos emissores.



Se calha um dia o meio rádio passar para DAB e perderem todos os direitos tendo que ir novamente a concurso, são perdas no mercado radiofónico que ascendem a provavelmente mais de 10 milhões de euros para a MCR e uns 3 ou 4 para o grupo R/com, porque não podem vender o que não é deles, é uma concessão só, e apenas poderão vender equipamentos - mas parte deles não sendo usados, caem para valores muito mais baixos. É também muito por isto que não estão interessados em mudar para DAB+ - têm medo de todo o trabalho ir para o zero.

É tão simples como aparecer uma nova tecnologia tipo 5G para as frequências em banda FM e o Estado encaixar mais dinheiro acabando com o analógico como fez com a TDT. Estão todos cheios de medo do futuro. Perde a sociedade e perde o país.
Como o DAB é uma realidade paralela, terei de falar da realidade actual em Portugal.

O DAB ainda é uma realidade paralela e por isso falo da realidade vigente, o FM. Se quase todos os dias apenas vejo por aqui promoções em defesa da aquisição de emissores locais de rádio por parte das mesmas rádios de sempre que aqui se fala ( Cidade/Mega/M80/Vodafone/Smooth/SBSR/Meo) significa isto que aqui pelo forum não existem pessoas que gostem de rádio, mas sim da rádio X ou Y do grupo A ou B. Isso é que é estranho. O que por aqui vejo são pessoas que promovem algumas rádios, motivo não sei qual, de forma a que estas rádios deixem de ser rádios locais da capital para se transformarem em pseudo rádios nacionais, á custa da morte das rádios locais. Isto não é gostar de rádios. Gostava de ver a declaração de interesses de muitos que aqui comentam no que a estas rádios do sistema dizem respeito. 
« Última modificação: Julho 19, 2021, 02:03:58 pm por Zeca 2021 »

pdnf

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 8052
Re: Bareme Rádio
« Responder #688 em: Julho 19, 2021, 02:13:53 pm »
Verdade se diga que a culpa desses valores elevados é dos próprios envolvidos, que especulam com base no que foi concessionado pelo Estado como acontece nos alvarás de táxis. Ninguém diz em momento algum que a estação vale 600 mil euros, nem ninguém pode dizer que qualquer estação vale 600 mil. O único ponto de partida e de referência tecnicamente corretos, não criados pelo próprio comprador, são os valores estabelecidos pelo Estado para concessão do alvará, para criação de projetos e os do mercado europeu (europeu, note-se) para instalação e manutenção de emissores, e o valor referencial em qualquer negócio e qualquer venda, com um multiplicador do lucro gerado que, como sabemos, na rádio não é assim tanto.

A culpa é de quem aqueceu o mercado com sucessivas compras (entenda-se, os grandes grupos), em proveito e desvantagem próprias; e também têm culpa os intermediários, que são quase inúteis e empolam o mercado, comprando para revender e fazendo alguns ajustes básicos nos emissores.



Se calha um dia o meio rádio passar para DAB e perderem todos os direitos tendo que ir novamente a concurso, são perdas no mercado radiofónico que ascendem a provavelmente mais de 10 milhões de euros para a MCR e uns 3 ou 4 para o grupo R/com, porque não podem vender o que não é deles, é uma concessão só, e apenas poderão vender equipamentos - mas parte deles não sendo usados, caem para valores muito mais baixos. É também muito por isto que não estão interessados em mudar para DAB+ - têm medo de todo o trabalho ir para o zero.

É tão simples como aparecer uma nova tecnologia tipo 5G para as frequências em banda FM e o Estado encaixar mais dinheiro acabando com o analógico como fez com a TDT. Estão todos cheios de medo do futuro. Perde a sociedade e perde o país.
Como o DAB é uma realidade paralela, terei de falar da realidade actual em Portugal.

E se essa realidade, aqui pelo forum, se traduz quase todo os dias com promoções em defesa da aquisição de emissores locais de rádio por parte das mesmas rádios de sempre que aqui se fala ( Cidade/Mega/M80/Vodafone/Smooth/SBSR/Meo) significa isto que aqui pelo forum não existem pessoas que gostem de rádio. O que por aqui vejo são pessoas que promovem algumas rádios, motivo não sei qual, de forma a que estas rádios deixem de ser rádios locais da capital para se transformarem em pseudo rádios nacionais, á custa da morte das rádios locais. Isto não é gostar de rádios. Gostava de ver a declaração de interesses de muitos que aqui comentam no que a estas rádios do sistema dizem respeito.

Zeca,

Eu não digo que não tenha razão ao defender as locais, embora, muito honestamente, para as ver ganhar escala e músculo para apresentarem programas capazes de se baterem com as nacionais, fosse mais adepto do modelo regional: AML, AMP, Norte, Centro, Alentejo e Algarve.
Por outro lado, a sua defesa do emprego local é uma batalha que admiro e que é merecida.

Posto isto, também não sou insensível à ambição de crescimento de qualquer empresa/estação, seja ela do Porto, Lisboa ou do Alentejo. E com a Lei da Rádio que temos, não resta alternativa que não seja a de ir canibalizando emissores locais. Sejamos sinceros, com uma rede nacional atribuída a 50% ao Estado, fica difícil fazer de outro modo. Admito que pudesse existir espaço no espectro para mais 2 a 3 emissoras com uma rede nacional, ou que, pelo menos emitissem para as duas áreas metropolitanas, mais Coimbra e Braga, que têm dinâmicas muito similares na sua diferença. Logicamente, defendendo a criação de emprego local, que não precisa, necessariamente de se traduzir em emissões locais, mas em emissões nos locais de origem do emissor para todo o território abrangido: fazendo, pe, manhãs no Porto, tardes em Coimbra, noites em Lisboa. Ou com os elementos do painel dispersos nas diversas geografias.

Finalmente, há produtos que, não fossem as "locais" nacionais, não teríamos de todo no espectro fora de Lisboa, porque as locais que existem têm quase todas uma mesma linha de programação. Aqui a Norte, com exceção da NovaEra e da rádio Nova, as demais que existem servem o mesmo tipo de público alvo. Falta-lhes músculo financeiro para apostar em outros voos, daí que fosse tão importante a passagem para uma escala mais regional e menos municipal.

Declaração de Interesses: não trabalho em rádio, sou jovem, economista, nada me move a não ser a minha curiosidade e algum enamoramento pelo meio.

Abraço
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

joao_s

  • Hero Member
  • *****
  • Mensagens: 1006
Re: Bareme Rádio
« Responder #689 em: Julho 19, 2021, 07:51:54 pm »
Memórias,

Posso dizer-lhe que do lado da Academia havia já conversações com a MCR e R/Com para se preparar a transição para DAB usando verbas do PRR e foi o Governo que não atribuiu um cêntimo ao DAB, muito por pressão da RDP. E esta?
Que envolvimento tem a Academia neste processo?

A confirmar-se o que refere, a posição da RTP-Rádios é lamentável a todos os níveis. Consiste num entrave, numa resistência, à transição para o digital que acontece neste Continente a que pertencemos. O DAB+ vai chegar a Portugal, resta saber quando. Esta alegada posição da RTP-Rádios, em contraciclo, impeditiva do progresso, diz muito sobre o mono em que se está a transformar este operador, paralisado no tempo, a ver as audiências das suas estações de rádio a tender para zero. O que esperar daqui? Nada. Foram os privados que, primeiro, trouxeram o estéreo para Portugal, salvo erro, o Rádio Clube Português, e o RDS, o grupo Renascença, no início da década de 90. Nesta matéria a RDP limitou-se à inércia. Esteve envolvida nessa operação secreta desastrosa do DAB, que torrados milhões, ninguém soube da existência.

Talvez seja melhor para o país serem os privados a inovar nesta matéria e fazer o respetivo Marketing, afinal essa é a tradição em décadas. Neste momento, inovação e RTP-Rádios têm significados opostos.

Existem países em que os operadores públicos estejam fora do DAB+? Sim, por exemplo, a Áustria. Ver aqui as estações de rádio da Áustria em DAB+ (um multiplexador nacional foi lançado em maio de 2019, tendo atingido a cobertura de 83% da população em agosto de 2020. A Áustria tem uma população de 8,9 milhões de habitantes, inferior à de Portugal).