As entrevistas a dar a conhecer novos lançamentos de músicos portugueses, ou mesmo até só os músicos, coisa que falta na Antena 2 etc, podiam entrar num qualquer dos programas durante o dia em directo e até podiam tocar um pouco ao vivo, como se faz em todas as rádios, não tem de ter um dia e hora especifico, alías em grande parte das rádios não tem(excepção, o Concerto de Bolso da TSF e e o espaço entre as 16h e as 17h da Antena 1 aos Sábados).
Falta muito isto. Na entrevista que disponibilizaram acima, o Vitor Nobre fala de fazer um programa sem discos, só com música ao vivo. Por curiosidade, alguém tem ideia de quanto faziam as antenas por essa altura? Imagino que bem mais do que hoje.
Indo também à entrevista, o Jorge Afonso há 30 anos teria ums 30, no máximo. Fazia as manhãs da Antena 1, com a idade que tem hoje a malta da Mega e da Cidade. Dá que pensar, não digo que não... é engraçado ele falar nessa entrevista de ser notívago. A noite assenta-lhe bem, de facto, mas o registo manhãs, a julgar por essa conversa, não lhe assentava mal.
Não sendo grande ouvinte da Antena 2 e particular consumidor de música clássica, creio que as madrugadas poderiam ser preenchidas com clássicos que a maioria do mortal ou conhece ou já escutou em algum lado, desde de Mozart a Chopin, passando por Wagner a Prokofiev.
Talvez conseguissem atrair outros públicos, nem que seja numa de combate à insónia.
Há quase 20 anos, a minha rádio era a Antena 2, sem margem para dúvida. Ofereceram-me uma aparelhagem quando fiz 15 anos, e, em vez de ouvir Cds de Pop que me ofereciam, depois de jantar, era sintonizar 92.5 e ouvia a Antena 2. Saudades desses tempos, em que a programação até altas horas não era a da rádio Serralves, como ironicamente chamo a uma boa parte do que passa lá hoje. Aliás, lembro-me de começar algures a ouvir o Dia Seguinte do Jorge Afonso na Faculdade, quando, precisamente, a 2 começa a ficar e a soar algo estranha, e também alguma coisa de TSF e RR esporadicamente. Só comecei a consumir musicais já muito a razar o período da pandemia.
Acho que esse modelo, que é muito mais próximo do da Rádio Clássica era de voltar. Em relação à sugestãos inicial de programação, apenas insisto na horizontalidade da grelha até às 23h, sem repetições às 13h, mas a começar a essa hora as tardes 1. Agrada-me também o Jazz até às 22h, daí em diante, eram clássicos. Não nos iludamos, a 2 deve ser musical.
A parte mais cultural deve seguir para a Antena 1. Ainda ontem estive um bom pedaço à escuta da RNE1, já madrugada dentro, tiveram essa componente, intercalada com música clássica. Porque não usar o mesmo modelo por cá? Era uma repetição de um horário de tarde, pela saudação. E experimentalismos, que ficam no limbo do que é ou não música, e que só afastam ouvintes, é acabar para ontem, pf.