Claro, e ainda bem que assim é.
Para mim, a Antena 1 deveria passar só música... como direi? Adulta. D.A.M.A. é muito adolescente. Foi só um comentário meu. Eu nem oiço a Antena 1, excepto o Rosa dos Ventos. Ah, e o 5 Minutos de Jazz também, esqueci-me de dizer.
Em termos musicais, para mim uma rádio é boa se no espaço de meia-hora eu gostar de todas as músicas que forem passadas ou não gostar só de duas. Se em meia-hora de emissão eu não gostar de nenhuma ou só gostar de uma ou duas, mudo logo. Aliás, mesmo nas rádios que eu gosto, mal começa a tocar uma música que não gosto, eu mudo logo e volto a ela mais tarde.
Concordo inteiramente. Para isso o grupo tem uma radio jovem, que não o é na verdade, mas a 1 não tem nada que ver com isso. Por isso, ontem mesmo, critiquei aquela atitude da Catarina Miranda, no tópico da antena 1.
Bom, uma boa rádio não passa só o que nós gostamos. Por exemplo, acho a M80 um produto bom (podia ser ainda melhor, mas já lhe dou uma nota muito positiva) e no entanto não gosto de toda a música que por lá passa, nomeadamente algum rock de que não sou muito fã. Mas procuro ouvir um pouco de tudo, até por cultura geral.
Eventualmente as três antenas deverão aprofundar determinadas temáticas, a saber:
1- Lei e justiça ,Economia ,Educação ,Meio Ambiente ,GeopolÃtica ,MÃdia ,Digital ,PolÃtica ,Religião e espiritualidade, Sociedade.
2- Geografia ,História ,Filosofia ,Psicanálise ,Ciência, Sociologia, Matemática, Astronomia.
3- Arquitetura ,BD ,Cinema ,Teatro ,Criação de som ,Dança, Projeto ,Projeto ,Gastronomia ,Literatura ,Música ,Pintura, Fotografia ,Escultura ,VÃdeo, etc..
Não querendo falar em linhas absolutamente estanques, diria que é um plano bem traçado! Incluiria a arte também na 2, nomeadamente a mais clássica, que muitas vezes está intimamente relacionada com a música.
É o senhor que o está a dizer, não sou eu. Eu nunca disse que as pessoas que são licenciadas são mais cultas. A relação causa-efeito não existe muitas vezes.
Inovação em que aspecto? Inovar só por inovar também pode não se traduzir em algo que seja necessariamente bom. Cristalizada no tempo ou não, o que é emitido e sai das colunas de som do rádio é bom. É de óptima qualidade. Para mim, isso é o mais importante. Se calhar o senhor não gosta é do que é público e esse aspecto permeia a sua afirmação, o que, aliás, se nota pelo seu evidente ressentimento com tudo o que é público. Eu não exalto as virtudes do privado mas isso levaria a questões polÃtico-ideológicas e não quero entrar por aÃ, para além de que iria fugir ao assunto e são questões que não pertencem a este fórum.
Não é uma rádio de consumo diário para si. Para mim, é. Para outras pessoas também é. Não pode fazer afirmações tão peremptórias como essa.
Tem dúvidas que a Antena 2 devia continuar a existir numa rede nacional? Também tem dúvidas na BBC Radio 3 ou na France Musique? Mas, se não gosta da Antena 2, não oiça. Nunca irá ler mensagens minhas no fórum a criticar a RFM ou a Comercial porque eu não gosto delas e, portanto, não as oiço. Eu não falo do que não gosto. A Comercial e a RFM são lÃderes de audiência e passam muito bem sem mim.
Mas a Antena 2 já entrou por outros terrenos. Se calhar não é o que o senhor gostaria mas não pode dizer que não entrou por outros terrenos. A Antena 2 não passa só música clássica. Também passa Jazz, música do mundo (programa RaÃzes), música electrónica ambiental (Argonauta). Não se pode esperar é que a Antena 2 passe Soul ou r'n'b, por exemplo, como passa a Smooth.
Eu percebo o que quer dizer mas isso iria fazer com que a Antena 2 tivesse uma playlist (eu não gosto da palavra, mas pronto), o que iria diminuir o espaço para os programas de autor. Numa altura em que os programas de autor são cada vez menos, a Antena 2 é um espaço de resistência nesse capÃtulo. A Smooth tem playlist mas não tem programas de autor. A Sofia Morais diz no site que prepara a música que passa mas não sei se será totalmente assim, pois a Smooth tem um programador musical que é o Francisco Gil. Os locutores se calhar têm é liberdade para programar um pouco nos seus turnos e escolherem algumas músicas.
Não se podendo generalizar, diria que uma pessoa com mais estudos tem um perfil mais indicado para apreciar a Antena 2 e, por exemplo, achar uma Festival uma aberração. Ambos sabemos que os públicos estão bem segmentados, falar nisso no Estado é que faz muita comichão pela matriz ideológica bem definida que existe no nosso paÃs.
O que sai das colunas é bom, nisso concordamos. Aliás, ontem foram aqui postados dois links de programas excelentes. Agora, pode e deve-se inovar, nomeadamente para chamar outro tipo de públicos. Note-se, inovar não é passar Mozart e de seguida Boss AC. Nada disso...mas abrir flanco a novos géneros que atraiam público e que venha a ficar, conseguindo com isso, divulgar mais clássica.
Quando refere que não gosto do que é público: bom isso é uma mentira absoluta, nem sei de onde pode depreender isso das minhas palavras. Só para lhe dar um exemplo, um dos meus maiores envolvimentos ao nÃvel da participação cÃvica, foi, justamente, contra o governo que apoiava, da minha cor, na luta pela manutenção na esfera pública da STCP e do Metro do Porto. Até assinaturas recolhi, conjuntamente com elementos do PCP. Eu penso por minha cabeça, não defendo Y porque o partido que apoio o defende. Mais importante, para mim, o que importa verdadeiramente, em cada caso, é quem presta melhor o serviço. Daà que até possa defender uma concessão da 2, por um perÃodo de tempo limitado, para o caso de correr mal, mas a propriedade seria sempre pública.
Para mim, neste momento, urge libertar a RDP das mãos de quem por ignorância está a destruir todo um património de serviço público. E entrar onde o privado não o faz bem. Falta, por exemplo, na RDP olhar para os séniores, para o desporto e mesmo para os jovens.
Já agora, eu gosto da Antena 2. Lá por dizer que não é uma rádio de consumo diário, não significa que não existam exceções. E que ela é importante. Já agora, porque não SOul ou r'n'b na 2? Não falamos de Pop ou Rock. O género tem o mesmo flow que a Clássica, mais até do que a eletrónica ambiental. É esse cristalizar a que me referia.
Programas de autor, sou totalmente favorável. A entrada de outros géneros, a meu ver, justamente iria reforçar a imortância desses mesmos programas e em horários de maior destaque. Aliás, escrevo aqui para que fique claro: é a grande falha das rádios comerciais essa ausência em antena.
Como vê, lá por termos ideias diferentes, não significa que não estejamos ambos interessados no mesmo: a qualidade e atratividade do serviço público de rádio.