Em Portugal não há um desígnio estratégico, seja para que área for. Para além disso, não se ousa questionar nada, como aqui fazemos, sejam os argumentos a favor ou contra. Faz-se assim porque sempre se fez. Para além disso, há falta de dinheiro, isso não há como negar, e não fosse a União Europeia, ainda tinhamos TV analógica e a A1 a chegar até Aveiras ou à Vila da Feira. Mais urgente que a rádio DAB é por exemplo a integração na rede europeia de Alta Velocidade e nem no PRR se pensou nisso. Note-se que somos o único país da UE fora dela, é uma vergonha, Bruxelas alerta, mas só quando puxar as orelhas com multas é que a vamos integrar. Temos Metro em duas cidades, e no Porto, são meia dúzia de estações. Qual é o país em que isto acontece? Roménia e Bulgária! O legado de Sócrates, de 140% do PIB em dívida pública, a que se junta esta pandemia ranhosa, dificilmente irá permitir que na vida de qualquer um dos presentes aqui no fórum, vejamos a ocorrer novos investimentos de grande montra com recurso a dinheiros públicos nacionais. A juntar a isto, possivelmente, em termos de recursos naturais e de capacidade de exploração de potencialidades do território, seremos o país mais pobre da União Europeia. Mesmo no Turismo, o que é o nosso Algarve comparado com outras áreas no Mediterrâneo? Não é fácil criar valor em Portugal, é um fardo que não depende tanto dos Governos, mas sim das condições que nos foram dadas na casa de partida. A nossa posição ultraperiférica, associada a uma cultura popular que se transmite para as empresas, que não é tendente à inovação, ao investimento, ao risco, vai-nos enrolando cada vez mais num mantra de subdesenvolvimento face aos demais parceiros europeus. Posto isto, reafirmo, o DAB + possivelmente, e a correr bem, nunca antes do quadro P2040.