ora aí está o que é: e não é por decreto ou por querermos que isso seja diferente, ou por referirmos isso a cada post, que alteramos essa dura realidade...
Segunda figura do Estado: José Pedro Aguiar Branco, natural do Porto, e não faz gala pela pronuncia de esconder a origem. Pelo contrário, numa reunião onde estive com ele há uns meses, disse-nos a nós jovens para lutarmos mais pelas nossas raízes e por um país mais homogeneo.
Terceira figura do Estado: Luis Monenegro, natural de Espinho, município da AMP.
Quarta figura, número 2 na hierarquia do Governo, Paulo Rangel, natural de Vila Nova de Gaia.
Pedro Durate, natural do Porto.
Castro Almeida, natural e ex-autarca de São João da Madeira, concelho da Area Metropolitana do Porto
Tens ainda o ministro da Defesa que é natural de Famalicão, concelho límitrofe à AMP.
O líder da oposição é natural da AMP e o seu rival direto dentro do PS é de Baião, município do distrito do Porto.
O líder do quarto partido é de Braga, correndo o risco de falhar a reeleição, ainda assim não deixou de ir pela sua terra.
Não ponhamos a tónica na área entre o Douro e a Circunvalação. É um erro. É preciso olhar para o macro.
No governo tens seis ministros de Lisboa, contra quatro do Porto. Tens ainda dois de Braga, dois de Viseu, uma de Castelo Branco, uma de Beja, uma de Leiria, um de Aveiro e uma das ex-colónias.
Ainda assim, o verdadeiro peso politico está a Norte, mesmo sem contar com o Presidente de Cascais, que se diz Minhoto.
Neste momento, se o núcleo duro do Governo se quiser sentar nos Aliados a reunir, fá-lo sem dificuldade.
Tivemos duas eleições legislativas disputadas entre um ex Presidente da CMP e da CML. Os Presidentes atuais destas edilidades têm igual peso político. Gaia e Sintra, idem.
Apesar de tudo, parece-me que não estamos mal representados, e que as coisas já foram bem piores. Estamos, isso sim, atrasados por demasiados anos em que tudo se concentrou em torno da corte. Temos agora de correr atrás do prejuízo.
O resto do país então, é paisagem pura.