O Famalicão Guimarães ok, até pode ter bastastes ouvintes, pois o Guimarães tem simpatizantes bem aguerridos e ferrenhos e o jogo do Braga, mais a mais com classificação actual devia ter sido todo relatado na totalidade. Sem desprimor para os clubes que vou citar, imaginemos que era um Farense - Casa Pia, ou como vai ser esta Segunda um Arouca - Rio Ave, quantos ouvintes estariam de facto interessados em ouvir o relato destes jogos na integra, é que também é preciso ter isso em conta.
Em Espanha, essa questão nem se coloca, porque há 3 rádios nacionais (duas delas com boas redes) que acompanham os jogos da Liga na totalidade, e com direitos radiofónicos de 100€ por jogo (COPE, SER e Marca).
O problema, é que em Portugal, qualquer coisa, é desporto a mais.
A Tarde Desportiva tem de acabar às 18h, porque senão a provedora vai dizer que é desporto a mais.
A música a metro, é que não é demasiado em nenhuma rádio.
E também não podemos esquecer que há uma enorme falta de recursos humanos na Antena 1.
Este fim-de-semana, não houve ninguém para ir a Faro fazer o Farense vs Nacional para a Antena 1 Madeira. Teve a Antena 1 Madeira que fazer de estúdio.
Relativamente aos jogos do Sp. Braga, o posicionamento da Antena 1, é o mesmo de sempre (excetuando a época passada). Se no final da época, o Sp. Braga estiver a lutar pelo título, há relatos do Sp. Braga em antena (recordo-me há uns anos o Famalicão a liderar destacadamente o campeonato durante algum tempo, e a Antena 1 ainda fez uns quantos relatos deles). Se não acontecer, só há relatos do Sp. Braga contra os 3 grandes, ou se coincidirem com a Tarde Desportiva. E quem diz o Sp. Braga, diz o Vitória, ou qualquer outro clube que possa entrar na luta pelo título, perto do término da temporada. Relativamente à TSF acompanhar os jogos do Sp. Braga, convém recordar que existe um protocolo entre a rádio e o clube.
E isso tem de ser cumprido. Também se não houvesse esse protocolo, tenho dúvidas se teriam aberto uma emissão de desporto, propositadamente para o rugby.
De qualquer das formas, é o que temos, nada a fazer.