Já na televisão o cenário é o oposto.
Segundo noticiado na própria TVE, a TVE1 está a obter os melhores resultados em 14 anos e a TVE2 em 16 anos. A TVE1 foi líder absoluto de audiências na quadra do natal e passagem de ano.
Aproveito para referir a excelente aposta da TVE1 no o seu espaço informativo de horário nobre, Telediario2. Refiro-me à jornalista Pepa Bueno. Mulher culta, sem qualquer soberba ou arrogância que se note, sobressai clareza na comunicação, estilo afável e simpático para com os espetadores, e termina este espaço informativo com um olhar positivo sobre aspetos que tantas vezes passam despercebidos, em contraponto com este mundo conturbado. A componente cultural sempre teve espaço no Telediario2, desde os anos 80 que me lembro disso, agora, com Pepa Bueno, de alguma forma foi reinventado e dignificado. Pepa Bueno é natural de Badajoz e tem um currículo profissional assinalável, pudera com todo esse talento.
A atual correspondente em Lisboa da TVE foi até há pouco tempo o rosto dos espaços informativos Telediario fim de semana na TVE1. Lara Siscar, natural de Valência, entra várias vezes na antena da TVE1 com diretos ou reportagens sobre Portugal e acompanhou as consequências das intempéries que assolaram o nosso país, deslocando-se aos locais onde a notícia se desenrolava. Por exemplo, esteve em Coimbra quando se temia uma cheia gigantesca, centenária, e entrevistou a presidente de câmara, Ana Abrunhosa.
Espanha é tão somente o nosso vizinho do lado. A realidade nos média entre ambos os países é bastante assimétrica. Por lá considera-se o DAB+ e TDT infraestruturas críticas, essenciais para a população. Por exemplo, infraestruturas como o DAB+ são essenciais em situações imprevistas, como apagões, ciberataques, catástrofes, que podem fazer colapsar o normal funcionamento da sociedade, sendo esta uma forma segura de manter a população informada, em vez de ficar em pânico sem saber o que se passa à sua volta. O DAB+, possibilita o envio de mensagens de texto pelas autoridades para os cidadãos, nestas situações.
Por cá reina a total irresponsabilidade, falta de rumo e estratégia. Um falhanço que atira Portugal para a ultraperiferia da Europa, vejam bem, não se consegue planear, projetar, implementar e tirar proveito de tecnologias de comunicação síncrona essenciais para qualquer país europeu e que estão a ser devidamente utilizadas, em prol das respetivas sociedades.