Memorando assinado:
https://expresso.pt/economia/media/2024-02-06-Global-Media-memorando-de-entendimento-para-venda-do-Jornal-de-Noticias-O-Jogo-e-TSF-foi-assinado-97303fec
Informação Nacional de Trânsito, patrocínio "Bolachas Belgas".

É uma grande pena que o DN não tenha seguido no pacote.
Não era mesmo a última bolacha do pacote...
Como o Expresso fez uma Avelino Ferreira Torresice, ao trancar o texto, fica o saudável link do Observador que sempre se consegue ler mais qualquer coisa.
https://observador.pt/2024/02/06/grupo-de-empresarios-assinou-memorando-de-entendimento-para-comprar-jn-tsf-e-jogo/Ou seja, isto não é ainda o fim de tudo
oficialmente, mas é sem dúvida o começo do fim da crise. E que grande começo. Mas foi a Norte, repito e sublinho. Os "bolsos fundos" de Lisboa não fizeram rigorosamente nada pelo grupo e aliás, como vimos pelo WOF, Lusomundo e múltiplas declarações, até podem mesmo ter feito pior. Que aprendam com isso.
1,5 milhões em cash logo à cabeça não é para todos, no contexto do tecido económico português.
Estiveram mesmo à beirinha de ir desta para melhor. É de elogiar a resiliência dos trabalhadores da TSF em todo este processo, que mesmo sem ter dinheiro para meter pão na mesa, mantiveram-se estoicamente e mobilizaram-se. Mas a avaliar pelo que veio cá para fora, que foi muito muito lixo, era uma casa tétrica, em ruínas e que sabe Deus como se conseguiu manter de pé durante tanto tempo, ao nível do que era a RTP 2/3 anos antes de 2004.
São estas figuras nefastas, de direção, da política e não só, as que quiseram usar o grupo como pé-de-microfone para os seus próprios interesses pessoais e financeiros, que são as responsáveis diretas pela degradação não só da TSF como do meio radiofónico nacional, com o término decidido no mesmo dia do projeto da XFM / Terceiro Canal e depois da Rádio Energia. Deviam ter vergonha sequer de se apresentarem em público.
Era total descrente na salvação da TSF. Tinha esperança, sim, mas em termos realistas era totalmente descrente. Pura e simplesmente porque no contexto em que aquilo estava, era muito difícil ou quase impossível que o resultado de hoje acontecesse. Felizmente, o quase impossível aconteceu, para bem da rádio e de quem trabalha no grupo, mas não se pode perder de vista o caminho que se tem que fazer agora para tornar as coisas sustentáveis, porque quem vai para acionista não vai torrar dinheiro para nada como antigamente, e nesse sentido é definitivo, os velhos vícios acabaram.
Mas fico feliz que se tenham safado. Fico mesmo.
Agora se os postos de trabalho vão ficar iguais, duvido muito. Mas não me parece que a TSF esteja em vias de mudar o projeto, e há muitas maneiras de mexer numa grelha de programação de uma rádio, pelo que diria que até se devem safar razoavelmente bem nisto. Terá que ter uma estrutura mais ágil, será central, mas de resto...