TSF não muda... hoje no noticiário das 12:00, uma notícia que relatava uma manifestação e respectiva contra-manifestação a 3 de Fevereiro, entre a extrema-direita e grupos anti-racistas... e extrema esquerda não se pode dizer porquê? Digam antes que é a extrema direita contra extrema esquerda.
E um noticiário escutado à meia noite de anteontem em que salvo erro Ana Cristina Henriques fala em grupos neo-nazis quando eram grupos de extrema-direita (não é que seja menos grave, a caracterização é que estava errada).
A casa não tem rei nem roque e a TSF está a violar os deveres de isenção que tem no seu Estatuto Editorial.
TSF não muda... hoje no noticiário das 12:00, uma notícia que relatava uma manifestação e respectiva contra-manifestação a 3 de Fevereiro, entre a extrema-direita e grupos anti-racistas... e extrema esquerda não se pode dizer porquê? Digam antes que é a extrema direita contra extrema esquerda.
Tenhi muita pena do projecto em si, mas juntando a isso por exemplo, terem um programa chamado "Bloco Central" que era o cabeça de cartaz da estação, em que o tal "bloco central" era um ministro e ex ministro do PS e um pseudo comentador infiltrado do Bloco de Esquerda ou Livre, diz tudo sobre os interesses e orientação deste OCS...
E vê-se o quanto fizeram pela TSF quando ela precisava. Para poleiro serviu bem; para apoio já queima.
Agora, sem uma direção nem um posicionamento que se vejam, ficou "refém" das extremas, fazem noticiários a gosto.
Tenham particular atenção ao viés no noticiário das 18 - e sempre às 18, nunca antes nem depois. É insano, completamente insano. Tenham igualmente atenção ao viés que é introduzido pelo Artur Carvalho seja no texto da noticia seja na sua leitura. É na cara, neste momento.
Este post passou-me, mas ontem (23.01), justamente o noticiário das 18h abriu com a Ana Cristina Henriques (não foi o Artur Carvalho) a falar durante 7 minutos sobre os grupos neo-nazis em Portugal. Achei que ocupar metade do noticiário com tal era excessivo. Note-se, repudio com veemência qualquer manifestação contra pessoas que vivem pacificamente neste país, muitos deles até portugueses. Mas parece-me que falamos de grupos com ligações a um certo partido, não propriamente a essa corrente. Acho que é importante existir rigor e isenção na forma como as notícias são dadas, para não causar alarme social, mas que, ao mesmo tempo, desperte consciências sobre quem queremos a definir os destinos da nação. Para além disso, houve algo que me deixou um pouco incomodado: a TSF foi ouvir a este respeito o especialista Hugo Costeira, membro do Observatório de Segurança Interna, uma associação privada sem fins lucrativos. Até aqui tudo bem, acontece que fui verificar quem era este especialista, em que me revejo maioritariamente na sua posição, e constato que é, desde janeiro de 2022 "Director of Competitive Intelligence"... do grupo BEL. É só a mim que me parece existir aqui um qualquer conflito de interesses?
É um sensacionalismo e uma tendência desnecessárias. Aposto que nenhuma das outras estações usou o termo assim.
Não sei porque é que é sempre às 18h, mas é sempre. Ou melhor, até sei - pico de audiência no regresso a casa.
E hás de apanhar mais exemplos às 18 em mais dias, se ouvires. Só dias úteis, nota. Há sempre qualquer coisa mais inclinada a aparecer, sempre.
E concordo contigo quanto ao conflito de interesses face ao Grupo BEL, mas ao mesmo tempo não me admiraria nada que a TSF estivesse com dificuldades para conseguir chegar a certas figuras para efeitos de opinião e então tenham tido que resolver com algo mais próximo da prata da casa. Ainda assim, lá se vai a isenção...
Lá vai o Fafe...
https://expresso.pt/economia/media/2024-01-24-Global-Media-convocada-assembleia-geral-para-aumento-de-capital-de-5-milhoes-de-euros-e-destituicao-de-Jose-Paulo-Fafe-011a0d46
Lá está, a coisa resolve-se com a ERC e os outros accionistas a mexerem-se.
Como é expectável que a ERC "cace" os direitos do maior accionista que é o fundo, os outros accionistas ficam com domínio do grupo e esse aumento de capital arruma com a questão definitivamente.
Isto é, se esse aumento acabar por ser efetivo (mais que aprovado, entrar lá mesmo o dinheiro)... numa casa que perde ou perdia 2 milhões por ano, aumentar capital em mais 5? Não sei, não.
A ERC pode não cassar os direitos do fundo em causa - temos apenas um único outro exemplo para a troca, mas basicamente a Bauer Media Audio tem uma estrutura similar e houve informação dada em confidencial que não veio cá para fora quanto a isto, por altura da aquisição.
Eu não espero uma decisão da ERC antes de Maio. Não há histórico de agilização, por muito que a esperança de alguns dos trabalhadores assim faça parecer. Se num processo básico como o da renovação de alvarás estão a levar 5 meses para o turnaround e qualquer participação tem uma distância de meses, vai ser a TSF que vai ter passadeira vermelha? Não vai.