Confesso que acho um bocadinho estranho ver jornalistas a dar continuidade. No outro dia apanhei a Clara de Sousa na SIC a dizer no final do jornal para ficar desse lado, que a seguir vinha mais um episódio da novela. Soa estranho. Mas nas madrugadas, para dizer, são 02h em PT e na Madeira e 1h nos Açores, era caoaz de resultar. Há o precedente do JCT que continua com a carteira ativa e faz, fundamentalmente, animação. Mas deve ser praticamente caso único.
Também creio que é estranho.
Mas se formos ao Brasil, é comum o pivô dos telejornais fazer o anúncio ao programa que se seguirá na grelha.
No Reino Unido, o The Chrys Moyles Show da Radio X tem o Dominic Byrne como parte activa do painel e, ao mesmo tempo, é ele o jornalista que dá as notícias e o bloco meteorológico.
São dinâmicas diferentes que, em Portugal, não são muito comuns. Também tenho dúvidas se a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista permita que um encartado possa fazer animação.
Além do JCT, o caso mais flagrante é o do Paulo Alves Guerra que conduz as manhãs da Antena 2 e, ao mesmo tempo, edita e narra os noticiários à hora certa.
Entretanto, terminou hoje a grande reportagem «Violeta» que é um bom exemplo da importância da TSF no panorama radiofónico português.