Pode gostar-se mais ou menos dos programas em causa e até achar-se que a sua amplitude era limitada, mas assistir a uma rádio de palavra a terminar com todos os espaços de opinião é algo bem grave e preocupante.
Nem mais. Os portugueses já estão tão motivados para a política. Têm o meu aplauso se substituirem esses programas por espaços de comentario feitos por jornalistas da casa. Agora, será que têm capacidade para?
Sobre o Manuel Acácio, seria uma mais valia. Honestamente, acho o António Jorge muito pouco neutro politicamente. Até posso estar a ser tremendamente injusto, mas a sensação que tenho é que é de esquerda até aos ossos e não hesita muito em cortar a palavra quando não gosta do que está a ser dito. Por outro lado, acho o Manuel Acácio mais acutilante com os divagadores.
O Principio da Incerteza será que termina? O custo daquilo deve ser totalmente, senão quase CNN.
E depois disto, digam-me que a ERC não deve ter uma palavrinha a dar sobre estas decisões. Onde fica o cumprimento da linha programática e do estatuto editorial? Com mais música a metro? O nosso éter vai passar a ser só música, com a honrosa exceção da Observador? Ontem, depois de ter sido anunciada a coligação todos os canais de notícias tinham pessoas a comentar o cenário. Nas 4 rádios? Nenhuma, repito nenhuma a falar sobre o tema.