Esta manhã ouvi um pouco a emissão da TSF. Não sou ouvinte habitual. Foi mais naquela ideia, de ouvir como estão as coisas na antena da TSf, com a saida do Fernando Alves, e a entrada da nova direção. Não estando à espera de qualquer mudança, a acontecer, só no inicio do próximo ano, que deverá arrancar com uma nova grelha, e aí então se perceberá o impacto que esta nova direção terá na TSF. Uma TSF, diria, adormecida nos últimos tempos.
E nem mais, ao ouvir o César Santos esta manhã, uma voz completamente entaramelada, pastosa, a comer as palavras, sem qualquer energia, pode ter sido de uma noite mal dormida, há dias assim, mas soou mal ouvir o César Santos esta manhã. De resto, o César Santos não é animador para a manhã da TSF. Com aquele tão apregoado relançamento da TSF, terão de ter em conta também esse lado dos animadores de emissão, nomeadamente no horário nobre, manhã e fim de tarde. A manhã precisa de um pivot novo, de preferência com formação jornalistica, que ligue a informação ao longo da manhã, tenha energia, dê alma á emissão. O fim da tarde precisaria também de novo animador, mais espontâneo, que tenha improviso, seja mais agradável, no regresso a casa. Isto só se fará com novas contratações, o que não parece viável, nesta altura, pelo estado das finanças, acumulo de prejuizos na TSF. A TSF precisa de ser reeiventada, não perdendo de vista aqueles anos fantásticos do inicio, quando surgiu, uma pedrada no charco, no panorama da rádio em Portugal, que durou uma década, depois a pedra afundou com a chegada do novo século, e assim tem permanecido. A TSF precisa de uma gande volta, a tal de 180º, não aquela que a leve de volta aos anos 90, porque isso não é possivel, mas, diria com o mesmo empenho, criatividade, de volta ' ao fim da rua, ao fim do mundo'. Haver de novo um grupo de jornalistas que não se limite a seguir a agenda, faça somente o seu trabalho de turno e vá para casa, tem de ir mais longe, estar mais disponível, fazer mais.