Calma. Creio que o Fernando Alves se vai reformar.
Certamente, está com quase 70 anos, embora no privado esse limite não seja obrigatório, cheguei, no colégio em que estudei, a ter um Assistente Operacional com 89 anos ainda no ativo, e cheio de garra.
Acredito que essa reforma se fique a dever muito à questão que a TSF enfrenta neste momento. Posso estar a querer encontrar sinais nesta crónica, afinal, quando nos aventuramos neste registo, o coração vem sempre ao de cima, mas chamou-me a atenção esta passagem:
"E assim me deixarei ficar, absorto, tomando notas
para uma improvável emissão futura, feita de silêncios e de palavras elementares, assim me pouse no ombro a ave clandestina.
Diria que, o Fernando Alves não fecha a porta a colaborações, a ave clandestina, mas não com uma TSF feita de silêncios (aka, diria música) e de palavras elementares (ao estilo das rádios que lideram o mercado).
A TSF não poderia "abrir insolvência", sob pena de correr o sério risco de perder os alvarás. No máximo, poderia tentar uma solução tipo Rádio Estádio, mas a ERC teria de ter alguma "compaixão".
A abertura do processo de insolvência, corretamente designado de processos especiais de revitalização, não implica a interrupção da atividade da rádio. Por isso é que falei em liquidação de ativos para pagamento dos passivos, acrescido do que um grupo, seja ele qual for, pagaria pela rede. Não implica, de todo, que durante este período se deixe de emitir, até que exista um novo projeto aprovado. A ERC tem de ter noção de que não estamos a falar de um alvará local, mas sim da Rede Regional Norte, uma rádio quase nacional, que ainda emite nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.