Escusavam de repetir as músicas, pediam ao Francisco Mateus para fazer uma selecção especial como só ele sabe... 
Ao menos não dão as notícias de meia em meia hora que são uma absoluta chatice, nem publicidade...
Greve é greve, é cumprir o mínimo dos mínimos dos mínimos. E a TSF merecia voltar a ser uma grande rádio...
A única situação em que eventualmente poderia justificar a existência de serviços mínimos, seria se a Antena 1 ou a RR também estivessem em greve nesse dia, caso em que o Tribunal Arbitral deveria decretar um número mínimo de noticiários em cada uma das estações. A partir do momento em que A1 e RR estão a operar normalmente, por mim, era o que escrevi, silêncio dos 0' aos 57' só com as trilhas dos noticiários, para se mostrar que as notícias não se fazem sozinhas, nem pressionadas seja por quem for.
Quanto à questão da compra, do que há uns tempos li, numa tese que até publiquei por aqui:
"A Rádio Press é fruto da intenção da Lusomundo, um grupo de comunicação que detinha o Jornal de Notícias, Diário de Notícias e o Comércio do Porto, de entrar no setor da rádio.
Tal como outros projetos que viriam a concorrer às frequências regionais, também a Rádio Press surgiu com o propósito de se afirmar no meio enquanto emissora que não se limitasse a ser uma rádio local.
[...]
A Rádio Press, apesar de ter vencido o concurso a Norte, nunca se impôs do ponto de vista das audiências, não obstante o forte investimento realizado e a rede de emissores que obteve e que lhe permitia chegar a toda a região Norte e Centro. O próprio responsável pelo projeto admitia que a concorrência, Nova e TSF, tinham conteúdos muito melhores. Confrontados com essa realidade, os responsáveis pela Rádio Press tomaram a decisão de adquirir a TSF.
A Rádio Press, mesmo como rádio regional, não conseguiu impor-se ao nível dos conteúdos e, como tal, mais tarde, fui encarregado de dentro do grupo dar uma volta à rádio e a volta foi adquirir a TSF que passava por um período muito complicado a nível financeiro (Manuel Teixeira, comunicação pessoal, 2019, setembro 23). Significa que a TSF passou a emitir no Norte sob a designação de Rádio Jornal e assim aproveitando a estrutura técnica e a rede de emissores da Press. “Aquilo que o grupo pensou foi: como nós não conseguimos fazer um produto, porque outros fazem melhor, então vamos comprá-lo. Eles não tinham era uma rede de emissores como nós” (Manuel Teixeira, comunicação pessoal, 23 de setembro de 2019). A TSF conseguia, desta forma, chegar a uma audiência muito importante situada na zona litoral entre o Porto e Lisboa, algo que não teria a possibilidade de fazer com a cadeia de rádios locais que possuía anteriormente. Na sequência deste processo, a Rádio Press é extinta enquanto projeto radiofónico."Portanto, o grupo que detinha o JN, DN e o Comércio do Porto, e também a rádio Press, decide comprar uma rádio local de Lisboa e pô-la a emitir na Rede Regional Norte. A TSF, que curiosamente, se tinha candidatado à Rede Sul. Não foi um grupo de Lisboa que comprou uma frequência do Norte. Que a Global Media, entretanto, tenha passado a ser um grupo essencialmente lisboeta, isso é outra história. Mas, admitamos, num país sem regionalização, a vida política passa-se toda em Lisboa, é lá que tem de estar a redação principal de um projeto que se quer forte a nível nacional. Caso contrário, é mais um instrumento para passar as notícias dos caciques, que fizeram mais uma rotunda ou um gimnodesportivo. Agora, há que manter redações no Porto, e isso a TSF tem.