A democracia portuguesa está consolidada e as interferências vão diminuindo.
Se o grupo não for nacionalizado, ninguém credÃvel o adquirirá...
O DN desaparecerá...
A TSF degradar-se-á...
O JN continuará a perder influência...
A Rádio FRANCE têm 5 redes nacionais de FM...
A BBC tem 6/7...
A maior parte dos serviços públicos de rádio tem 4 canais nacionais...
Deixo uma questão: a Rádio Comercial está melhor agora, ou quando estava na esfera do Estado?
Nesta crise sanitária inédita para as gerações atuais e que está a paralisar uma parte significativa dos paÃses, este é apenas o começo das ondas de choque destrutivas que se seguem, vem o carÃssimo aludir a nacionalização de grupos de comunicação privados. Isso não é prioritário. Discordo desta visão paternalista do estado se meter em tudo, como se tivesse recursos ilimitados. A meu ver, o Estado deve, em primeiro lugar, salvaguardar a vida/saúde dos cidadãos, em segundo, focar-se nos setores estratégicos da economia, terceiro, alocar recursos para o Estado Social (uma conquista civilizacional da Europa, em contraponto com os EUA cujas responsabilidades do Estado foram delegadas à ganância do setor privado, não tendo, por isso, o caráter universal como na Europa).
O que se sabe relativamente ao desenrolar da crise pandémica é que segue uma recessão mundial, na Europa em particular, que vai afetar severamente o setor exportador do nosso PaÃs, internamente antevê-se o fecho de inúmeras empresas, o aumento da dÃvida pública, uma situação socialmente complexa e o Estado, endividado, sem recursos para recorrer a tudo. O PaÃs vai empobrecer. O Estado deve focar-se apenas naquela que é a sua missão, de resto aplicam-se as leis de Darwin, seleção natural, ie, resistem os mais fortes. A Economia irá recuperar, embora não à mesma velocidade de outros paÃses com estruturas económicas, organizacionais e sociais mais robustas, mas lá chegaremos.
Discordo do seu ponto de vista. Não é prioritário, nem agora, nem em outro qualquer contexto.
Os paÃses que refere com 6 estações de rádio públicas nacionais, também têm 6 vezes mais população do que nós (Reino Unido: 66,7 milhões de habitantes; França: 67 milhões de habitantes), economias com outra robustez e uma ligação/identificação do público muito maior com os serviços de comunicação social dos Estados. Não há comparação. Acho que aqui não se aplica.
Termino com a resposta à sua questão. O ‘FM Estéreo da Radio Comercial’, entre 1979 e 1985, arrumava a um canto a atual ‘Rádio Comercial’. Um produto claramente superior ao atual, sem margem para dúvidas. Mas não só, a atual ‘Antena 3’ também é absolutamente irrelevante quando comparada com esse ‘FM Estéreo da Radio Comercial’ que pertenceu à esfera pública. Uma rede nacional FM desperdiçada.
O ‘FM Estéreo da Rádio Comercial’ foi constituÃdo com uma grelha eclética, ora com conteúdos mais elaborados, ora com conteúdos mais acessÃveis. “Piscava o olho†a vários públicos.
Deixo aqui dois temas que passavam na rádio supracitada em 1983, quando tinha 12 anos. Apesar de não serem muito elaborados (um deles até é POP), continuo a ter gosto a ouvir isto. (Obrigado a todos que fizeram o ‘FM Estéreo da Rádio Comercial’. Há muitos com a mesma opinião.)
THE ALAN PARSONS PROJECT - Don't Answer Me (Alan Parsons pertenceu à equipa de produtores do álbum “Dark side of the moon†– Pink Floyd, que por sua vez, teve produtores que desenvolveram o álbum “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band†– The Beatles, considerado o mais influente de sempre, por exemplo, na origem do Rock Progressivo. Este vÃdeo promocional do álbum “Ammonia Avenue†baseia-se na Banda Desenhada e dos filmes noir da década de 40)
THE JACKSONS - One more chance (nunca fui grande admirador dos Jackson 5, com a exceção deste grande tema.)