Em entrevista à revista "Visão", António Costa afirma que não irá intervir, ou legislar, para salvar grupos de comunicação....
""Este é um tema no qual o Estado não se deve imiscuir", afirma o primeiro-ministro, que afasta a possibibilidade de um financiamento público para os média perante a crise no setor
Para António Costa, a crise nos média é tema que não diz respeito ao Governo. Os órgãos de comunicação social devem fazer uma "reflexão consigo próprios, e saber porque têm ou não têm clientes", afirma António Costa, recusando a possibilidade de um apoio à comunicação social para fazer face à crise que é conhecida. Eis um excerto da entrevista concedida à VISÃO, onde o primeiro-ministro fez um balanço de quatro anos de legislatura.
O Presidente da República deixou um apelo à sociedade para pensar na situação financeira nos média, porque considera que esta crise põe em causa a democracia. O Parlamento também organizou um debate em que esta matéria foi abordada... O Governo pondera tomar iniciativas para colmatar esta situação e de alguma forma apoiar os órgãos de comunicação social?
Considero que uma iniciativa do Governo e um financiamento público da comunicação social em nada contribuiriam para a maior liberdade da comunicação social. Acho que esse é um tema de reflexão que devem começar os próprios média por fazer.
O financiamento público é só uma das hipóteses, mas há inúmeras outras que não passam pela distribuição de dinheiro, mas antes pela poupança de alguns custos das empresas de comunicação social. Estão dispostos a equacioná-las?
A intervenção que o Estado tem no setor da comunicação social é, felizmente, hoje muito limitada através da sua participação na Lusa e através do sistema público de rádio e televisão.
Limitada, embora cara. Mas falo de apoios que passem por uma redução de custos com telecomunicações e linhas dedicadas, com benefÃcios fiscais para assinaturas..."
In Visão
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