Autor Tópico: TSF  (Lida 788232 vezes)

pdnf

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Re: TSF
« Responder #2385 em: Dezembro 29, 2023, 01:15:20 am »

Porque há de esbanjar dinheiro dos contribuintes com a TSF se pode criar uma rede por decreto?
Eu não sou de esquerda, nem tampouco adepto de nacionalizações por dá cá aquela palha. Não falamos do Estado salvar a Bauer, o que seria um perfeito disparate. Falamos de mercados em que, se nos dermos conta, não tarda nada estão reduzidos a um oligopólio ou no casa da TSF, ao setor público. Mesmo nos jornais, o problema não é o formato, se papel ou digital, é sim, a existência de alternativa. O e a Observador continuam a ser pouco, para dizermos com clareza que o mercado está assegurado. Sendo que este é o único título exclusivamente digital relevante, tudo o resto são projetos sem qualquer garantia ou provas dadas.

Falamos também, obviamente, de uma nacionalização temporária, que vise encontrar investidores, e que pode ser feita à la BES, e de forma aprimorada: o estado compra a parte boa, salvaguardando o interesse nacional, e deixa na empresa, para falir, tudo o que não interessa. Note-se que nacionalizar a TSF e os dois jornais (não me viram falar no O Jogo, embora se for lucrativo, deva ir no pacote) não é salvar postos de trabalho. Claro que também o é, mas se o diagnóstico feito pelo Fafe for verdade, as gorduras têm de ser limpas, isso não há dúvida. É, isso sim, salvar o pluralismo na comunicação social. Meus senhores, só vos digo que se a TSF encerrar, com a RR a mínimos olímpicos em matéria informativa, e a Observador com uma rede pífia, somos um país de terceiro mundo, em que a única rádio com algum tempo relevante de palavra e informação, que toca numa boa parte do território, é a pública Antena 1. Já me choca o maior distrito em área do país não a ter. Alargar esse cenário a todo o Portugal, é sermos a vergonha da Europa. Se compararmos com Espanha, onde há 4, repito, 4 rádios generalistas fortes, e que tem uma Economia que não é assim tão diferente da nossa, ficarmos limitados à Antena 1 é péssimo, e a principal motivação para esta seguir em dois tempos os passos da RR.
Mesmo para um liberal, que não seja libertário, o Estado deve intervir na Economia criando as condições para corrigir as falhas de mercado. É claramente o que se passa no setor dos media em Portugal.

Eu não sei se a culpa é da RTP, da TSF, da Comercial e da RFM, de maus departamentos de marketing, ou de empresas sem dois dedos de visão sobre o alcance da rádio. Provavelmente, é culpa de todos e de mais alguns. Aquilo que sei, isso sim, é que este setor está a morrer aos bocados, vamos assobiando para o lado quando são rádios locais, porque manifestamente este modelo é obsoleto e foi mal desenhado desde o início. Mas aqui, falamos da TSF, talvez a terceira rádio nacional na hierarquia de relevância, que é diferente da de audiência. A TSF detém a RRN, que não se pretende ver ocupada por mais uma M80 ou por uma Cofina a criar uma rádio de faca e alguidar. O que é preciso é salvar o património histórico, material e imaterial, as próprias marcas, cortar onde é preciso, criar condições para a captação de receitas e libertar do peso de uma dívida acumulada (que deve ficar no GMG, saindo de lá os ativos e deixando os passivos). Estamos preocupados, e bem, em criar condições de conforto para as pessoas, incluindo todos estes enormes profissionais que ficam sem receber. Mas... e a nossa preocupação coletiva enquanto sociedade com o quarto poder? Onde fica? Invocar o exemplo do RCP é não ter a percepção de que o mercado hoje, não é o mesmo, é muito, mas muito mais curto. Quando esta questão se colocar, porque o vai ser a breve prazo, só digo a quem for contra que pense bem se quer uma democracia em que temos a comunicação pendurada nas costas do Estado e sujeita aos humores dos senhores no poder. Disse.
« Última modificação: Dezembro 29, 2023, 01:20:08 am por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Memorias da Radio

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Re: TSF
« Responder #2386 em: Dezembro 29, 2023, 01:39:55 am »
Entramos em terreno juridicamente muito perigoso para a rádio. Nos jornais nem tanto mas na rádio é complicado.

Em caso de insolvência da TSF as licenças são automaticamente canceladas não podendo ser utilizadas na massa insolvente para converter em créditos. É um duplo rombo porque quiçá é a única fonte de riqueza das empresas que ficam esvaziadas dos seus mais valiosos activos. Já aconteceu anteriormente, no caso em rádios locais que por não terem grande valor não chateou ninguém. Neste caso não é a mesma coisa pelo que não acredito que haja um pedido de insolvência do lado da empresa e consequentemente o fim da TSF. Só que os pedidos de insolvência podem vir de muitos lados. Não é bem a minha área mas acho que há aqui uma arma nas mãos dos trabalhadores. Infelizmente os funcionários são aqui um pião, dos mais afetados mas com esta situação de falta de pagamento ganham aqui um botão de bomba atómica para usar contra a administração, se entenderem.


Entretanto, caso as licenças sejam absorvidas devido a insolvência caberá ao governo fazer novo concurso para as atribuir novamente. Nos casos onde já aconteceu as licenças simplesmente foram e já não vieram.

Este é um excelente ponto. Mas tenho as minhas mais sinceras dúvidas que qualquer concurso venha a acontecer nos moldes da rede como agora se encontra, de uma Rede Regional Norte - ou viraria nacional, ou seria cedida à M80. Mas nem sequer quero pensar nisso.

Jornal das 19h com 7 minutos e uma voz de "enterro" do Artur Carvalho.
Infelizmente, cheira cada vez mais aos últimos tempos do RCP...

Artur Carvalho que tem problemas por 2x em duas horas seguidas com a palavra "dimensionamento" (não quero ser mau, foi mesmo o que aconteceu) e, infelizmente, confirmo o tom pesaroso. Os noticiários estão agora reduzidos a apenas 7/8 minutos - o das 19h não teve quaisquer RMs e teve uns sons suspeitos que trazem uma notícia que... Enfim.

É que se forem ouvir bem a gravação das 19h, é perfeitamente audível o Artur Carvalho a levar os papéis e a mudar de posição na mesa, atrapalhado, quando acaba de falar o Rui Tukayana. Por outro lado, a gravação só é parada quando entra o trânsito para a locutora. Isto significa que, pela primeira vez desde que me lembro de ouvir a TSF, foi o próprio Artur Carvalho a ter que mexer na mesa (!!!) porque às 19h de um dia de semana não havia nem técnico, nem locutora disponíveis naquele momento, e ele deve ter tido que andar a alternar entre os ecrãs da locução e os ecrãs com o texto jornalístico a ler, que normalmente em rádio estão de costas um para o outro.

Outro sinal de que começaram a dispensar gente essencial é que se forem a esta hora ver o site em TSF.pt, não há noticiário das 01h publicado, e suspeito seriamente que tenha deixado de haver técnico para manutenção ao site ou qualquer responsável de manutenção ao site depois da meia-noite. Isto deverá também significar que em caso de última hora, a TSF já não tem, neste momento, capacidade de responder online durante a madrugada.

Deve ser a isto que se referem com os impactos dos despedimentos.

Entretanto, o Governo faz estas incríveis declarações: https://eco.sapo.pt/2023/12/28/governo-perplexo-com-as-dificuldades-financeiras-alegadas-pela-global-media/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques

E vamos ter plenári,o esta sexta, dos trabalhadores: https://eco.sapo.pt/2023/12/28/trabalhadores-da-global-media-condenam-ameacas-de-insolvencia-pela-administracao/

Os painéis parecem estar praticamente fixos agora, também, talvez produto das dispensas:

César Santos? 06:30-10:00
Forum TSF com Manuel Acácio 10:00-12:00
Francisco Mateus 12:00?-15:00 (16:00?), tenho-o apanhado sempre na Tarde 1 agora
Marta Bernardo até às 20:30/21:00?
não sei ainda quem está a fazer até às 00h/01h
José Lúcio da Silva daí para diante até às 06:30

Só tenho ouvido trocas da locutores entre Tarde 2 e Tarde 1, e vice versa, mas há 3 dias que não noto qualquer alteração. De madrugada, sempre José Lúcio da Silva.

O site também não está atualizado com qualquer das mudanças de grelha ou de administração.
« Última modificação: Dezembro 29, 2023, 01:48:19 am por Memorias da Radio »

Atento

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Re: TSF
« Responder #2387 em: Dezembro 29, 2023, 06:18:24 am »
Perplexidades...
https://eco.sapo.pt/2023/12/28/governo-perplexo-com-as-dificuldades-financeiras-alegadas-pela-global-media/

Adão perplexo...
Ai Adão,  Adão...

SNS
Escola Pública
Justiça

O tuga da música a metro e da novelinha noturna será que um dia destes também vai ficar perplexo?

De forma resumida...

O descalabro da rádio portuguesa...

1- A estúpida e criminosa nacionalização do RCP ( a rádio privada mais importante do país...imaginem os nossos amigos espanhóis destruírem, depois da morte de Franco e da instauração da democracia,  a rádio privada mais importante do país  - a Cadena SER);

2- A parasitagem, a escumalha e toda a espécie de comissário político que foi minando a RDP ao longo dos anos. Na RDP, as direções de informação e programas não tinham qualquer estabilidade,  projeto e credibilidade. Equívocos atrás de equívocos, com perus diretores que confundiam serviço público com serviço estatal de nicho. Uma rádio pouco evoluída, com um fadinho aqui, um fadinho ali, com espaços de transição e com uma estrutura não isenta cheia de comissários, analfabetos funcionais,  desleixados e incompetentes...

3- Satisfazer os caciques locais com as rádios locais cogumelos. Uma verdadeira aberração, sem qualquer estratégia, rigor e sustentabilidade. Um desastre parido no cavaquismo.

4- Haver figuras verdadeiramente nocivas a pensar a rádio e a comunicação social em Portugal, como, por exemplo, Arons de Carvalho,  Miguel Relvas, Nuno Artur Silva e criaturas inocentes comidas de cebolada como Miguel Poiares Maduro.

5- Haver políticos, estratégias políticas e patetas da comunicação social, que agora choram a TSF em perigo,  que sempre desejaram controlar a comunicação social e fazer negociatas...

6- Uma RDP cristalizada, atacada por políticos analfabetos e por profissionais comprovadamente incompetentes, que não pensam e definem uma estratégia de serviço público que chegue aos portugueses, mas antes confundem o conceito serviço público com serviço estatal de nicho. A par da rtve/rne a RTP RÁDIO é um serviço público cristalizado e divorciado dos portugueses. Como sabemos, não é isso que acontece na esmagadora maioria dos países europeus.  Aí há fortes serviços públicos. Curiosamente ou não a Desprovedora nunca tocou no assunto...

7- Uma RTP/Rádio, atacada pelos seus fantasmas, completamente paralisada, fruto também uma Antena 3 amordaçada e refém de interesses vários e até obscuros que a encaminharam para um beco de nicho ardiloso, abre caminho para o duopólio de música a metro Comercial/RFM...
E o artista tuga decretou: os portugueses querem música e pouca palavra. A Marktest apresentou números avassaladores das duas rádios citadas anteriormente  e o artista tuga que pensa a rádio e respetivos consultores disseram: - É por aqui!!!! Pouca gente, corte na palavra, mais música...

A RDP Cristalizada lá andava nas suas contradições,  com.os seus diálogos no manicómio e eis que o artista tuga e os consultores chegam à RR e dizem: - vamos seguir o caminho mais fácil e ganhar mais dinheiro (profundamente asnos estes artistas e consultores), cortando na informação,  desporto, debates e em recursos humanos e assumindo, evidentemente,  um híbrido mix envergonhado Comercial/rfm/m80...É esse o atual modelo da RR que cairá  - e bem - com estrondo.

8- Nas rádios tendencialmente de palavra, mormente na RDP Cristalizada e TSF nunca houve a preocupação de criar e manter nomes fortes que fizessem uma verdadeira ligação com os portugueses. A RDP/RTP RÁDIO até tem recursos, mas o grupo RTP nem uma simples promoção ao seu programa da manhã da Antena1 faz nos seus diversos canais de tv... Um absurdo!

A inércia da RTP RÁDIO contribuiu e muito para a atual desgraça.

Agora aguentem! A procissão ainda nem sequer saiu do adro...
« Última modificação: Dezembro 29, 2023, 06:27:29 am por Atento »

modernices

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Re: TSF
« Responder #2388 em: Dezembro 29, 2023, 07:41:03 am »

Porque há de esbanjar dinheiro dos contribuintes com a TSF se pode criar uma rede por decreto?
Eu não sou de esquerda, nem tampouco adepto de nacionalizações por dá cá aquela palha. Não falamos do Estado salvar a Bauer, o que seria um perfeito disparate. Falamos de mercados em que, se nos dermos conta, não tarda nada estão reduzidos a um oligopólio ou no casa da TSF, ao setor público. Mesmo nos jornais, o problema não é o formato, se papel ou digital, é sim, a existência de alternativa. O e a Observador continuam a ser pouco, para dizermos com clareza que o mercado está assegurado. Sendo que este é o único título exclusivamente digital relevante, tudo o resto são projetos sem qualquer garantia ou provas dadas.

Falamos também, obviamente, de uma nacionalização temporária, que vise encontrar investidores, e que pode ser feita à la BES, e de forma aprimorada: o estado compra a parte boa, salvaguardando o interesse nacional, e deixa na empresa, para falir, tudo o que não interessa. Note-se que nacionalizar a TSF e os dois jornais (não me viram falar no O Jogo, embora se for lucrativo, deva ir no pacote) não é salvar postos de trabalho. Claro que também o é, mas se o diagnóstico feito pelo Fafe for verdade, as gorduras têm de ser limpas, isso não há dúvida. É, isso sim, salvar o pluralismo na comunicação social. Meus senhores, só vos digo que se a TSF encerrar, com a RR a mínimos olímpicos em matéria informativa, e a Observador com uma rede pífia, somos um país de terceiro mundo, em que a única rádio com algum tempo relevante de palavra e informação, que toca numa boa parte do território, é a pública Antena 1. Já me choca o maior distrito em área do país não a ter. Alargar esse cenário a todo o Portugal, é sermos a vergonha da Europa. Se compararmos com Espanha, onde há 4, repito, 4 rádios generalistas fortes, e que tem uma Economia que não é assim tão diferente da nossa, ficarmos limitados à Antena 1 é péssimo, e a principal motivação para esta seguir em dois tempos os passos da RR.
Mesmo para um liberal, que não seja libertário, o Estado deve intervir na Economia criando as condições para corrigir as falhas de mercado. É claramente o que se passa no setor dos media em Portugal.

Eu não sei se a culpa é da RTP, da TSF, da Comercial e da RFM, de maus departamentos de marketing, ou de empresas sem dois dedos de visão sobre o alcance da rádio. Provavelmente, é culpa de todos e de mais alguns. Aquilo que sei, isso sim, é que este setor está a morrer aos bocados, vamos assobiando para o lado quando são rádios locais, porque manifestamente este modelo é obsoleto e foi mal desenhado desde o início. Mas aqui, falamos da TSF, talvez a terceira rádio nacional na hierarquia de relevância, que é diferente da de audiência. A TSF detém a RRN, que não se pretende ver ocupada por mais uma M80 ou por uma Cofina a criar uma rádio de faca e alguidar. O que é preciso é salvar o património histórico, material e imaterial, as próprias marcas, cortar onde é preciso, criar condições para a captação de receitas e libertar do peso de uma dívida acumulada (que deve ficar no GMG, saindo de lá os ativos e deixando os passivos). Estamos preocupados, e bem, em criar condições de conforto para as pessoas, incluindo todos estes enormes profissionais que ficam sem receber. Mas... e a nossa preocupação coletiva enquanto sociedade com o quarto poder? Onde fica? Invocar o exemplo do RCP é não ter a percepção de que o mercado hoje, não é o mesmo, é muito, mas muito mais curto. Quando esta questão se colocar, porque o vai ser a breve prazo, só digo a quem for contra que pense bem se quer uma democracia em que temos a comunicação pendurada nas costas do Estado e sujeita aos humores dos senhores no poder. Disse.

Se morrer morreu. Que mal vem ao mundo isso? Essa história da democracia é uma treta. Se a empresa não aguentar (porque só aguenta se quem vier andar a pagar salários sem perspectiva de retorno) fecha e pronto. Alguma vez há uma obrigação do estado para salvar seja o que for? Se não dá dinheiro, fecha. A seguir vem quem sabe fazer melhor, se vier.

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Re: TSF
« Responder #2389 em: Dezembro 29, 2023, 07:48:26 am »

Artur Carvalho que tem problemas por 2x em duas horas seguidas com a palavra "dimensionamento" (não quero ser mau, foi mesmo o que aconteceu) e, infelizmente, confirmo o tom pesaroso. Os noticiários estão agora reduzidos a apenas 7/8 minutos - o das 19h não teve quaisquer RMs e teve uns sons suspeitos que trazem uma notícia que... Enfim.

É que se forem ouvir bem a gravação das 19h, é perfeitamente audível o Artur Carvalho a levar os papéis e a mudar de posição na mesa, atrapalhado, quando acaba de falar o Rui Tukayana. Por outro lado, a gravação só é parada quando entra o trânsito para a locutora. Isto significa que, pela primeira vez desde que me lembro de ouvir a TSF, foi o próprio Artur Carvalho a ter que mexer na mesa (!!!) porque às 19h de um dia de semana não havia nem técnico, nem locutora disponíveis naquele momento, e ele deve ter tido que andar a alternar entre os ecrãs da locução e os ecrãs com o texto jornalístico a ler, que normalmente em rádio estão de costas um para o outro.

Outro sinal de que começaram a dispensar gente essencial é que se forem a esta hora ver o site em TSF.pt, não há noticiário das 01h publicado, e suspeito seriamente que tenha deixado de haver técnico para manutenção ao site ou qualquer responsável de manutenção ao site depois da meia-noite. Isto deverá também significar que em caso de última hora, a TSF já não tem, neste momento, capacidade de responder online durante a madrugada.

Deve ser a isto que se referem com os impactos dos despedimentos.

Entretanto, o Governo faz estas incríveis declarações: https://eco.sapo.pt/2023/12/28/governo-perplexo-com-as-dificuldades-financeiras-alegadas-pela-global-media/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques

E vamos ter plenári,o esta sexta, dos trabalhadores: https://eco.sapo.pt/2023/12/28/trabalhadores-da-global-media-condenam-ameacas-de-insolvencia-pela-administracao/

Os painéis parecem estar praticamente fixos agora, também, talvez produto das dispensas:

César Santos? 06:30-10:00
Forum TSF com Manuel Acácio 10:00-12:00
Francisco Mateus 12:00?-15:00 (16:00?), tenho-o apanhado sempre na Tarde 1 agora
Marta Bernardo até às 20:30/21:00?
não sei ainda quem está a fazer até às 00h/01h
José Lúcio da Silva daí para diante até às 06:30

Só tenho ouvido trocas da locutores entre Tarde 2 e Tarde 1, e vice versa, mas há 3 dias que não noto qualquer alteração. De madrugada, sempre José Lúcio da Silva.

O site também não está atualizado com qualquer das mudanças de grelha ou de administração.

Pequeno update: já temos o noticiário da 1h, mas os das 2h e das 4h apanham meia hora da emissão com música...
E a tristeza que é a esmagadora maioria dos ouvintes não saber o nome desses radialistas que os acompanham há anos? Este modelo da "continuidade" é rídiculo, agora ainda mais.

Memorias da Radio

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Re: TSF
« Responder #2390 em: Dezembro 29, 2023, 08:49:25 am »

Artur Carvalho que tem problemas por 2x em duas horas seguidas com a palavra "dimensionamento" (não quero ser mau, foi mesmo o que aconteceu) e, infelizmente, confirmo o tom pesaroso. Os noticiários estão agora reduzidos a apenas 7/8 minutos - o das 19h não teve quaisquer RMs e teve uns sons suspeitos que trazem uma notícia que... Enfim.

É que se forem ouvir bem a gravação das 19h, é perfeitamente audível o Artur Carvalho a levar os papéis e a mudar de posição na mesa, atrapalhado, quando acaba de falar o Rui Tukayana. Por outro lado, a gravação só é parada quando entra o trânsito para a locutora. Isto significa que, pela primeira vez desde que me lembro de ouvir a TSF, foi o próprio Artur Carvalho a ter que mexer na mesa (!!!) porque às 19h de um dia de semana não havia nem técnico, nem locutora disponíveis naquele momento, e ele deve ter tido que andar a alternar entre os ecrãs da locução e os ecrãs com o texto jornalístico a ler, que normalmente em rádio estão de costas um para o outro.

Outro sinal de que começaram a dispensar gente essencial é que se forem a esta hora ver o site em TSF.pt, não há noticiário das 01h publicado, e suspeito seriamente que tenha deixado de haver técnico para manutenção ao site ou qualquer responsável de manutenção ao site depois da meia-noite. Isto deverá também significar que em caso de última hora, a TSF já não tem, neste momento, capacidade de responder online durante a madrugada.

Deve ser a isto que se referem com os impactos dos despedimentos.

Entretanto, o Governo faz estas incríveis declarações: https://eco.sapo.pt/2023/12/28/governo-perplexo-com-as-dificuldades-financeiras-alegadas-pela-global-media/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques

E vamos ter plenári,o esta sexta, dos trabalhadores: https://eco.sapo.pt/2023/12/28/trabalhadores-da-global-media-condenam-ameacas-de-insolvencia-pela-administracao/

Os painéis parecem estar praticamente fixos agora, também, talvez produto das dispensas:

César Santos? 06:30-10:00
Forum TSF com Manuel Acácio 10:00-12:00
Francisco Mateus 12:00?-15:00 (16:00?), tenho-o apanhado sempre na Tarde 1 agora
Marta Bernardo até às 20:30/21:00?
não sei ainda quem está a fazer até às 00h/01h
José Lúcio da Silva daí para diante até às 06:30

Só tenho ouvido trocas da locutores entre Tarde 2 e Tarde 1, e vice versa, mas há 3 dias que não noto qualquer alteração. De madrugada, sempre José Lúcio da Silva.

O site também não está atualizado com qualquer das mudanças de grelha ou de administração.

Pequeno update: já temos o noticiário da 1h, mas os das 2h e das 4h apanham meia hora da emissão com música...
E a tristeza que é a esmagadora maioria dos ouvintes não saber o nome desses radialistas que os acompanham há anos? Este modelo da "continuidade" é rídiculo, agora ainda mais.

Já vi essa maravilha... O corte deve estar a ser manual pelos locutores apenas, sem técnico já, e daí que isto esteja a acontecer assim, o José Lúcio da Silva deve ter-se esquecido.

Tristeza total, de facto, eu sempre discordei deste modelo rotativo - traz um custo adicional, um desconforto para quem faz locução, e não vejo grandes vantagens.

(confirma-se César Santos nas manhãs, claro)

pdnf

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Re: TSF
« Responder #2391 em: Dezembro 29, 2023, 11:17:55 am »

Se morrer morreu. Que mal vem ao mundo isso? Essa história da democracia é uma treta. Se a empresa não aguentar (porque só aguenta se quem vier andar a pagar salários sem perspectiva de retorno) fecha e pronto. Alguma vez há uma obrigação do estado para salvar seja o que for? Se não dá dinheiro, fecha. A seguir vem quem sabe fazer melhor, se vier.

Vem mal sim, pois quem vier a seguir vai ser mais uma rádio low cost de 90 minutos de música sem parar. Não assumamos sempre o que temos por garantido, é assim que os regimes começam a definhar. Quanto menos informadas as pessoas estiverem, quanto menor capacidade existir para além de se ser pé de microfone... Nós em Portugal temos um trauma com as nacionalizações, por causa do que se fez em 1975, que até fábricas de agulhas eram estratégicas. Qualquer uma das nacionalizações que se fez de então para cá, foram absolutamente essenciais, com a exceção da TAP que poderia ter sido assegurada com a criação de uma companhia mais pequena para assegurar os voos domésticos.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Julio Carvalho

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Re: TSF
« Responder #2392 em: Dezembro 29, 2023, 11:21:15 am »
A comissão de Trabalhadores da TSF já divolgou um comunicado onde faz algumas perguntas que poderia fazer à administração, mas não o quer fazer( apesar de um fazer), faz apenas uma, a mais prosaica e a que mais interessa aos sofridos trabalhadores" como pensam como vamos sobreviver? ".
Mesmo eu recuzando me a ouvir este último agonizar desta histórica rádio, custa assistir ao grito de revolta dos seus trabalhadores.
Mais uma vez, um grande abraço solidário para eles.
E sim, ainda não o fiz, mas vou contribuir para o fundo de maneio.
Que passagem de ano, tão trágica...

Atento

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Re: TSF
« Responder #2393 em: Dezembro 29, 2023, 12:06:18 pm »
Hoje não houve fórum.

AG

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Re: TSF
« Responder #2394 em: Dezembro 29, 2023, 12:16:07 pm »
Hoje não houve fórum.
Ontem já não tinha havido. Penso que o Manuel Acácio estará de férias.

Julio Carvalho

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Re: TSF
« Responder #2395 em: Dezembro 29, 2023, 12:17:43 pm »
E quando estava a fazer zapping, ouvi parte do noticiário do meio dia, onde o grande destaque foi o fim da Rádio Clube de Monsanto, que foi para o ar hoje, pela última vez, depois de 30 anos no ar. Ouviram o responsável desta rádio.
Não deixa de ser simbólico...

Memorias da Radio

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Re: TSF
« Responder #2396 em: Dezembro 29, 2023, 01:16:23 pm »
E quando estava a fazer zapping, ouvi parte do noticiário do meio dia, onde o grande destaque foi o fim da Rádio Clube de Monsanto, que foi para o ar hoje, pela última vez, depois de 30 anos no ar. Ouviram o responsável desta rádio.
Não deixa de ser simbólico...

Duas coisas que notei no noticiário das 13h: o tom e a força com que a jornalista fala da posição do Governo face à Global Media Group e da posição dos trabalhadores da TSF, e ainda na nota do Rádio Clube de Monsanto (sendo que eu se fosse da RDS Lister Mais teria vergonha em ser apresentado dessa forma) a menção nada nada subtil a "olhe, não ganhávamos muito mas pelo menos davam-nos o subsídio de natal", que foi tão agradável de ouvir como um alfinete a picar na pele.

joao_s

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Re: TSF
« Responder #2397 em: Dezembro 29, 2023, 01:17:49 pm »
Enquanto cidadão e curioso deste meio, permitam-me que faça as seguintes observações. A nacionalização do “Rádio Clube Português”(RCP) foi um processo político forçado, efetuado num período de delírio designado de PREC (“Processo Revolucionário em Curso”) que definhou a economia e a vida em sociedade, tendo culminado numa bancarrota. No seu tempo, o RCP era a força motriz, a locomotiva que impulsionava o meio da radiodifusão, e, na primeira metade da década de 70, possivelmente (a confirmar), preparava/planeava a replicação do modelo de rádio FM dominante na Europa, para a sua rede FM, visando a satisfação de diferentes camadas de público e a modernização do meio. A nacionalização deu lugar à “Rádio Comercial”, e a mesma foi integrada na esfera pública. Se no início, havia vigor, vontade em continuar com os projetos que vinham do RCP, na segunda metade da década de 80, esse vigor estava em declínio, culminando em abandono. Era penoso ouvir uma Rádio Comercial à deriva.

Portanto, a nacionalização do RCP culminou numa rádio deixada ao abandono. Foi um desastre. Ninguém pode antever como seria o meio de radiodifusão hoje, caso esta nacionalização irresponsável não tivesse ocorrido.

É incoerente, não faz sentido, que um estado paternalista/protetor nacionalize a TSF ou engorde o universo da irrelevante RTP-Rádios, que não tem adesão de público, deixando de fora outros setores da economia. Não é essa a função do estado perante o setor privado. Além disso tal iria abrir um precedente, qualquer fábrica, empresa ou organização que enfrentasse um processo de insolvência deveria ser nacionalizada ou o estado entrar financeiramente para estancar a situação, a fundo perdido. Isso não é uma economia de mercado, antes uma economia estatizada. Estamos numa economia de mercado, se uma organização não é viável, acaba, como acontece noutros setores.

Termino com uma nota. As TV informativas estão a lançar serviços áudio dos seus canais, convidando os telespetadores a serem ouvintes. A rádio que se prepare para a concorrência…

Atento

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Re: TSF
« Responder #2398 em: Dezembro 29, 2023, 01:27:27 pm »
Enquanto cidadão e curioso deste meio, permitam-me que faça as seguintes observações. A nacionalização do “Rádio Clube Português”(RCP) foi um processo político forçado, efetuado num período de delírio designado de PREC (“Processo Revolucionário em Curso”) que definhou a economia e a vida em sociedade, tendo culminado numa bancarrota. No seu tempo, o RCP era a força motriz, a locomotiva que impulsionava o meio da radiodifusão, e, na primeira metade da década de 70, possivelmente (a confirmar), preparava/planeava a replicação do modelo de rádio FM dominante na Europa, para a sua rede FM, visando a satisfação de diferentes camadas de público e a modernização do meio. A nacionalização deu lugar à “Rádio Comercial”, e a mesma foi integrada na esfera pública. Se no início, havia vigor, vontade em continuar com os projetos que vinham do RCP, na segunda metade da década de 80, esse vigor estava em declínio, culminando em abandono. Era penoso ouvir uma Rádio Comercial à deriva.

Portanto, a nacionalização do RCP culminou numa rádio deixada ao abandono. Foi um desastre. Ninguém pode antever como seria o meio de radiodifusão hoje, caso esta nacionalização irresponsável não tivesse ocorrido.

É incoerente, não faz sentido, que um estado paternalista/protetor nacionalize a TSF ou engorde o universo da irrelevante RTP-Rádios, que não tem adesão de público, deixando de fora outros setores da economia. Não é essa a função do estado perante o setor privado. Além disso tal iria abrir um precedente, qualquer fábrica, empresa ou organização que enfrentasse um processo de insolvência deveria ser nacionalizada ou o estado entrar financeiramente para estancar a situação, a fundo perdido. Isso não é uma economia de mercado, antes uma economia estatizada. Estamos numa economia de mercado, se uma organização não é viável, acaba, como acontece noutros setores.

Termino com uma nota. As TV informativas estão a lançar serviços áudio dos seus canais, convidando os telespetadores a serem ouvintes. A rádio que se prepare para a concorrência…

A rádio desistiu...e optou pela música a metro...

Comprar/ nacionalizar a TSF faz todo o sentido, pois o grupo público português é dos poucos que não tem no seu portfólio uma rádio de informação...

O governo de Durão Barroso também adquiriu a NTV...

AG

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Re: TSF
« Responder #2399 em: Dezembro 29, 2023, 01:47:12 pm »
Enquanto cidadão e curioso deste meio, permitam-me que faça as seguintes observações. A nacionalização do “Rádio Clube Português”(RCP) foi um processo político forçado, efetuado num período de delírio designado de PREC (“Processo Revolucionário em Curso”) que definhou a economia e a vida em sociedade, tendo culminado numa bancarrota. No seu tempo, o RCP era a força motriz, a locomotiva que impulsionava o meio da radiodifusão, e, na primeira metade da década de 70, possivelmente (a confirmar), preparava/planeava a replicação do modelo de rádio FM dominante na Europa, para a sua rede FM, visando a satisfação de diferentes camadas de público e a modernização do meio. A nacionalização deu lugar à “Rádio Comercial”, e a mesma foi integrada na esfera pública. Se no início, havia vigor, vontade em continuar com os projetos que vinham do RCP, na segunda metade da década de 80, esse vigor estava em declínio, culminando em abandono. Era penoso ouvir uma Rádio Comercial à deriva.

Portanto, a nacionalização do RCP culminou numa rádio deixada ao abandono. Foi um desastre. Ninguém pode antever como seria o meio de radiodifusão hoje, caso esta nacionalização irresponsável não tivesse ocorrido.

É incoerente, não faz sentido, que um estado paternalista/protetor nacionalize a TSF ou engorde o universo da irrelevante RTP-Rádios, que não tem adesão de público, deixando de fora outros setores da economia. Não é essa a função do estado perante o setor privado. Além disso tal iria abrir um precedente, qualquer fábrica, empresa ou organização que enfrentasse um processo de insolvência deveria ser nacionalizada ou o estado entrar financeiramente para estancar a situação, a fundo perdido. Isso não é uma economia de mercado, antes uma economia estatizada. Estamos numa economia de mercado, se uma organização não é viável, acaba, como acontece noutros setores.

Termino com uma nota. As TV informativas estão a lançar serviços áudio dos seus canais, convidando os telespetadores a serem ouvintes. A rádio que se prepare para a concorrência…

A rádio desistiu...e optou pela música a metro...

Comprar/ nacionalizar a TSF faz todo o sentido, pois o grupo público português é dos poucos que não tem no seu portfólio uma rádio de informação...

O governo de Durão Barroso também adquiriu a NTV...
Não faz não. O Estado se quiser resgata a rede sem pagar um cêntimo.