Quase 20 anos depois e o "ZECA e seus heterónimos" não consegue compreender que as rádios locais se só tornam retransmissores (se não fosse isso fechariam de vez, e casos há em que isso aconteceu) porque simplesmente não há mercado para as sustentar e se receberem apoios do Estado/Câmaras Municipais, para além de serem perniciosos, não chegam.
Vinte anos depois não percebeu ainda que se foi criada uma lei que permitiu a criação de rádio locais e se essas rádios deixam de ter sustento económico, fecha-se o emissor, simples. Daqui a pouco, só temos rádios de uma cidade a emitir para todo o paÃs. Se a frequencia nasceu para ser local assim deve continuar e não esta palhaçada de serem retransmissores. Uns habilidosos de forma a facilitar a vida aos grandes grupos, lembraram-se de catalogar as frequências por tematicas ou não tematicas de forma a permitir cadeias de rádio e assim facilitar á aglutinação de rádios pelos grandes. Já pensou que neste momento se alguem quiser ter uma rádio em Gondomar, Matosinhos ou Valongo, por exemplo, não consegue, mesmo tendo meios financeiros para isso, porque as frequencias não são libertadas pelos grandes grupos?
Aà estamos de acordo. No mundo ideal, era isso que acontecia. Rádio local que não tivesse hipóteses de sobreviver, fechava.
E dever-se-ia inverter o processo de licenciamento, isto é, quem quisesse operar em determinados municÃpios, ou mesmo em várias regiões, apresentava o projecto à ERC que o aprovaria, e depois a ANACOM encontraria as frequências disponÃveis para esse projecto.
Porém, na realidade actual, prefiro que sejam retransmissores de rádios interessantes do que não emitir de todo.