É curiosa a percepção que têm, eu acho que a Mega já não tinha uma playlist que me cativasse tão pouco há muito tempo. Pode ser que seja azar, mas tenho apanhado muitas sonoridades menos mainstream. Para mim, uma rádio de pendor mais comercial, tem de ter o pop como âncora na playlist. Até na 3 acho isso crítico.
Em termos de animação, acho que a Mega é mesmo a típica fénix: consegue renascer das cinzas. Não gosto do termo viveiro, usado pelo Prof. Pinheiro, mas é a melhor escola de talentos de rádio do país, isso sem dúvida. Se depois os aproveita mal, e faz apostas erradas, isso é outra questão. Neste momento, com a exceção óbvia da Catarina Silva, que é uma peça que acrescenta valor a qualquer equipa, a Mega bate aos pontos qualquer painel da Cidade FM. Esta semana, só andei praticamente por esta última, lá está, porque, em contraciclo à Mega, anda com uma playlist mais agradável, mas a animação é muito, muito mais fraca.
As tardes da Mega estão muito agradáveis, num registo interessante para um publico 25-35, até um pouco mais, talvez. Seguramente, em termos de qualidade, estão logo abaixo das da 3. Também, em abono da verdade se diga que a Comercial está esgotada nesse horário, a Cidade FM está em momento de contenção forte, a RFM abdicou de concorrer com a Comercial para combater diretamente a Cidade, a RR envelheceu nesse horário, e a M80 está onde sempre esteve, portanto, há aqui uma janela de oportunidade muito interessante para o Drive-In alavancar o crescimento da Mega, no global. Nas manhãs a mesma coisa, a Cidade não tinha um Já São Horas tão pouco chamativo há muito tempo.
É boa aposta a da Mega a de ter publicidade na TV, uns spots de 15/20 segundos, que estão a passar nos canais de séries e filmes, e quando vais puxar atrás na Box, no início do programa, a dar a conhecer os rostos da estação nas manhãs e tardes. Essa publicidade é particularmente eficaz, porque não podes saltar. Há pouco, ouvi isto: a menina do The Voice também faz rádio? 😉