(...) mas já se sabe que a qualidade não significa audiência
É verdade. Se assim o fosse, não seriam os dois estarolas os crónicos primeiros do Bareme Rádio.
Contudo, fazendo um exercício sobre esses dois, qual será a razão para a Rádio Comercial ter descolado da RFM a determinada altura e hoje ser tão difícil a rádio das três letrinhas agarrá-la?
Precisamente porque nessa altura o produto Rádio Comercial era, no geral, superior ao da RFM, tendo umas manhãs com o brinde chamado RAP.
Hoje, apesar de, entre as duas, ser mais team Rádio Comercial, considero a RFM um produto superior ao que era entre 2013 a 2019/2020 e, com as últimas mudanças, tem, por exemplo, umas tardes melhores que o desgastado Já Se Faz Tarde.
Porque é que isso não se tem reflectido nos números?
Porque esse período onde, na minha opinião, a RC batia aos pontos a RFM fez com que aquele público que não é fiel a nenhuma estação e só quer é música e boa disposição se fidelizasse com a estação da Sampaio e Pina.
Levará o seu tempo até que o paradigma mude.
Sobre a Mega Hits, como disse anteriormente, ela só chegou a Rio Maior já eu trabalhava e, mesmo nos meus tempos de Lisboa, a malta sintonizava no Snooze, mas os meus colegas de casa eram, lá está, mais da equipa da Rádio Comercial.
Voltando ao Ribatejo, creio que em rádios jovens, estou bem servido com a Hiper FM e com os horários nobres da (finalmente) actual Antena 3.
Se me apetecer apanhar uma vibe de adolescente, armo-me em revivalista e pico a CIDADE FM nos históricos 93.7 MHz, frequência que ouvi muito nos idos anos 2000 (também tinha uma excelente equipa nessa altura).
Fechando o tópico, quando passei a ter acesso via ondas hertzianas à Mega FM, sempre a achei, naquela altura, um produto um pouco superior à Cidade FM. Mas era o tempo do Rui Pêgo e da Filipa Galrão... Apesar de serem «influencers», esse domínio foi-lhes ganho pelo seu trabalho e isso provou-se com os locais que agora ocupam.