Vou com 45 minutos de escuta que decidi ceder à Mega Hits, a ver como anda o barco.
Pontos positivos:
- FINALMENTE mudanças na playlist e na ordem da playlist, já fazia falta. Nesta hora das 17h tem sido mesmo “os maiores hits e as melhores músicas novas” e uma playlist finalmente a descolar da RFM, como não senti que acontecesse assim tanto há talvez uma década, sem exagero.
Houve do EDM (Alesso no Lugar às Novas) ao R&B puro e duro (Rude Boy de Rihanna e o New York da Alicia Keys na versão mais ritmada), passando por umas músicas muito bem ritmadas e muito inspiradoras, ali a raiar o eletrónico. Ouço isto e parece que estou a ouvir uma MTV ou a Cidade da Primeira Rádio dos Êxitos na segunda versão (2011-2014, antes do refresh citadino). As músicas calmas estão devidamente agrupadas com aquele êxito mais recente em que ele se queixa da mãe ter morrido e o Planeta do Bispo com a Bárbara Tinoco a fazer sequência, como deve acontecer, e houve transição.
Valeu a pena bater na tecla, já me calaram. Está muito bom! É isto que se quer!
- Publicidade extremamente saudável às 17h. Cinco ou seis anúncios e nenhum deles coisa pequena. Muito bem o departamento de marketing.
- Plástica ouvida e aprovada na maioria, atenção a alguns “destempos” na mistura entre a voz do Augusto Seabra e a parte cantada da Mega Hits, nalguns jingles. Os desníveis de som estão nalguns momentos de jingles também mas não vou criticar aí porque é normal na casa que isto arranque assim e seja corrigido ao fim de alguns dias. Está bastante boa.
- Catarina Maia e Francisca Cabral no Drive In estão muito bem hoje!
- Equalização muito mais dinâmica, mais e melhores graves, e finalmente normalizaram as músicas todas, à falta de ganho automático, que já percebi que na Mega não há, nem nunca houve, por alguma razão que não sei explicar.
- É efetivamente muito eficaz repetirem o slogan “os maiores hits e as melhores músicas novas”, dá dinâmica, como já suspeitava.
Pontos negativos:
- Chamar a uma divulgação de um evento no Fórum Maia e a um bebé que rendeu um pagamento de 1080 euros à TAP “vacina de cultura” é, como dizer… um insulto à inteligência. A segunda notícia está mais próxima do que esperaria desse espaço; só duas notícias também é curtinho, deviam ser 4. O estilo e extensão de leitura não está mal, o conceito de ser um shot também é muito bom, mas tem que ser afinado.
- Catarina Maia a meio do fundo da rua no microfone, está sempre mais baixo que a Francisca.
- Tem que ser repensado o estilo de promos. A dos Wet Bed Gang ficou gravada com o arranque da música tão em baixo que vou no carro e parece que ela está a falar a seco, sem música deles em fundo. O estilo minimalista é do meu agrado mas tem que haver presença e alguma dinâmica.