Nova grelha na MegaHits...
Girls Night Out termina e fica só a Ana Pinheiro,Teresa Oliveira 10-14,Diogo Pires 14-17 e novo programa Drive In com a Catarina Palma e Inês Andrade 17-20...
Nelson Cunha as sextas 20-21 faz o MegaHits Fresh com as músicas novas,um regresso.
Alexandre Guimarães e Inês Nogueira fazem só fins de semana...
Honestamente não se percebe esta mudança,mas pronto, espero que a Cidade não vá a reboque...
Entendo esta mudança de grelha como um erro colossal! Não tanto pela necessidade de reajustar a mesma, mas sim pelo timing e ausência de anúncio prévio. Fiquei para a minha vida quando vi o storie da Palma. Cheira-me a problemas financeiros, honestamente, até porque pelo que apurei, desde há coisa de mês e meio deixou de existir programas em direto ao fim-de-semana, com exceção do The Listening e o TicTok Radio Show (o primeiro talvez o melhor Programa da Mega, o segundo já devia ir de vela pois é o pior).
Mas vamos por partes. Saliento que na minha análise não vou considerar os custos com RH, que pelo que me consta, na Mega são relativamente baixos, na linha com o que se paga a licenciados em tantas outras áreas. Não, não ganham salários de médico!
1. O anúncio: não existiu, repentino, não se percebe! Parece que se passou alguma coisa de última hora que justifica esta mudança!
2. O entusiasmo: Estava agora mesmo a ouvir a Teresa Oliveira e fiquei com a ideia que também eles foram apanhados de surpresa com a mudança! Igual feedback senti no que respeita à Catarina no Instagram, sendo que ela costuma ser extremamente efusiva com tudo (ainda não vi nada mais dos restantes animadores).
2. Vamos à s mudanças propriamente ditas: entendo que a Mega, com esta mudança, está a mudar o target. Esqueçam os Universitários. Parece-me, até por alguma inclusão de música mais antiga desde há uns dias, que há uma tentativa de entrar na faixa dos 25-35 que está a afastar-se de uma RFM cada vez mais envelhecida e que se vai tornar numa rádio de pais e mães de famÃlia, até porque a Renascença envelheceu, com a inclusão do Auditório da SIM. E é à luz disso que justifico (ou não) alguns dos pontos abaixo (vou ser descritivo e por inerência, longo):
a. Começo pela não mudança: o Snooze! A meu ver, esse sim, o programa a ser mudado e rapidamente. É um formato esgotado, ponto final. Morreu com a saÃda do Rui Maria Pego, está ligado à s máquinas, mas ainda ninguém se deu conta. Não adianta fazer publicidade na Carris e na STCP, por o Vive La Guita só no Snooze, agora colocar uma das rúbricas mais nobres, o Confessions num horário desajustado. Está esgotado. Ponto parágrafo. Neste momento a Cidade FM tem melhor oferta no horário. Por outro lado, tenho a sensação que algum do crescimento das manhãs da Renascença foi feito à custa da Mega, efeito Filipa Galrão, que tinha um grupo de ouvintes muito fiel que migraram da estação 3 para a 1.
Nada contra o quarteto (incluo o LuÃs Pinheiro), mas o registo está desajustado. É demasiado infantilizado e focado em rúbricas com personalidades que espremido, aquilo dá 0. Está muito longe do ADN Renascença, que mesmo com uma roupagem Mega devia lá estar. Quais as razões?
Comecemos pela Maria, pois é a coordenadora do Snooze. Não tenho dúvidas de que é uma grande profissional mas está com dificuldade em perceber que está nos 30 e é uma mulher casada

. Em conversa com ela, há uns tempos e perguntei-lhe o que se via a fazer daqui a uns 4/5 anos e a resposta foi "Não sei", provavelmente na Mega ainda. E isso é redutor, para um locutor que quer fazer da rádio carreira, como ela afirma. Por outro lado, a entrada dela no Curto Circuito (para ganhar dinheiro, dúvidas não existam) ainda lhe aprofundou o tipo de registo, o que não ajuda. É duro, mas acontece a todos. E é bom, pois obriga a nos reinventar: penso que seria altura de ir um bocadinho para o banco, que é como quem diz, mudar para um horário de menor impacto, para preparar a transição para uma rádio (mais) de companhia, que inevitavelmente acontecerá (a não ser que venha a ser diretora de programas da Mega quando o Nélson Cunha abraçar voos diretivos no grupo, o que também já ouvi que pode acontecer).
A Mafalda é um caso que tenho alguma dificuldade em explicar. Acho-a talentosa, tem o know how, apesar de ser uma semi-influencer não é o prototipo burrinha, é uma mulher bonita, atrai audiências... mas está com a cabeça noutro lugar. Sejamos sinceros, a Mega para ela são os trocos e o capricho de seguir as pisadas da tia, com quem, curiosamente, concorre no horário. Onde ganha dinheiro é na TVI e no Instagram. Para além disso, de manhã está num registo e à tarde vira para a brejeirice que são um BigBrother ou um LoveonTop. Ainda não percebi se vai assentar na rádio, até porque tem o namorado, o Rui Simões da Comercial na mesma profissão, o que pode ser um incentivo extra, ou se vai ser a próxima Cristina Ferreira. Espero que não enverede pela segunda opção.
O Conguito tem de mudar o registo. A começar por usar o nome dele, Fábio Lopes. Aquele gajo sim, está a representar uma persona. Percebe de música a pacotes, tem uma mundividência diferente, mas foi apanhado naquele namoro tóxico Maria-Mafalda que não o deixa desenvolver. Como já disseram, é difÃcil impor alguma masculinidade naquele painel. Tem o plus de ser de origem africana e é importante a representatividade principalmente na Ãrea Metropolitana de Lisboa, mas até aà a Cidade FM consegue igualar a parada, com o Hélder Tavares, Condições para o manter: ir tirar a Licenciatura. Sinto que por vezes lhe faltam bases, segundo a Maria, o próprio o admite.
O LuÃs Pinheiro, tem um timbre estranho, mas aprecio o estilo. É low profile, um bocadinho old school no que toca à mistura entre rádio, vida privada, redes sociais, o que aprecio.
b. Fim do Top10à s10: é para mim o segundo erro desta mudança de grelha. Atira-lo para um domingo, com o Diogo Pires que é um excelente animador, mas que não me parece que seja o indicado para conduzir este formato, parece-me um erro. Para além disso, ao Domingo há já o top 25 da RFM, a menos que estejam a testar o Diogo para substituir o Fragoso no formato. Entendo ainda que numa rádio jovem, um formato interativo, que atrai o publico a interagir com o site, funcionaria. Deveria ser melhor explorado com o recurso às redes sociais, sem dúvida, mas acho que funcionaria melhor que os discos pedidos via Whatsapp. A Mega não é a rádio Voz de Santo Tirso XD.
c. O ajuste na mudança de horário do painel faz todo o sentido. Aquela troca em cima da hora de almoço era estranha. Por outro lado, o Painel do Diogo passa a finalizar à s 17:00, à hora de saÃda do trabalho/faculdades, o que vai ajudar a agarrar as tardes, pois, era estranho as pessoas apanharem as conversas do painel já a meio. Convém, contudo, lembrar que o Diogo tem Renascença escrito na testa, portanto, a Mega é uma passagem. Vai saltar fora mais cedo ou mais tarde, não tenho dúvidas que vai ser um dos grandes nomes da Rádio em Portugal daqui a 10 anos. Até acredito que possa dar o salto para a Informação.
d. Chegamos ao elefante na sala: o fim do Não é Tarde nem é Cedo. Fiquei boquiaberto. Eram de longe as melhores tardes da Mega dos últimos anos e arrisco-me a dizer que ao momento, talvez das melhores conjuntamente com as da Comercial. Comparar o NTNC com o Toque de SaÃda é a diferença entre vinho e água. Aqui tenho vários pontos a destacar. O primeiro é sem dúvida o GRANDE voto de protesto pelo que fizeram à Teresa. Sendo de longe a melhor voz da estação, é estranho pô-la no horário com menor visibilidade. Senti-a mesmo triste na emissão hoje, sem aquele brilho que lhe conhecemos. Falei com ela e confirmei as minhas suspeitas. É de facto um passo atrás na carreira. Tenho impressão que ela é o patinho feio da Mega, por não alinhar tanto na grupeta e por ser a que tem mais cabeça ali. Por mim adoro esta mudança, pois é o horário em que mais escuto, e apesar de também gostar imenso do registo da Palma, entre as duas, escolho a Teresa sem dúvida. Mas aqui o que interessa não é o meu consumo.
Quanto ao Alexandre, a sério que o encostaram? O gajo com 23 anos que entrevista com aquela classe o Rodrigo Guedes de Carvalho vai voltar a ser produtor e a fazer uma manhã gravada ao Sábado? A sério? Se o Diogo tem escrito Renascença, o Alexandre tem RFM. Tal como o Diogo têm caminho a palmilhar, mas faz-se no ar. Não em casa. Se queriam mudá-lo de horário, mantinham-no com a Teresa à s 10h, visto que aquela dupla tinha uma quÃmica muito boa.
A única razão porque explico o fim do programa chama-se Inês Andrade. Honestamente, entre o quase um ano de ausência pelo nascimento da Maria do Carmo, acho que no programa funcionou melhor o duo do que o trio. Para além disso, a voz dela e a da Teresa juntas, não casavam maravilhosamente. A Inês ainda não encontrou o lugar dela na Mega. Não vai ser ao lado da Palma que vai funcionar. As duas personalidades mais estridentes da rádio juntas? Hoje não consegui ouvir mas estou curioso. Para além disso, a Palma já esteve nas tardes e acho que ela tem um registo mais manhã, sem dúvida. Vai morrer de tarde, àquela hora já não se quer tanta energia junta. Vai ser o maior erro desta nova grelha, que não vai chegar a setembro. Apostas? Queriam um programa destes à tarde, punham a Inês e a Ana Pinheiro. Inês e Palma, nem pensar.
e. Finalmente, e porque a lista é extensa, o fim do GNO e o erro Inês Brito Nogueira. A miúda para além de ter uma voz linda de morrer, era leve, respirava modernidade. A Inês penso que está talhada para voos bem mais altos, mas é novÃssima. Precisava de crescer. E, a terem de ter só uma locutora à noite, desculpa Ana Pinheiro, mas podes bem passar. Nada contra a Ana, aliás tenho um carinho imenso pela famÃlia dala, mas é para mim a locutora mais fraca da Mega. Não me acredito que vá passar muito para além daqui. Estagnou na carreira, acho que o futuro que se lhe reserva é a produção, tal como o marido. Acho uma injustiça para a Inês, que foi o pau para toda a colher ao longo deste ano. Vai fazer falta no ar. Ainda assim, o fim do GNO saúda-se. Só o nome e aquelas promos, afastam 50% do potencial auditório.
É verdade que é um horário difÃcil, com a concorrência do Wi-Fi da RFM. Já cheguei a pensar que até podia ser interessante emissão conjunta das duas estações neste horário. Ou então, com a saÃda da Joana Cruz, mandar a Pinheiro para o Wi-Fi. Até era capaz de ser um registo interessante para ela.
f. Oportunidade perdida para retomar os serviços noticiosos na Mega. Sim, os jovens precisam e consomem informação, como aliás se viu no contexto de pandemia. Pelo menos um por painel deveria existir.
g. O regresso do Nelson Cunha uma hora por semana. Serve mesmo que finalidade? Há pessoal que não olha ao espelho e vê que o comboio já saiu da estação?
h. Contratar mais um homem: era crucial.
Assim, pelo exposto, fosse eu Diretor de Programas da Mega, e mantendo todos os animadores em antena, ponderando devidamente a grelha seria a seguinte:
06:00 às 10:00: Catarina Palma (coordenadora), Alexandre Guimarães, Mafalda Castro – sei que não seria muito profissional por o casal junto, mas seria um risco que estaria disposto a correr
10:00 Ã s 14:00: Maria Correia com Mega Hits Top10 Ã s 10
14:00 Ã s 17:00: Ana Pinheiro
17:00 às 20:00: Teresa Oliveira (coordenadora), Diogo Pires, Fábio Lopes, Inês Nogueira (com The Listening às 19:00) às quartas-feiras.
20:00 à s 23:00: Inês Andrade (coordenadora) e LuÃs Pinheiro
Ausências da Maria: Inês Nogueira
Ausências da Ana: Fábio LopesPara já, fins de-semana e feriados, manteria a grelha como está, sem o RadioShow ao Domingo. Mas começaria a pensar em programas diferenciados para os fins-de-semana, nomeadamente com os espaços de podcast. Não tem de ser tudo música a metro.
(Desculpem o tamanho do post)