- Subiram MUITO a modulação, pelo menos nos 90.6. Agora está quase quase a rebentar (para o que uma local pode fazer), com excelente qualidade de som, graves pujantíssimos e a bombar, excelente. Não está perfeita porque: não está trabalhada nos agudos, que estão com demasiada falta de processamento em 90.6. Este problema deve repetir-se em 88.0 Sintra, mas em 92.4 Lisboa nunca aconteceu, deduzo que seja uma questão de transporte. Mas melhorou o suficiente para ser muito competitiva agora face a uma demasiado processada CidadeFM.
Já foi há uns meses, salvo erro, fim de maio, início de junho, se não me falha a memória, porque com 90.6 em baixo (estiveram salvo erro um fim-de-semana), conseguia apanhar a A2 de Grândola em qualquer local aqui pelo sul de Gaia, o que significa que foi na temporada forte de propagação. Nessa altura, para além da qualidade do som e de ter deixado de existir aquele ruído metalizado de fundo, deveras incomodativo, melhorou significativamente as condições de receção dos 90.6, eu estou em zona de sombra a Santa Justa, mesmo a TSF tem dificuldades, no Verão então nem se fala, e agora para se ouvir a Mega já não é preciso ir para a janela e por o telefone na posição certinha para chegar algum sinal. Em contrapartida, Aveiro nesse mesmo fim-de-semana foi intervencionado e passou a chegar muito pior. Com a passagem da R5 para 96.3 umas semanas depois, esmagada por duas frequências do Monte da Virgem, foi a estocada final, de ser a melhor frequência para escutar a Mega aqui no meu local, passou para não se ouvir de todo. Mesmo na zona da Granja/Espinho, onde 90.6 ainda têm algumas dificuldades, 96.5 deixou de conseguir comutar. No Verão, mais depressa consegue Coimbra dar um ar da sua graça, ou mesmo Braga a aguentar-se bem já dentro do distrito de Aveiro. Por exemplo, no troço entre a A29 e a EN109, na saída de Ovar, onde nem Aveiro nem Gondomar chegam sem falhas, Braga salva as honras do Convento.
No tocante ao som, diria que Braga tem melhor nitidez ainda que Santa Justa, Aveiro está significativamente pior do que os últimos dois.
- A Mega Hits continua com o problema de deixar a música ir demasiado abaixo nas sequências que faz na playlist, seja em tom (que fica mais “para baixo”), seja na extensão dos “outros” da música (os finais da música). Quatro músicas seguidas num tom negativo (entre as 20:35 e as 20:55) é um convite direto a desligar quando ao lado a Catarina Silva faz a festa e nenhuma das outras está ainda em modo de música calma, nem a hora pede isso. No máximo, no absoluto máximo, só podem intercalar 1 para 1 dessas com outras mais alegres, e cortar finais de música para misturar e “manter em cima”. A playlist continua demasiado pesada. Este é um problema que a CidadeFM não tem porque não só a maioria da música é alegre, como eles fazem justamente esses cortes. Para ser fresco e manter-se fresca a emissão, a rádio não pode ir abaixo 30 segundos seguidos. A bitola tem que ser mais alta.
Fui ver o que passou nesse horário, não é propriamente música calma. Até pensei que tivesse passado o Glimpse of Us, o In The Stars ou o Onde Vais, as mais calmas que por lá tocam. Aprecio a mistura de ritmos mais calmos com músicas mais pujantes. Por acaso na questão dos cortes, penso que isso é uma marca identitária da Mega face à concorrência, que pessoalmente até acho que faz com muita mestria, intercalada com uns jingles substancialmente superiores aos da Cidade. Por mim, até deixavam mais, pegando novamente no Glimpse, cortam a repetição do refrão no fim, coisa que nem as irmãs mais velhas, nem tampouco a Cidade FM faz.
- Publicidade continua esquisita: anúncios para Sócios ACP? A tratar por você numa rádio que trata por tu? E a seguir a digressão do Pedro Sampaio… e a Lusitânia Seguros? Alguém organize em condições os blocos de publicidade para fazerem sentido, era Pedro Sampaio à cabeça e os outros dois a seguir…
Com exceção da colocação de produto no ar e ações no local, em que há ligação do departamento comercial com a estação, ligação essa que tanto quanto apurei, está a cargo da Ana Pinheiro, a compra de publicidade é centralizada para o grupo e gerida pelo Departamento Comercial. Essa questão do você/tu também ocorre na RFM e por vezes há uns tu na RR. Para mim o melhor exemplo de publicidade desenquadrada é o Expresso, mas já apanhei promos a um concerto de música clássica. Tens razão nesse ponto, mas, justiça seja feita, não será responsabilidade da equipa da Mega. Já não é nada mau não ter a Nutribalance. Pior é quando lêem a bula de um medicamento no take com o você. Aí sim...fica muito estranho.
Quanto ao resto, pelo que li dos vossos relatos, nota positiva. O Memórias é um bom exemplo de que esta campanha, apesar de q.b. estranha resultou, conseguiram captar um ouvinte novo.

Ouvi alguma coisa, mas prometi não comentar desempenhos, positivos ou negativos, e cumprirei. 🤫🤫
Deixem-me só dar nota para a sessão fotográfica, um bocadinho abaixo da qualidade habitual em que a Mega usualmente aposta e que não beneficia as(o) envolvidas(o).
E vá, como gesto de boa vontade e porque ontem se calhar carreguei um pouco na tinta, e vá Francisca hoje mereces 🤫, deita o olho ao twitter que está a fritar (penso que esteja a recuperar postagens anteriores), antes que o Boss veja:
