Do muito pouco que vou ouvindo - basicamente é quando ando de Uber, e onde quase nunca apanho a Mega sintonizada ao contrário da Cidade - a Cidade tem um estilo mais popular e a Mega mais para "betos".
Certíssimo. Não obstante, a locução neste momento é melhor, porque a Cidade com menos recursos está a fazer mais e a apostar em pessoas com mais qualidade, dando-lhes mais oportunidades de crescimento. Veja-se o caso da Catarina Silva. Quando a Laura sair, porque vai subir, tem pernas para isso, está ali a nova patroa das manhãs. É certo que deram o tiro no pé com a Moreira, não tanto por não ter qualidade, mas porque a lançaram aos leões sem armas, no meio daquele mal estar que quase levou à saída da Laura da MCR. De resto, aloca os melhores nos horários de ponta, escolhe bem o target a que quer agradar. Já a Mega tenta agarrar todos, até à RFM faz concorrência (até que ponto não explica em parte a diferença RFM/COmercial essa sobreposição), tem pessoas que sabem de e fazer rádio a encher pneus nas noites, a meio do dia ou mesmo encostadas. E mesmo quem é bom nos horários principais, está em absoluto sub rendimento, por maus ajustes em termos de posicionamento dos programas face ao perfil. Neste momento, como já disse, com exceção da Palma, penso que está tudo a jogar para mínimos e isso passa para o ouvinte. A meu ver, e sendo totalmente transparente, há falta de um rumo orientador na estação, faz-se assim, porque se faz assim e sempre a reagir à Cidade FM. A Mega anda sempre a correr atrás do prejuízo, é incapaz de construir jogo. Mal ou bem, o António Mendes está a conseguir fazer isso na RFM, na Mega o Nélson Cunha parece que está a deixar andar, incapaz de inovar, pelo contrário, há uma perda de dinamismo, desde os convidados, às rúbricas, até nas próprias redes sociais. A responsabilidade, sejamos claros, é da direção de programas, não dos locutores, e demais equipa, que acabam por ir na onda. O Drive-In resultou mais por sorte (da saída da Andrade para a RFM) do que juízo, depois de ajustes e mais ajustes. O Snooze está esgotadíssimo. Honestamente, penso que no espaço de um ano, talvez um pouco menos, talvez um pouco mais, vamos assistir a um esvaziamento da Mega, no que respeita aos seus melhores profissionais, o que a vai tornar numa rádio absolutamente irrelevante, apenas recheada de (pseudo)vedetas.
A playlist é melhor do que a da Cidade, mais comercial, menos brasileirada, embora às vezes entre por lá umas coisas um bocado sem sentido.
Portanto, tenho para mim, que vamos iniciar um ciclo bastante consolidado e duradouro de uma liderança da Cidade no campeonato das jovens. Ao momento, apesar de ouvir mais a Mega, ultimamente cada vez menos, tenho andado por paragens mais "adultas", é bem merecida a liderança da Cidade e só não compreendo como não se tira ilações de tal na Buraca.