O meu caro, já está a falar naquilo que não sabe, os miúdos da Mega e já agora os da Cidade, estão vários meses a estagiar e os seus mentores são aqueles mais experientes, ja com muitos anos de casa...
Eu não acho que ouvir rádio seja perda de tempo, apenas fui acusado de perder tempo a ouvir certas rádios.
Quanto ao meu perfil, o meu caro conhece - me pessoalmente, para saber dos meu perfil?
Eu aqui respeito todos o que escutam todas as rádios, sejam elas quais forem e não defendo rádios específicas, já elogiei e critiquei todas as rádios, quando gosto defendo, quando não gosto crítico e por vezes de forma bem vincada.
Não tenho é preconceitos, de rádios para crianças ou rádios para adultos. Por acaso uma rádio que eu ouvia muito quando foi criada, foi a Rádio Sim, a tal rádio dos seniorese só não continuei a ouvir porque a estação foi, paulatinamente perdendo identidade.
Por isso, agrade a gregos ou desagrado a troianos, vou continuar ouvir as rádios que entender, marroquinas incluídas..
Bem, “R4”, apenas participo neste fórum como ouvinte. Nunca pertenci a qualquer estrutura ou organização de radiodifusão, ao contrário do caro participante. Mas, não sejamos ingénuos. Desde quando uma estrutura profissional coloca no ar um animador sem prática de comunicação via microfone, sem conhecimentos básicos dos equipamentos e funcionamento de estúdio de rádio, sem supervisão dos pares, em suma, sem formação ou qualquer tipo de rede? Isso aconteceu no tempo das piratas, e mesmo assim, nalguns casos, deram cartas à rádio que se faz hoje, alguma, completamente artificial, plástica, formatada, sem chama, uma jukebox com ou sem locução. Tem as jukeboxes automatizadas e as jukeboxes com locução, no entanto, a qualidade do produto com locução às vezes é de tal forma fraca, que uma jukebox sem locução, mas com critérios de seleção é preferível.
Obviamente, não foi o aspeto da supervisão a que me referi anteriormente. Independentemente da tipologia de rádio, a melhor escola acontece quando coabitam na grelha de programas e em antena as gerações mais novas com as mais velhas e experientes. Os programas podem ser intercalados ou realizados em conjunto, mas verifica-se a transferência de adquiridos. Essas são as melhores práticas que se verificam nos operadores de radiodifusão europeus, não são criados guetos que redundam em produtos infantilizados e sem substância.
Não sou eu que defino perfis abstratos, foi a organização que tanto defende que os criou. Durante anos, ouvimos que o produto de rádio X se destinava aos quadros médios e superiores, etc. Portanto, o caro “R4” não está no perfil dessa estação, ou se preferir no target, oiça ou não, diga o que disser. É assim.
A rádio ou outro qualquer meio de mass media pode influenciar gostos, sonhos, interesses do público, nomeadamente se for jovem. Depende do conteúdo, alinhamento e discurso. Diz o ditado, “o sonho comanda a vida”. Quantas crianças e jovens da década de 70 quiseram ser cientistas, informáticos, profissionais da eletrónica, por influência da cultura disseminada nesta década, com o filme “Star Wars” como auge, em que tanto se falava na inteligência artificial, robótica, teletrabalho, comunicações de todo o tipo, com beeps digitais à mistura…
---/---
Alguns temas que se ouvia quando tinha 7/8 anos, em 1978. Não são representativos da década, mas sim uma amostra aleatória:
_
KRAFTWERK : Die Roboter [1978] /Na rádio portuguesa rodou a versão inglesa/ >> _
Vangelis : Blade Runner Love Theme [1982] /Música eletrónica como genérico de um programa de culto da rádio em Portugal
_
SUZI 4 : She's In Love With You [1978] /Rock para crianças e adolescentes
_
LA BIONDA : One For You, One For Me [1978] /na década de 70, disco, na década de 90, techno/ >> _
2 Unlimited : No Limit [1993]NOTA: alguns clips reportam-se a excertos de programas dos operadores públicos alemães ZDF e ARD (WDR é associada da ARD), assim como do operador público holandês.