Uma ideia que me ocorreu: se a Bauer quisser dar uma nova vida à rede da Vodafone, com este projeto ou com outro, porque não alocar os 101.0 de Vale de Cambra a esta rede, visto que praticamente são redundantes aos 107.2/99.7? Alocar os 101.0 de Vale de Cambra a esta emissora e subir os 94.3 da Maia para Santa Eulália ou para Santo Tirso junto à FAMA permitiria servir convenientemente o eixo Braga (quiçá até sul de Viana apesar da TSF) Coimbra e a Cidade FM não ficaria desfalcada. Ou então alocar os 107.2, e ficar a Cidade com os 101.p para Porto e Aveiro mas esses para Norte já morrem um bocadito, para sul aguentam melhor.
E que tal, abandonar o projecto e criar uma rádio de raiz no concelho a que pertence o emissor?
Zeca, isso é inviável. Cessando estes alvarás dever-se-ia, de uma vez por todas, avançar para o modelo de rádios regionais e completar as redes dos grupos nacionais que estão aos bochechos.
Agora, se no caso da MCR concordaria com cinco redes, jamais. Penso que 4 seria o mais razoável, e só duas mesmo com emissores de nível nacional, como os que temos hoje.
Em termos de cobertura nacional (ou quase) faria:
4 redes para a RDP (incluindo um canal informativo)
4 redes para a MCR
3 redes para a R/Com
1 rede para a TSF
1 rede para um projeto informativo (a concurso, poderia ou não ser a Observador)
Depois, com um caderno de encargos muito rigoroso, nomeadamente no que respeita a contratação e formação de recursos humanos, cobertura noticiosa da região (noticiários hora a hora) e não apenas das grandes cidades, assim como a programas de proximidade (vulgo discos pedidos), criaria umas sete/oito redes por região, a que acrescentaria uma rede universitária (com emissores menos poderosos, para servirem as cidades das academias). Destas redes, só duas/três é que poderiam ser de temática musical.
Diria que com esta situação ficar-se-ia com um espectro mais limpo e livre do que o que temos hoje, com o serviço de proximidade melhor cumprido. O modelo de rádios concelhias espartilha o mercado de publicidade, tornando-o inviável. Por outro lado, dado que diferentemente do que o que acontecia em 1989, em que as pessoas faziam quase toda a sua vida dentro de um concelho, hoje existe uma grande mobilidade geográfica dentro das regiões, pelo que o modelo de emissores pequeninos, que mal se fazem ouvir a alguns km's do concelho em que está registado o alvará, não faz qualquer sentido. Como está hoje, é só um incentivo a chamar as pessoas para as rádios nacionais.