Ouvi bem a actual SBSR.FM antes de emitir a minha opinião, e mantenho-a.
Ir buscar o slogan da saudosa Voxx ("para uma imensa minoria") é distorcer a realidade - a Voxx tinha uma cabeça aberta e uma imensa curiosidade em relação não só em relação ao rock e indie, mas tudo que questionasse os nossos ouvidos e fosse diferente. Aliás, com nomes como Nuno Galopim, António Sérgio, Nuno Reis ou Ricardo Saló seria difÃcil ser de outra forma. A SBSR parece-me uma rádio tacanha e fechada, insular, um nicho de onde não sei se sairá.
Quanto aos nomes referidos, cinjo-me ao já citado Paulo Lázaro: não está em causa o seu estilo de apresentação ou o seu gosto pela música. É uma animação inteligente e com ritmo, mas com o senão de citar dados um pouco ao correr da pena (por exemplo, na Nostalgia qualquer tema dos Housemartins era sempre do álbum "London 0-Hull 4", mesmo que fosse o "Caravan of love" ou o "There is always something there to remind me", que não eram daÃ). Mas um Paulo Lázaro não faz uma Primavera, ou seja, não consegue contrabalançar, por exemplo, um Tiago Castro, que não tem presença alguma em microfone.
E concordo que é um excelente negócio para o LuÃs Montez: recebe as verbas da cervejeira, não precisa de se preocupar muito com publicidade e sector comercial, livra-se das deficitárias Oxigénio e Radar para o Ãlvaro Covões, e aligeirou de forma significativa a folha salarial (saÃram a Isalda Sanches, já há muito o NIC - Nuno Infante do Carmo, uma das pessoas que mais percebem de música em Portugal)...