É um bom aniversario, o da SBSR. Faz um papel diferenciador com gente dentro e a playlist é muito diferente, para melhor, da limpa-nostálgica-e-batidinha Vodafone FM, da entradas-por-editora Antena 3 ou da depauperada Radar.
Tem radialistas de excelência e só é de lamentar que não esteja lá Ricardo Saló (que anda pela Antena 2) ou AnÃbal Cabrita (que se parece ter reformado), por exemplo.
Faz-lhe falta uma rede maior do que a que tem, especialmente deveria ter também Coimbra ou Leiria, e tem ainda outra questão: a playlist é tão fixa numa certa lógica que ao fim de 20 minutos de escuta começa a adquirir previsibilidade. Isso é bom e mau: podia variar um pouco mais para permitir que o indie rock respire melhor, e podia ser menos formatada do que é na sequenciação e faria um serviço próximo do que a XFM fazia...
Com quatro anos, a plástica da estação, sendo estilisticamente mais pesada, também já está, na opinião desta conta, desgastada, e fazia falta um refresh com outras vozes. Mas nesse aspeto pior está mesmo a Vodafone que mantém a mesma há oito, ou a Radar que renovou apenas parcialmente e alguns jingles têm mais de uma década de produzidos e de edgy já têm zero...
O ano passado na Noite Branca de Braga estavam lá cerca de 20/30 pessoas às 02/03 da manhã num recinto que dava para bem mais que isso. Sendo numa zona já sem cobertura da SBSR, exigindo 50/60km para quem vinha do Porto e sendo numa hora tão final, acho que isto atesta bem que tem um conjunto de seguidores, que são fiéis, e gostam a esse ponto.
Não é para uma imensa minoria, mas é para uma sólida minoria. Falta-lhe apenas um pouco de culto e de mito para alcançar o posto da antiga XFM aos padrões de 2020... falta-lhe apenas ser mais rádio.