Autor Tópico: RTP Antena 3  (Lida 1310044 vezes)

Mini

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5325 em: Agosto 27, 2025, 02:26:44 pm »
Vou aproveitar a minha primeira mensagem no fórum para, enquanto sub-30, dar a minha visão de como ouvimos rádio. E cumprimentar todos, claro. Leio-vos há anos.

Quem tem carro, por vezes ouve. Mas o Spotify, YouTube Music ou podcasts geralmente são mais rápidos, mais cómodos e dão a quem está ouvir total (ou quase) controlo sobre os conteúdos.

Outra coisa que vale a pena sublinhar é que os telemóveis atuais - que para muitos de nós, principalmente os mais novos, já substituíram em grande parte os computadores pessoais para casos que não sejam trabalhar - não têm recetor FM. Um dos principais chamarizes da rádio, a par de ser gratuita, era a facilidade de acesso: se o acesso já não está no bolso e é preciso ligar um recetor à parte, no caso do FM, ou ir a um site/app no caso dos PC ou telemóveis, porquê ir ouvir algo sobre o qual não se tem controlo?

Além disso, os conceitos de rádio e de podcast estão cada vez mais misturados. Caiu-se na facilidade (ou realidade?) de considerar que qualquer programa de rádio é - ou pode ser - também um podcast. Isto faz com que já ninguém tenha de esperar pela emissão linear para ouvir o que quer que seja. Abre-se a app de podcasts ou de música, escolhe-se o que se quer ouvir e ouve-se. E atenção que mesmo as "vozes da rádio" já não sobrevivem por si só: ou estão nas redes e a mostrar-se, ou o microfone para que se fala pode muito bem ser um vácuo, vai dar ao mesmo.

Antecipando já que me digam que comprar um recetor FM é fácil e barato, respondo que isso não basta para criar interesse.

Em suma: ouvir rádio está menos acessível (e o carro pode ser o último acesso universal diário), menos relevante (o que se ouve ou descobre na rádio circula mais rápido online) e menos interessante (porque na era dos algoritmos é possível ter um feed em qualquer rede social infinitamente mais interessante para cada um). E mesmo quem trabalha nela ouve-a menos em direto, aqui falando por experiência própria e de próximos.


Sobre os Deftones: confesso que fiquei muito feliz de saber que tiveram tamanho destaque numa nacional. De resto, gostos são gostos.

ruicleto

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5326 em: Agosto 27, 2025, 03:15:30 pm »
Vou aproveitar a minha primeira mensagem no fórum para, enquanto sub-30, dar a minha visão de como ouvimos rádio. E cumprimentar todos, claro. Leio-vos há anos.

Quem tem carro, por vezes ouve. Mas o Spotify, YouTube Music ou podcasts geralmente são mais rápidos, mais cómodos e dão a quem está ouvir total (ou quase) controlo sobre os conteúdos.

Outra coisa que vale a pena sublinhar é que os telemóveis atuais - que para muitos de nós, principalmente os mais novos, já substituíram em grande parte os computadores pessoais para casos que não sejam trabalhar - não têm recetor FM. Um dos principais chamarizes da rádio, a par de ser gratuita, era a facilidade de acesso: se o acesso já não está no bolso e é preciso ligar um recetor à parte, no caso do FM, ou ir a um site/app no caso dos PC ou telemóveis, porquê ir ouvir algo sobre o qual não se tem controlo?

Além disso, os conceitos de rádio e de podcast estão cada vez mais misturados. Caiu-se na facilidade (ou realidade?) de considerar que qualquer programa de rádio é - ou pode ser - também um podcast. Isto faz com que já ninguém tenha de esperar pela emissão linear para ouvir o que quer que seja. Abre-se a app de podcasts ou de música, escolhe-se o que se quer ouvir e ouve-se. E atenção que mesmo as "vozes da rádio" já não sobrevivem por si só: ou estão nas redes e a mostrar-se, ou o microfone para que se fala pode muito bem ser um vácuo, vai dar ao mesmo.

Antecipando já que me digam que comprar um recetor FM é fácil e barato, respondo que isso não basta para criar interesse.

Em suma: ouvir rádio está menos acessível (e o carro pode ser o último acesso universal diário), menos relevante (o que se ouve ou descobre na rádio circula mais rápido online) e menos interessante (porque na era dos algoritmos é possível ter um feed em qualquer rede social infinitamente mais interessante para cada um). E mesmo quem trabalha nela ouve-a menos em direto, aqui falando por experiência própria e de próximos.


Sobre os Deftones: confesso que fiquei muito feliz de saber que tiveram tamanho destaque numa nacional. De resto, gostos são gostos.

Interessante esta partilha de um jovem. Vale a pena refletir sobre o que foi referido... bem-vindo!

AG

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5327 em: Agosto 27, 2025, 03:56:51 pm »
Excelente contribuição, Mini.

Concordo totalmente com a análise.

De resto, essa é cada vez a minha experiência enquanto ouvinte "acima de 35 anos".

Participe mais vezes!

O Bigode do Sala

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5328 em: Agosto 27, 2025, 06:00:22 pm »
Vou aproveitar a minha primeira mensagem no fórum para, enquanto sub-30, dar a minha visão de como ouvimos rádio. E cumprimentar todos, claro. Leio-vos há anos.

Quem tem carro, por vezes ouve. Mas o Spotify, YouTube Music ou podcasts geralmente são mais rápidos, mais cómodos e dão a quem está ouvir total (ou quase) controlo sobre os conteúdos.

Outra coisa que vale a pena sublinhar é que os telemóveis atuais - que para muitos de nós, principalmente os mais novos, já substituíram em grande parte os computadores pessoais para casos que não sejam trabalhar - não têm recetor FM. Um dos principais chamarizes da rádio, a par de ser gratuita, era a facilidade de acesso: se o acesso já não está no bolso e é preciso ligar um recetor à parte, no caso do FM, ou ir a um site/app no caso dos PC ou telemóveis, porquê ir ouvir algo sobre o qual não se tem controlo?

Além disso, os conceitos de rádio e de podcast estão cada vez mais misturados. Caiu-se na facilidade (ou realidade?) de considerar que qualquer programa de rádio é - ou pode ser - também um podcast. Isto faz com que já ninguém tenha de esperar pela emissão linear para ouvir o que quer que seja. Abre-se a app de podcasts ou de música, escolhe-se o que se quer ouvir e ouve-se. E atenção que mesmo as "vozes da rádio" já não sobrevivem por si só: ou estão nas redes e a mostrar-se, ou o microfone para que se fala pode muito bem ser um vácuo, vai dar ao mesmo.

Antecipando já que me digam que comprar um recetor FM é fácil e barato, respondo que isso não basta para criar interesse.

Em suma: ouvir rádio está menos acessível (e o carro pode ser o último acesso universal diário), menos relevante (o que se ouve ou descobre na rádio circula mais rápido online) e menos interessante (porque na era dos algoritmos é possível ter um feed em qualquer rede social infinitamente mais interessante para cada um). E mesmo quem trabalha nela ouve-a menos em direto, aqui falando por experiência própria e de próximos.


Sobre os Deftones: confesso que fiquei muito feliz de saber que tiveram tamanho destaque numa nacional. De resto, gostos são gostos.

Olá Mini.
Antecipadamente, sê bem-vindo(a) ao fórum.
Gente jovem a participar, ainda por cima, com conteúdo só revela que este espaço está vivo.

Excelente reflexão que aqui lançaste.
Junto outra acha à fogueira: a IA veio para ficar e, corre-se o risco, desta poder substituir a componente humana numa emissão pois é mais barata e com os seus avanços repentinos, o comum do mortal terá cada vez mais dificuldade em distinguir uma voz humana de uma artificial.

Sobre os Deftones, creio que o essencial foi dito: é uma banda com quase 3 décadas e uma legião de fãs fiel (como é apanágio no rock/metal), inclusive em Portugal.
E, pelos vistos, tem aceitação nos sub-30.
Aliás, uma boa discussão que poderia ser feita, lançando o mote das tuas palavras é se aquilo que passa nas rádios, em especial nas jovens, é mesmo aquilo que eles querem ouvir, visto os consumos estarem tão fragmentados nas plataformas digitais.

Saudações bigodeanas, caro(a) Mini! 😎
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

Boxx

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5329 em: Agosto 27, 2025, 08:53:40 pm »
Vi muita malta nova, a agurdar pacientemente pelo concerto que os Deftones deram este ano no Primavera Sound Porto. Confesso que fiquei pasmado com tal adesão do publico jovem. Este tipo de sonoridades foi completamente banido do éter nacional, com a honrosa exceção do programa do Antonio Freitas, que ainda assim, foi remetido para horários impróprios.

Julio Carvalho

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5330 em: Agosto 27, 2025, 09:42:01 pm »
A minha filha mais nova foi este ano ao Paredes de Coura. Já  é  a segunda vez e o que me disse é que este ano foi o ano que notou mais gente. A universidade dela estava la quase em peso. Tambem me disse que viu muita gente de meia idade e até  mais velhos.
Ou seja,  um publico muito Antena 3 e que a radio devia estar muito atenta.

Portanto um público sobretudo jovem,  mas nao só.

É  neste publicos que a 3 se devia dirigir e são cada vez mais, e cada vez menos pequenos nichos.

Deixar as músicas mais obviamente comerciais para radios privadas e concentrar se neste tipo de publicos, que maioritariamente só vão a este tipo de festivais...

tuscano332

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5331 em: Agosto 27, 2025, 11:14:38 pm »
Vou aproveitar a minha primeira mensagem no fórum para, enquanto sub-30, dar a minha visão de como ouvimos rádio. E cumprimentar todos, claro. Leio-vos há anos.

Quem tem carro, por vezes ouve. Mas o Spotify, YouTube Music ou podcasts geralmente são mais rápidos, mais cómodos e dão a quem está ouvir total (ou quase) controlo sobre os conteúdos.

Outra coisa que vale a pena sublinhar é que os telemóveis atuais - que para muitos de nós, principalmente os mais novos, já substituíram em grande parte os computadores pessoais para casos que não sejam trabalhar - não têm recetor FM. Um dos principais chamarizes da rádio, a par de ser gratuita, era a facilidade de acesso: se o acesso já não está no bolso e é preciso ligar um recetor à parte, no caso do FM, ou ir a um site/app no caso dos PC ou telemóveis, porquê ir ouvir algo sobre o qual não se tem controlo?

Além disso, os conceitos de rádio e de podcast estão cada vez mais misturados. Caiu-se na facilidade (ou realidade?) de considerar que qualquer programa de rádio é - ou pode ser - também um podcast. Isto faz com que já ninguém tenha de esperar pela emissão linear para ouvir o que quer que seja. Abre-se a app de podcasts ou de música, escolhe-se o que se quer ouvir e ouve-se. E atenção que mesmo as "vozes da rádio" já não sobrevivem por si só: ou estão nas redes e a mostrar-se, ou o microfone para que se fala pode muito bem ser um vácuo, vai dar ao mesmo.

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Em suma: ouvir rádio está menos acessível (e o carro pode ser o último acesso universal diário), menos relevante (o que se ouve ou descobre na rádio circula mais rápido online) e menos interessante (porque na era dos algoritmos é possível ter um feed em qualquer rede social infinitamente mais interessante para cada um). E mesmo quem trabalha nela ouve-a menos em direto, aqui falando por experiência própria e de próximos.


Sobre os Deftones: confesso que fiquei muito feliz de saber que tiveram tamanho destaque numa nacional. De resto, gostos são gostos.
Troquei de telemóvel, faz uns 2 meses porque o ecrã do antigo estalou por queda, passou a ter uma racha e preferi trocar por um novo, mas não o dei à troca, nem coloquei no lixo, nem arrumei para lado, porque o novo já não traz radio incorporado. No novo tenho de usar aplicações de rádios, ter net, bluetooth etc, o que é incomodo para passeios onde gosto de ir ouvindo rádio, pois por exemplo gasta dados moveis, ou seja por vezes ando com dois e não me arrependo. Conclusão, é triste que isto esteja a acontecer nos novos telemóveis, pois não estou a ver muitas pessoas que façam o mesmo que eu, ou que comprem um receptror FM para ouvir na rua. Muito mais facilmente fazem uma playlist com o que gostam e ouvem-na offline ou online, do que vão pela rua a ouvir uma aplicação com rádios, porque pensam logo no gasto de dados, por pouco que seja e não o fazem.

radiokilledtheMTVstar

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5332 em: Agosto 28, 2025, 12:26:29 pm »
Vou aproveitar a minha primeira mensagem no fórum para, enquanto sub-30, dar a minha visão de como ouvimos rádio. E cumprimentar todos, claro. Leio-vos há anos.

Quem tem carro, por vezes ouve. Mas o Spotify, YouTube Music ou podcasts geralmente são mais rápidos, mais cómodos e dão a quem está ouvir total (ou quase) controlo sobre os conteúdos.

Outra coisa que vale a pena sublinhar é que os telemóveis atuais - que para muitos de nós, principalmente os mais novos, já substituíram em grande parte os computadores pessoais para casos que não sejam trabalhar - não têm recetor FM. Um dos principais chamarizes da rádio, a par de ser gratuita, era a facilidade de acesso: se o acesso já não está no bolso e é preciso ligar um recetor à parte, no caso do FM, ou ir a um site/app no caso dos PC ou telemóveis, porquê ir ouvir algo sobre o qual não se tem controlo?

Além disso, os conceitos de rádio e de podcast estão cada vez mais misturados. Caiu-se na facilidade (ou realidade?) de considerar que qualquer programa de rádio é - ou pode ser - também um podcast. Isto faz com que já ninguém tenha de esperar pela emissão linear para ouvir o que quer que seja. Abre-se a app de podcasts ou de música, escolhe-se o que se quer ouvir e ouve-se. E atenção que mesmo as "vozes da rádio" já não sobrevivem por si só: ou estão nas redes e a mostrar-se, ou o microfone para que se fala pode muito bem ser um vácuo, vai dar ao mesmo.

Antecipando já que me digam que comprar um recetor FM é fácil e barato, respondo que isso não basta para criar interesse.

Em suma: ouvir rádio está menos acessível (e o carro pode ser o último acesso universal diário), menos relevante (o que se ouve ou descobre na rádio circula mais rápido online) e menos interessante (porque na era dos algoritmos é possível ter um feed em qualquer rede social infinitamente mais interessante para cada um). E mesmo quem trabalha nela ouve-a menos em direto, aqui falando por experiência própria e de próximos.


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Muito bem vindo Mini! Excelente reflexão principalmente sobre a questão dos aparelhos para a qual as rádios deviam dar muito mais atenção.
A BBC Radio 5 Live faz algo muito interessante: em todos os jingles é dito o que é necessário para como chegar à emissão através de smartspeakers (Alexa e derivados para quem não sabe).
Como em Portugal ainda não parecem muito utilizados, agora que a percentagem de clientes com tarifários móveis ilimitados é cada vez mais maior as rádios deviam criar campanhas à volta disso.


É por isso que acho difícl que que uma Antena 3 muito focada no alternativo consiga subir além dos 2%, e deva ""canibalizar"" uma rede nacional nesse registo. Uma rádio jovem com rede nacional, mesmo não sendo de consumo tão fácil quanto a Mega ou a Cidade, a meu ver, conseguiria fazer pelo menos 4%, e a rede da 3 é muito interessante para esse efeito. Não nego que o grupo populacional que gosta de outras sonoridades tem direito a ouvir na rádio a música que gosta, e o fim da SBSR e da Vodafone nos moldes do projeto inicial deram um golpe duro nisso, mas estamos a falar de 1,5% a 2% de auditório, na melhor das hipóteses.

Também acredito que a sua larga maioria esteja situada na faixa litoral, por isso defendo que o atual modelo da 3 deveria estar numa rede da RTP Africa quitada, provavelmente, onde faltam frequências, até há capacidade para as meter, sem serem emissores com a mesma pujança da 3, mesmo no interior, pelo que, se calhar, até podemos estar a discutir mais a criação de um quarto canal, em vez de uma questão de ter de escolher entre dois modelos, mesmo no saturado FM.

Enfim, mas mantendo o cenário que temos, não sei se afunilar mais a 3, em lugar de a aproximar mais das rádios mais comerciais, a vai fazer aumentar audiência. Tenho para mim que não, e penso que essa tenha sido a maior falha da liderança da rádio, não ter percebido que se quer chegar às massas, tem de se tornar menos eclética.

Sobre o consumo em festivais versus rádio, a sensação que tenho é que o tipo de música mais alternativo, nomeadamente o Indie, cola muito bem em concertos ao vivo, mas para ouvir gravado, não sei se é a primeira opção. Não quero com isto dizer que não se possam ter apostas mais fora de pé, e não é passar um tema de Muse, da Lana ou de Red Hot, no meio da popalândia, como fazem as privadas. Se calhar é não ter medo de passar aquilo que é mais comercial, mas as privadas não passam. Rock pesado, em horário nobre, acho que vai dar asneira. Podem ter esse tipo de espaços no pós 22h ou 23h, antes disso, acho que não saímos da cepa torta. E, claro está, reforçar o consumo de RTP Play, onde podes e deves ter oferta muito diferenciada, afinal, todos pagamos impostos.

O meu receio é que as rádios da RTP se acantonem a nichos, e vejo esse risco pairar demasiadas vezes sobre a cabeça de todas elas.

Em 2015 isso já foi feito, afunilou-se no indie que supostamente já era o género mais passado da estação, e deu no que deu... claro que a linha entre mainstream e comercial era muito mais "carregada" que agora portanto passar uma Dua Lipa da vida teria muito mais contestação nessa altura.
O Mini pode confirmar isso na casa dos 20, mas pelo menos na minha geração dos 29-30 não conheço ninguém no Spotify que tenha uma pelo menos uma playlist o mais eclética possível para um certo mood.
A 3 não pode deixar de passar géneros que são considerados "fora de moda" como o reggae que tanto já falei mas é verdade que ainda tem mais festas do que o k-pop tão falado por aí. Claro é que se tem de afinar muito bem, como por exemplo vendo algumas grelhas em 2011-2012 existia uma rúbrica onde o pessoal dos programas de autor vinha às tardes da 3 apresentar sugestões.
Assim como estão são precisos os festivais para terem surpresas e mudarem de mentalidades, mas deviam antecipar-se a isso.
« Última modificação: Agosto 28, 2025, 12:32:59 pm por radiokilledtheMTVstar »

Atento

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5333 em: Setembro 04, 2025, 08:09:13 am »
Lá está a Dra. Maio no noticiário da 3.

Já não sei se é estupidez...

Ou autodestruição propositada...

Julio Carvalho

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5334 em: Setembro 04, 2025, 02:05:48 pm »
Também gostei hoje do discurso sobre esta tragédia.dp Alexandre  Guimarães,  logo a abrir o programa.
Muito assertivo...

Aliás  hoje, no programa da manhã,  muitas musicas alusivas a Lisboa...

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5335 em: Setembro 04, 2025, 02:15:57 pm »
Também gostei hoje do discurso sobre esta tragédia.dp Alexandre  Guimarães,  logo a abrir o programa.
Muito assertivo...

Aliás  hoje, no programa da manhã,  muitas musicas alusivas a Lisboa...
Muito bem e com coragem numa 3 cada vez mais politizada.

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5336 em: Setembro 04, 2025, 02:39:29 pm »
Politizada como?

tuscano332

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5337 em: Setembro 06, 2025, 10:58:53 am »
Indie Fest na 3 este fim-de-semana, continuam a estar em Festiviais, mas depois fazem pouca divulgação disso, ainda para mais com a concorrência da Comercial no F e da RFM nas Festas do Mar, ainda que os estilos musicais sejam diferentes.

O Bigode do Sala

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5338 em: Setembro 09, 2025, 07:15:45 pm »
Vamos lá destacar uma positividade no Grupo RTP.
O Paulo Sérgio entrou em directo de Budapeste e lançou o 11 inicial da selecção nacional AA em primeira mão para o Logo Se Vê.

O próprio confessou ter sido um sonho falar na Antena 3 e que foi a primeira vez.

Sinergias boas é o que se pede na RTP e parabéns ao Tiago e ao Paulo Sérgio pelo momento.
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

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Re: RTP Antena 3
« Responder #5339 em: Setembro 09, 2025, 07:32:06 pm »
Vamos lá destacar uma positividade no Grupo RTP.
O Paulo Sérgio entrou em directo de Budapeste e lançou o 11 inicial da selecção nacional AA em primeira mão para o Logo Se Vê.

O próprio confessou ter sido um sonho falar na Antena 3 e que foi a primeira vez.

Sinergias boas é o que se pede na RTP e parabéns ao Tiago e ao Paulo Sérgio pelo momento.

Se o Paulo Sérgio não estivesse já tão ocupado na A1, era um belo substituto para o José Nunes na 3.
Não vejo o Pedro Henriques com perfil para isso, portanto acho que ainda vamos ter de esperar muito tempo para voltar a ouvir algo parecido à Linha Avançada (houve uma rubrica com o Alexandre Afonso antes da LA, por isso não depende do JN).