Neste caso o Indigente Gold tem muitas músicas consideradas intemporais, faz sentido num target mais jovem.
Agora, de repente Talking Heads nas Manhãs com hip-hop a seguir já me causa mais espécie.
Por isso , vokto a perguntar qual é o target da Antena 3?
Com isso e outras confusões alastra a confusão e a 3 acabará em terra de ninguém...
10 anos depois e alguns milhões de euros investidos, cintinuamos a agudizar o problema e a dar mais uma martelada no prego da irrelevância da 3, destruindo uma marca.
Chamar confusão a um programa que existe há 25 anos na grelha e que sobreviveu a duas reestruturações da RTP não abona em seu favor, Atento. E "alguns milhões de euros investidos" são literalmente apenas o orçamento regular da estação. Também podia dizer que há "alguns milhões de euros investidos" na Antena 1 e na Antena 2.
O target da Antena 3 é o mesmo de sempre, 25-34, com menos gente nos 15-24 e 35-44. Parece-me óbvio a ouvir a emissão.
Estas agendas escondidas a escrever aqui...
Memórias,
Aqui vais levar com uma correcção... São quase 30 anos!
Em 1996 já existia Indiegente e o Nuno Calado é um dos 4 fundadores da 3. E como dizes, passou por tanta restruturação na RDP/RTP que o faz um autêntico herói!

Caro Atento,
Como o radiokilledtheMTVstar disse, apartir do Painel Nocturno, a Antena 3 pode e deve ter programas de autor e eles poderão e deverão alargar o leque musical. A 3 deve ser a nossa BBC Radio 1.
O Indiegente Gold é uma memória colectiva de todos aqueles que acompanham a Antena 3 há vários anos, sempre com uma excelente selecção musical.
Onde é que em FM Nacional se passam os Hole, os Nirvana, os TV On The Rádio, os Bloc Party, os clássicos dos Arcade Fire, os Smashing Pumpkins sem ser o «Tonight Tonight» e o «1979», o «The Rat» dos Walkman (quem joga FIFA há mais de duas décadas sabe bem o power dessa música) e até os Pearl Jam para além daquelas 2 ou 3 canções óbvias que passam na M80?
Algumas destas bandas enchem festivais por cá, muito mais rápido que algumas princesas da pop que passam 2 a 3 vezes numa playlist matutina de uma mesmice radiofónica.
E não, não deve estar na Antena 1 pois, aí sim, seria algo verdadeiramente fora do
target. Aliás, até o enriquecedor Máquina do Tempo do Augusto Fernandes deve arriscar em temas que dificilmente passaram no seu tempo e passariam na Antena 1 da era Rui Pêgo, tais como os Cocteau Twins, os Repórter Estrábico ou os sons mais electrónicos do duo britânico Everything But The Girl.
Por fim, 1994 é um ano importante, contudo não era ouvinte da Ant3na. Mas em 2008/2009 já posso afiançar que a 3 era uma rádio que conjugava o bom do
mainstream, com o melhor que se fazia no «alternativo».
E na música nacional, ia a qualquer recanto do país e dava voz a bandas como os alfacinhas Deolinda, aos albicastrenses Norton, passando pela vila-realense emmy Curl, ou pelos «multi-regionais» Diabo na Cruz (uma das bandas da minha vida).
Desculpem o desabafo e, caso o Nuno Calado leia estas participações, que fique contente pois tem aqui gente que aprecia o seu trabalho de décadas!