Autor Tópico: RTP Antena 3  (Lida 1319473 vezes)

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Re: RTP Antena 3
« Responder #300 em: Dezembro 19, 2017, 09:30:50 pm »
Canção Internacional do ano para a antena3: https://youtu.be/zC30BYR3CUk

Boxx

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Re: RTP Antena 3
« Responder #301 em: Dezembro 19, 2017, 11:30:10 pm »
Faz-me impressão como essa canção não passa na RFM / Comercial.

Luis Carvalho

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Re: RTP Antena 3
« Responder #302 em: Dezembro 19, 2017, 11:37:18 pm »
Canção Internacional do ano para a antena3: https://youtu.be/zC30BYR3CUk
Para quem tiver curiosidade:

http://media.rtp.pt/antena3/ler/cancoes-internacionais-2017/

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Luís Carvalho

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radiokilledtheMTVstar

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Re: RTP Antena 3
« Responder #303 em: Dezembro 20, 2017, 12:00:04 am »
Faz-me impressão como essa canção não passa na RFM / Comercial.

Cheguei a ouvi-la na Comercial no Verão. Ninguém esperava uma música como esta vinda dos Arcade Fire, foi uma surpresa total para todos :D
Quanto à lista, apesar de umas grandes injustiças a meio da tabela o topo está bem entregue.
Nota-se é que no rock só olham mesmo para o indie, Queens of The Stone Age que passam tanto nem sequer aparecem, como Royal Blood, Foo Fighters ou Nothing But Thieves que estupidamente nem têm direito a estar na playlist...

Amanhã vão revelar das 18h às 19h as músicas nacionais do ano (vamos ver se olham para a qualidade ou para as cunhas), na quinta os álbuns internacionais e na sexta os nacionais. 
« Última modificação: Dezembro 20, 2017, 12:02:52 am por radiokilledtheMTVstar »

Julio Carvalho

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Re: RTP Antena 3
« Responder #304 em: Dezembro 20, 2017, 12:21:03 am »
Também tenho a impressão de ouvir os arcade fire, na Comercial, mas penso que foi por causa da presença deles no óptimos alive...

Rádio Europa Livre

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Re: RTP Antena 3
« Responder #305 em: Dezembro 20, 2017, 12:47:47 am »
Não é que já importe muito, pois por muito que se queira tapar o sol com a peneira, o pessoal sub-25 está-se mesmo a divorciar da rádio terrestre - isto se ainda souberem sequer o que é isso.
Mas, dizia. Se ainda houvesse possibilidade de a Antena 3 apanhar uma audiência menos de meia-idade, teria mesmo que carregar mais no hip-hop, nas eletrónicas, na "modernidade afro-latina" e territórios adjacentes. E não teria necessariamente que andar a passar "Despacitos" e quejandos. Bastaria apenas perceber que o rock, nos dias que correm, é o mesmo que o jazz de há uns bons anos para cá: música dos pais, dos tios mais velhos e, em última instância, dos avós. Basta chegarem-se perto de qualquer Liceu ou Faculdade para se perceber isso.

Luis Carvalho

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Re: RTP Antena 3
« Responder #306 em: Dezembro 20, 2017, 03:53:32 pm »
Não é que já importe muito, pois por muito que se queira tapar o sol com a peneira, o pessoal sub-25 está-se mesmo a divorciar da rádio terrestre - isto se ainda souberem sequer o que é isso.
Mas, dizia. Se ainda houvesse possibilidade de a Antena 3 apanhar uma audiência menos de meia-idade, teria mesmo que carregar mais no hip-hop, nas eletrónicas, na "modernidade afro-latina" e territórios adjacentes. E não teria necessariamente que andar a passar "Despacitos" e quejandos. Bastaria apenas perceber que o rock, nos dias que correm, é o mesmo que o jazz de há uns bons anos para cá: música dos pais, dos tios mais velhos e, em última instância, dos avós. Basta chegarem-se perto de qualquer Liceu ou Faculdade para se perceber isso.
A Antena 3 devia ser uma rádio para todos os públicos jovens e relativamente jovens. Uma rádio que misture Hip-Hop com Rock, com, se quiserem, Reggae, com outros estilos de música. Para adolescentes e para um público menos jovem (na casa dos 30s). Algo que constitua uma alternativa de qualidade a uma Mega ou Cidade, mas com programas que tenham a capacidade de atrair as várias faixas etárias onde o público se insere (não apenas com música, mas com outros conteúdos interessantes). Por que não ir de encontro às preocupações, os desafios, as ideias e projectos dos estudantes universitários? Porque não seguir projectos artísticos criados por jovens? Porque não falar do desporto jovem? De novas tendências tecnológicas e de outros âmbitos do conhecimento humano, que interesse aos jovens?  Se os jovens não ouvem rádio, a rádio tem de ir ao encontro dos jovens, mesmo que seja por "podcast". Aliás, para ouvirem o Piruka ou o "Despacito", os jovens têm Spotify ou Meo Music, por exemplo. A rádio tem de ultrapassar a ideia que "basta passar música e pronto", criando novos conteúdos, onde os novos paradigmas de comunicação (redes sociais, etc) não devem ficar de fora.

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Luís Carvalho

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Re: RTP Antena 3
« Responder #307 em: Dezembro 20, 2017, 04:26:35 pm »
Não é que já importe muito, pois por muito que se queira tapar o sol com a peneira, o pessoal sub-25 está-se mesmo a divorciar da rádio terrestre - isto se ainda souberem sequer o que é isso.
Mas, dizia. Se ainda houvesse possibilidade de a Antena 3 apanhar uma audiência menos de meia-idade, teria mesmo que carregar mais no hip-hop, nas eletrónicas, na "modernidade afro-latina" e territórios adjacentes. E não teria necessariamente que andar a passar "Despacitos" e quejandos. Bastaria apenas perceber que o rock, nos dias que correm, é o mesmo que o jazz de há uns bons anos para cá: música dos pais, dos tios mais velhos e, em última instância, dos avós. Basta chegarem-se perto de qualquer Liceu ou Faculdade para se perceber isso.

O quê? Como os espanhóis dizem, que barbaridad... De onde vem essa ideia?
Claro que tenho amigos e noto muito pessoal da minha geração completamente doido por lendas como Pink Floyd ou Led Zeppelin e vendo-os - como eu - como referências extraordinárias (e a internet veio ajudar quebrar completamente a barreira do tempo quanto à música) mas essa é uma visão muito redutora e fora da realidade. Os Royal Blood por exemplo estão na boca de toda a gente que conheço que gosta de rock e esgotaram o Campo Pequeno, sem serem ainda uma banda muito conhecida em Portugal (para além de que eu saiba, não passarem em nenhuma rádio regularmente). E depois ainda há sempre o nicho forte do metal.
O rock, e aí sim concordo, está "fora de moda" para o grande público, longe dos tops (daqui a uns tempos provavelmente volta, são ciclos) e é praticamente um nicho, no qual as rádios pouco ou nada querem saber dele. Em Portugal neste momento temos rádios de hits e depois temos as alternativas focadas quase exclusivamente no indie e a roçarem o hipster, faz mesmo muita falta uma rádio rock ou pelo menos um meio-termo como foi a 3 até 2012... Teria mais público que o miserável 1,4% de audiência da 3 ou que a Vodafone e SBSR juntas, não tenho grandes dúvidas.
Mas o rock não está morto como já se disse 500x na história da música. Red Hot (encheram o SBSR), Foo Fighters (encheram o Alive) e QOFSTA são bandas históricas mas continuam aí bem vivos com música nova que atrai novo público, e agora Royal Blood ou Nothing But Thieves a rebentar. (nem vou comentar Pearl Jam, estou cá com uma azia de já estar esgotado...  :-[)

A 3 é que se enfiou num mundo indie (que tanto tem boa música como muito má) por opção, e só passa a mesma música dos mesmos QOFSTA por e simplesmente por que lhes agrada. E não é vivendo numa bolhinha indie que vão atrair público mais velho, se é isso que querem.
E atenção que gosto de indie, adoro Tame Impala, Capitão Fausto...e para mim os War on Drugs fizeram a melhor música do ano. A 3 passa também é indie muito mau, quando não devia excluir rock mais mainstream de qualidade.
De resto subscrevo a 100% o comentário do Luis - se é que me permite tratá-lo assim - e foi muito disto que a 3 fez antes de 2012, como ando sempre a falar.

Quanto a uma grande parte (não todo) do pessoal sub-25 em que me incluo estar a leste da rádio tradicional, é uma coisa normal e previsível com tanta concorrência e o tempo em que vivemos, mas também é muito culpa das rádios.
Já disse aqui, eu cresci com o pior período que a rádio em Portugal deve ter tido - os anos 2000. Se não tivesse encontrado os programas e os radialistas que fugiam da música a metro e que me faziam colar à rádio, não estaria aqui. Para quem não os encontrou/encontra, a rádio não lhe diz nada, continua a ser uma coisa com música repetitiva e notícias e relatos pelo meio, agora com mais palavra nos últimos tempos mas que vai ser demorar algum tempo a ser realmente aceite pelo público.

Lá está, o seu comentário sofre do velho problema da generalização… Os jovens são só o público mais heterogéneo que existe, e neste momento mais que nunca.
« Última modificação: Dezembro 21, 2017, 11:25:38 am por radiokilledtheMTVstar »

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Re: RTP Antena 3
« Responder #308 em: Dezembro 20, 2017, 04:43:14 pm »
Não é que já importe muito, pois por muito que se queira tapar o sol com a peneira, o pessoal sub-25 está-se mesmo a divorciar da rádio terrestre - isto se ainda souberem sequer o que é isso.
Mas, dizia. Se ainda houvesse possibilidade de a Antena 3 apanhar uma audiência menos de meia-idade, teria mesmo que carregar mais no hip-hop, nas eletrónicas, na "modernidade afro-latina" e territórios adjacentes. E não teria necessariamente que andar a passar "Despacitos" e quejandos. Bastaria apenas perceber que o rock, nos dias que correm, é o mesmo que o jazz de há uns bons anos para cá: música dos pais, dos tios mais velhos e, em última instância, dos avós. Basta chegarem-se perto de qualquer Liceu ou Faculdade para se perceber isso.

O quê? Como os espanhóis dizem, que barbaridad... De onde vem essa ideia?
Claro que tenho amigos e noto muito pessoal da minha geração completamente doido por lendas como Pink Floyd ou Led Zeppelin e vendo-os - como eu - como referências extraordinárias (e a internet veio ajudar quebrar completamente a barreira do tempo quanto à música) mas essa é uma visão muito redutora e fora da realidade. Os Royal Blood por exemplo estão na boca de toda a gente que conheço que gosta de rock e esgotaram o Campo Pequeno, sem serem ainda uma banda muito conhecida em Portugal (para além de que eu saiba, não passarem em nenhuma rádio regularmente). E depois ainda há sempre o nicho forte do metal.
O rock, e aí sim concordo, está "fora de moda" para o grande público, longe dos tops (daqui a uns tempos provavelmente volta, são ciclos) e é praticamente um nicho, no qual as rádios pouco ou nada querem saber dele. Em Portugal neste momento temos rádios de hits e depois temos as alternativas focadas quase exclusivamente no indie e a roçarem o hipster, faz mesmo muita falta uma rádio rock ou pelo menos um meio-termo como foi a 3 até 2012... Teria mais público que o miserável 1,4% de audiência da 3 ou que a Vodafone e SBSR juntas, não tenho grandes dúvidas.
Mas o rock não está morto como já se disse 500x na história da música. Red Hot (encheram o SBSR), Foo Fighters (encheram o Alive) e QOFSTA são bandas históricas mas continuam aí bem vivos com música nova que atrai novo público, e agora Royal Blood ou Nothing But Thieves a rebentar. (nem vou comentar Pearl Jam, estou cá com uma azia de já estar esgotado...  :-[)

A 3 é que se enfiou num mundo indie (que tanto tem boa música como muito má) por opção, e só passa a mesma música dos mesmos QOFSTA por e simplesmente por que lhes agrada. E não é vivendo numa bolhinha indie que vão atrair público mais velho, se é isso que querem.
E atenção que gosto de indie, adoro Tame Impala, Capitão Fausto...e para mim os War on Drugs fizeram a melhor música do ano. A 3 passa também é indie muito mau, quando não devia excluir rock mais mainstream de qualidade.
De resto subscrevo a 100% o comentário do Luis - se é que me permite tratá-lo assim - e foi muito disto que a 3 fez antes de 2012, como ando sempre a falar.

Quanto a uma grande parte (não todo) do pessoal sub-25 em que incluo estar a leste da rádio tradicional, é uma coisa normal e prevsível com tanta concorrência e o tempo em que vivemos, mas também é muito culpa das rádios.
Já disse aqui, eu cresci com o pior período que a rádio em Portugal deve ter tido - os anos 2000. Se não tivesse encontrado os programas e os radialistas que fugiam da música a metro e que me faziam colar à rádio, não estaria aqui. Para quem não os encontrou/encontra, a rádio não lhe diz nada, continua a ser uma coisa com música repetitiva com notícias e relatos pelo meio, com mais palavra nos últimos tempos mas que vai ser demorar algum tempo a ser realmente aceite pelo público.

Lá está, o seu comentário sofre do velho problema da generalização… Os jovens são só o público mais heterogéneo que existe, e neste momento mais que nunca.
O público que foi ver os Royal Blood era, na sua esmagadora maioria, sobre-25. De resto, nenhum dos nomes citados, tirando os Nothing But Thieves, têm menos de dez anos de atividade - e mesmo esses muito dificilmente irão sair do estatuto de classe média que ostentam atualmente,.
E não, o rock não vai voltar aos topes. Acho que há pessoal que deveria parar de viver na negação e perceber que o rock já tem a mesma idade que o jazz tinha nos anos 70, quando este foi definitivamente atirado para as traseiras da relevância da cultura pop <b>corrente</b>. Os putos não querem saber do rock para nada e os que querem são uma minoria que ouve, lá está, metal e adjacentes. E aquela minoria de putos indie ouvem, acima de tudo, os grupos que põem mais eletrónica à mistura. Como já disse, é só andar um pouco por liceus e escolas superiores para se perceber isso.

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Re: RTP Antena 3
« Responder #309 em: Dezembro 20, 2017, 05:15:01 pm »
O público que foi ver os Royal Blood era, na sua esmagadora maioria, sobre-25. De resto, nenhum dos nomes citados, tirando os Nothing But Thieves, têm menos de dez anos de atividade - e mesmo esses muito dificilmente irão sair do estatuto de classe média que ostentam atualmente,.
E não, o rock não vai voltar aos topes. Acho que há pessoal que deveria parar de viver na negação e perceber que o rock já tem a mesma idade que o jazz tinha nos anos 70, quando este foi definitivamente atirado para as traseiras da relevância da cultura pop <b>corrente</b>. Os putos não querem saber do rock para nada e os que querem são uma minoria que ouve, lá está, metal e adjacentes. E aquela minoria de putos indie ouvem, acima de tudo, os grupos que põem mais eletrónica à mistura. Como já disse, é só andar um pouco por liceus e escolas superiores para se perceber isso.

Continuo a achar que está/estás a generalizar muito mas tenho que respeitar a opinião e acredito assim que afinal deve(s) estar dentro do assunto pela maneira como falas de Royal Blood, foi/foste ver o concerto?
Em primeiro lugar a minoria não é assim tão pequena, o Alive tornou-se só no festival mais importante do país com uma mistura perfeita de indie e electrónica fora do EDM mas também principalmente com rock que traz sempre o maior nome, só costuma ter um nome realmente "comercial" como cabeça de cartaz - há 2 anos foi Sam Smith, este ano foi The Weekend, para o ano vamos ver. Já está em termos de publico à frente do Sudoeste (muito mais comercial)...

Realmente o indie está "mais na moda" que o rock - então na comunicação social (Blitz, lá fora Pitchfork, etc)... - mas isso não quer dizer que tenha mais fãs que o rock com... continuo a acreditar que uma rádio rock faria muito melhores resultados que estas 3 rádios alternativas indie. E pegando nisto, acho que esta aposta tão grande das rádios no indie é um uma realidade portuguesa: se passarmos a fronteira as rádios alternativas não são propriamente rádios indie e existem rádios rock como a Rock FM em Espanha, a Virgin em Itália ou a XFM no RU entre as mais ouvidas. 

E claro que não nos podemos esquecer que os gostos musicais vão mudando ao longo do tempo. Não vejo putos de 12/13 anos ou a generalidade dos adolescentes a consumirem rock neste momento é verdade, mas se calhar quando chegarem aos 17/18 já vão aprender a apreciá-lo...

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Re: RTP Antena 3
« Responder #310 em: Dezembro 22, 2017, 08:25:40 pm »
Canção nacional do ano: Big Fish - The Gift https://www.youtube.com/watch?v=zQt9eB8oOEE
Álbum internacional do ano: American Dream - LCD Soundsystem
Álbum nacional do ano: The Art of Slowing Down - Slow J


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Re: RTP Antena 3
« Responder #311 em: Dezembro 28, 2017, 07:11:32 pm »
Esta semana Inês Lopes Gonçalves a comandar (e muito bem) as Manhãs, André Santos no 10-13 e o Estevão no 20-22.
Quando a programação de férias se torna melhor que a normal...

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Re: RTP Antena 3
« Responder #312 em: Dezembro 28, 2017, 11:03:52 pm »
O público que foi ver os Royal Blood era, na sua esmagadora maioria, sobre-25. De resto, nenhum dos nomes citados, tirando os Nothing But Thieves, têm menos de dez anos de atividade - e mesmo esses muito dificilmente irão sair do estatuto de classe média que ostentam atualmente,.
E não, o rock não vai voltar aos topes. Acho que há pessoal que deveria parar de viver na negação e perceber que o rock já tem a mesma idade que o jazz tinha nos anos 70, quando este foi definitivamente atirado para as traseiras da relevância da cultura pop <b>corrente</b>. Os putos não querem saber do rock para nada e os que querem são uma minoria que ouve, lá está, metal e adjacentes. E aquela minoria de putos indie ouvem, acima de tudo, os grupos que põem mais eletrónica à mistura. Como já disse, é só andar um pouco por liceus e escolas superiores para se perceber isso.

Continuo a achar que está/estás a generalizar muito mas tenho que respeitar a opinião e acredito assim que afinal deve(s) estar dentro do assunto pela maneira como falas de Royal Blood, foi/foste ver o concerto?
Em primeiro lugar a minoria não é assim tão pequena, o Alive tornou-se só no festival mais importante do país com uma mistura perfeita de indie e electrónica fora do EDM mas também principalmente com rock que traz sempre o maior nome, só costuma ter um nome realmente "comercial" como cabeça de cartaz - há 2 anos foi Sam Smith, este ano foi The Weekend, para o ano vamos ver. Já está em termos de publico à frente do Sudoeste (muito mais comercial)...

Realmente o indie está "mais na moda" que o rock - então na comunicação social (Blitz, lá fora Pitchfork, etc)... - mas isso não quer dizer que tenha mais fãs que o rock com... continuo a acreditar que uma rádio rock faria muito melhores resultados que estas 3 rádios alternativas indie. E pegando nisto, acho que esta aposta tão grande das rádios no indie é um uma realidade portuguesa: se passarmos a fronteira as rádios alternativas não são propriamente rádios indie e existem rádios rock como a Rock FM em Espanha, a Virgin em Itália ou a XFM no RU entre as mais ouvidas. 

E claro que não nos podemos esquecer que os gostos musicais vão mudando ao longo do tempo. Não vejo putos de 12/13 anos ou a generalidade dos adolescentes a consumirem rock neste momento é verdade, mas se calhar quando chegarem aos 17/18 já vão aprender a apreciá-lo...
Mais uma vez: o tempo não volta para trás. Por muitos Donalds Trumps que achem que sim.

Luis Carvalho

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Re: RTP Antena 3
« Responder #313 em: Dezembro 29, 2017, 01:24:24 am »
O público que foi ver os Royal Blood era, na sua esmagadora maioria, sobre-25. De resto, nenhum dos nomes citados, tirando os Nothing But Thieves, têm menos de dez anos de atividade - e mesmo esses muito dificilmente irão sair do estatuto de classe média que ostentam atualmente,.
E não, o rock não vai voltar aos topes. Acho que há pessoal que deveria parar de viver na negação e perceber que o rock já tem a mesma idade que o jazz tinha nos anos 70, quando este foi definitivamente atirado para as traseiras da relevância da cultura pop <b>corrente</b>. Os putos não querem saber do rock para nada e os que querem são uma minoria que ouve, lá está, metal e adjacentes. E aquela minoria de putos indie ouvem, acima de tudo, os grupos que põem mais eletrónica à mistura. Como já disse, é só andar um pouco por liceus e escolas superiores para se perceber isso.

Continuo a achar que está/estás a generalizar muito mas tenho que respeitar a opinião e acredito assim que afinal deve(s) estar dentro do assunto pela maneira como falas de Royal Blood, foi/foste ver o concerto?
Em primeiro lugar a minoria não é assim tão pequena, o Alive tornou-se só no festival mais importante do país com uma mistura perfeita de indie e electrónica fora do EDM mas também principalmente com rock que traz sempre o maior nome, só costuma ter um nome realmente "comercial" como cabeça de cartaz - há 2 anos foi Sam Smith, este ano foi The Weekend, para o ano vamos ver. Já está em termos de publico à frente do Sudoeste (muito mais comercial)...

Realmente o indie está "mais na moda" que o rock - então na comunicação social (Blitz, lá fora Pitchfork, etc)... - mas isso não quer dizer que tenha mais fãs que o rock com... continuo a acreditar que uma rádio rock faria muito melhores resultados que estas 3 rádios alternativas indie. E pegando nisto, acho que esta aposta tão grande das rádios no indie é um uma realidade portuguesa: se passarmos a fronteira as rádios alternativas não são propriamente rádios indie e existem rádios rock como a Rock FM em Espanha, a Virgin em Itália ou a XFM no RU entre as mais ouvidas. 

E claro que não nos podemos esquecer que os gostos musicais vão mudando ao longo do tempo. Não vejo putos de 12/13 anos ou a generalidade dos adolescentes a consumirem rock neste momento é verdade, mas se calhar quando chegarem aos 17/18 já vão aprender a apreciá-lo...
Mais uma vez: o tempo não volta para trás. Por muitos Donalds Trumps que achem que sim.
Será que, daqui a 10 anos, um artista como o Piruka, que chega aos "tops" no Spotify ou no YouTube, terá o sucesso que tem actualmente? A música,como muita coisa na vida, é feita de modas e ciclos. E a Antena 3 deve ser um exemplo de serviço público, não caindo no facilitismo de passar 50 vezes por dia o Post Malone porque "é moda". Não quer falar de rock, tudo bem; conhece um artista chamado Salvador Sobral? Se bem me recordo, ainda em 2016, um cantor desconhecido, irmão da Luísa Sobral, tinha pelo menos um tema de jazz a passar na 3. Uma rádio de serviço público como a Antena 3 deve marcar a diferença pela pluralidade de géneros musicais e artistas. Trazer algo de novo no meio radiofónico demasiado previsível e "mainstream". Uma rádio para novos e para mais velhos (30s). Uma rádio para ouvintes de hip hop, de indie, de rock, de algum pop de qualidade, mas também com espaço para o jazz, para o reggae, etc. Enfim, uma estação que una as diversas correntes musicais e preferências dos ouvintes.

Querem a prova que nem tudo se limita a géneros musicais? Como é possível, uma rádio como a RFM ou a Comercial, se "atrever" a passar um tema entre o pop e o jazz, nomeadamente o "Amar pelos dois"? Não devia ser uma rádio de pop mais comercial e mexido? Estou, naturalmente, a ser irónico.

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Re: RTP Antena 3
« Responder #314 em: Dezembro 29, 2017, 10:35:22 am »
O público que foi ver os Royal Blood era, na sua esmagadora maioria, sobre-25. De resto, nenhum dos nomes citados, tirando os Nothing But Thieves, têm menos de dez anos de atividade - e mesmo esses muito dificilmente irão sair do estatuto de classe média que ostentam atualmente,.
E não, o rock não vai voltar aos topes. Acho que há pessoal que deveria parar de viver na negação e perceber que o rock já tem a mesma idade que o jazz tinha nos anos 70, quando este foi definitivamente atirado para as traseiras da relevância da cultura pop <b>corrente</b>. Os putos não querem saber do rock para nada e os que querem são uma minoria que ouve, lá está, metal e adjacentes. E aquela minoria de putos indie ouvem, acima de tudo, os grupos que põem mais eletrónica à mistura. Como já disse, é só andar um pouco por liceus e escolas superiores para se perceber isso.

Continuo a achar que está/estás a generalizar muito mas tenho que respeitar a opinião e acredito assim que afinal deve(s) estar dentro do assunto pela maneira como falas de Royal Blood, foi/foste ver o concerto?
Em primeiro lugar a minoria não é assim tão pequena, o Alive tornou-se só no festival mais importante do país com uma mistura perfeita de indie e electrónica fora do EDM mas também principalmente com rock que traz sempre o maior nome, só costuma ter um nome realmente "comercial" como cabeça de cartaz - há 2 anos foi Sam Smith, este ano foi The Weekend, para o ano vamos ver. Já está em termos de publico à frente do Sudoeste (muito mais comercial)...

Realmente o indie está "mais na moda" que o rock - então na comunicação social (Blitz, lá fora Pitchfork, etc)... - mas isso não quer dizer que tenha mais fãs que o rock com... continuo a acreditar que uma rádio rock faria muito melhores resultados que estas 3 rádios alternativas indie. E pegando nisto, acho que esta aposta tão grande das rádios no indie é um uma realidade portuguesa: se passarmos a fronteira as rádios alternativas não são propriamente rádios indie e existem rádios rock como a Rock FM em Espanha, a Virgin em Itália ou a XFM no RU entre as mais ouvidas. 

E claro que não nos podemos esquecer que os gostos musicais vão mudando ao longo do tempo. Não vejo putos de 12/13 anos ou a generalidade dos adolescentes a consumirem rock neste momento é verdade, mas se calhar quando chegarem aos 17/18 já vão aprender a apreciá-lo...
Mais uma vez: o tempo não volta para trás. Por muitos Donalds Trumps que achem que sim.
Será que, daqui a 10 anos, um artista como o Piruka, que chega aos "tops" no Spotify ou no YouTube, terá o sucesso que tem actualmente? A música,como muita coisa na vida, é feita de modas e ciclos. E a Antena 3 deve ser um exemplo de serviço público, não caindo no facilitismo de passar 50 vezes por dia o Post Malone porque "é moda". Não quer falar de rock, tudo bem; conhece um artista chamado Salvador Sobral? Se bem me recordo, ainda em 2016, um cantor desconhecido, irmão da Luísa Sobral, tinha pelo menos um tema de jazz a passar na 3. Uma rádio de serviço público como a Antena 3 deve marcar a diferença pela pluralidade de géneros musicais e artistas. Trazer algo de novo no meio radiofónico demasiado previsível e "mainstream". Uma rádio para novos e para mais velhos (30s). Uma rádio para ouvintes de hip hop, de indie, de rock, de algum pop de qualidade, mas também com espaço para o jazz, para o reggae, etc. Enfim, uma estação que una as diversas correntes musicais e preferências dos ouvintes.

Querem a prova que nem tudo se limita a géneros musicais? Como é possível, uma rádio como a RFM ou a Comercial, se "atrever" a passar um tema entre o pop e o jazz, nomeadamente o "Amar pelos dois"? Não devia ser uma rádio de pop mais comercial e mexido? Estou, naturalmente, a ser irónico.

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