Em relação às novas manhãs, mais uma vez não compreendo uma situação. O Alexandre estava no primeiro dia da Antena 3, a Inês Henriques está lá há mais tempo, logicamente tinha que ser ela a ficar como pivot na emissão, não o contrário. Falam lá tanto da igualdade de género, a Tânia Graça, Ana Markl, etc mas chega a hora da verdade e foi o homem a ficar como condutor da emissão... ele é que é novo na estação!
Vou fazer uma nota, ainda não ouvi as novas manhãs da Antena 3. Dito isto, achando o trabalho do Alexandre muito bom, tenho a Inês Henriques como uma locutora de mão cheia, e com um estilo de estar on air que me agrada bastante. Tendo a concordar que faria sentido ser ela a tomar conta das manhãs como pivot, porém há um aspeto que talvez valha a pena ter em atenção: seria uma estreia da Inês a controlar emissões em painel, ao passo que o Alexandre já tem essa experiência do Snooze, sendo que controlar Inês Nogueira e Joana Sequeira não é tarefa fácil.

Será a única explicação que encontro.
Mas já se previa com as promos que circulavam: uma especialista em humor, uma especialista em música alternativa, e uma voz masculina poderosa e pujante. A Luana pode ter o seu lugar, mas preferia que tivessem mantido como terceira voz a Joana Gama, o que fazia sentido, mudança na continuidade, como ocorreu com a subida do Tiago para as tardes. A Luana ficaria com um papel à Duarte Pita Negrão no Café da Manhã, até poderia ajudar na produção também.
Agora o que falta muito à 3 (e a todas as rádios RTP) com urgência é o grupo gastar alguma coisa com marketing. Na rua só se vê outdoors para novas series da RTP1 e nada mais. Entendo que é de onde vêem as receitas comerciais e tudo o resto tá salvaguardado pela CAV, mas urge ter um pensamento mais de grupo como um todo naquela casa, e infelizmente a rádio continua esquecida.
Não se compreende que a Antena 3 não entre, por exemplo, na corrida ao c# dos autocarros e a spots, nem que fosse pelo menos nas TV’s do estado, mas até poderia ir mais além.
Já aqui o referi, que as rádios tipo Antena 3 têm que ir ao encontro com o seu público-alvo: os jovens!
Quer com programas feitos ao vivo nas escolas, clubes, associações e outros similares, que levem a "malta nova" a ter a possibilidade de intervir e a desenvolver a curiosidade de escutar rádio... de outra forma, julgo que não vamos lá!
Subscrevo! É relevantíssimo, aparte de que em termos de presença em termos de eventos musicais, ficar mais limitado ao Paredes, é muito curto.
Concordo completamente. A única publicidade externa que a nova grelha vai ter é nas redes sociais da Catarina e do Alexandre que devem ter muitos ouvintes da Mega e no caso da Catarina um podcast popular... de resto sem mupis na rua ou publicidade paga (como já houve) nas redes sociais é 10x mais árduo o esforço que se tem de fazer para chegar a novos ouvintes.
Já na playlist, não pude ouvir o Logo Se Vê mas pelo menos até às 14h pareceu-me que na estão a tentar colocar pelo menos uma canção mais mainstream entre sequências de 4/5 mas parece-me equilibrado.
Esta semana dei uma espreitadela em algumas contas públicas de Instagram, o que já não fazia desde que desativei a minha conta no final do Verão passado. A Catarina fez uma excelente publicidade nas redes ao programa, ela terá uns, não sei, 50k de seguidores, o que é muito público. Não estou a dizer que vá tudo fugir da Mega e do Drive-In, mas acredito que haja uma boa parte que o poderá fazer, eu incluído. O programa de autor dela, o “Catarina Palma apresenta” foi justamente com o economista e fotógrafo Guilherme Cabral, que foi responsável pela campanha pessoal dela nas redes, para promoção da entrada na Antena 3, mormente o stop motion. Acho que isto diz alguma coisa sobre o Marketing da 3… Já agora, este tipo de programa, é aquilo que há muito digo que falta na Mega. Tempo para se ouvir, conhecer pessoas interessantes e com quem se pode aprender.
Ouvi o primeiro programa do Logo se Vê, confirmo que há esse equilíbrio entre música alternativa e pop. Agora sim, parece-me que está a ficar equilibrado.
Entretanto, para compensar, o Logo se Vê já parece ser uma aposta ganha. A Catarina Palma está como peixe na água.
A dupla da tarde é incrivel. Parece-me a melhor dupla possível que o Tiago já teve! Simbiose completa em 3 dias de emissão apenas!
Só ouvi o primeiro programa, nos demais dias não tive oportunidade. A única critica que tive no primeiro dia foi algum equilíbrio de tempos, achei que o Tiago se sobrepôs ligeiramente, mas sendo algo natural, por ser primeira emissão. Não se esperaria perfeição no primeiro dia, como é evidente.
Tive o privilégio de estrear o Whatsapp do “Logo se Vê”. Desafiei a Catarina a explicar o óbvio “Porquê a 3?”. Ela interpretou a pergunta como sendo uma menorização da 3, não era de todo o caso, mas fiquei muito satisfeito com a forma genuinamente convicta como me respondeu, claramente nota-se que está muito satisfeita com este novo desafio. Sempre achei que esta rádio tinha a cara dela, mais do que uma RFM ou uma RR, como aqui escrevi quando se falou da Teresa para a 3. Se a Catarina conseguir pegar de estaca, não tenho grandes dúvidas que daqui a uns anos vai ser uma das vozes de proa da Antena 1, com o próprio amadurecimento que a idade nos traz, penso que será a evolução natural, mas na RTP é preciso ter muitaaaa calma com tudo, aparte de que todos os mais recentes (Inês, Alexandre e Catarina) estão a recibos verdes (Ext e a história do seguro de saúde da Catarina).
Esta semana vão ver o que ela realmente vale, vai estar a solo, o Tiago vai de férias. Pessoalmente, nunca interagi muito com a Catarina, em comparação com outr@s colegas dela, malta da minha geração, mas para além de a achar uma excelente profissional, é uma pessoa que penso que seja realmente interessante, porque me parece que tem visão, pensamento crítico. Se um dia ganhar coragem e tempo para tentar um podcast, está na lista de convidadas à cabeça… Ahahah!
É importante dar ainda um devido louvor à Marta Rocha. Na edição que ouvi, esteve muitíssimo bem, com uma entrevista sobre o fenómeno do stalking. Desconhecia por completo o caso do António Manuel Ribeiro dos UHF. Acaba por ser uma espécie de programa a 2,5 vozes. A Marta é jornalista ou apenas produtora? Gostei bastante!
Finalmente, uma nota para a forma muito cordial como o Tiago tratou os ouvintes, previsivelmente muitos, vindos da MegaHits, a demonstrar sempre muito respeito pelo trabalho feito na Buraca. Gostei também que, às 18h, final do painel do Fragoso tivesse mencionado de uma forma muito simpática rádio das 3 letrinhas, numa ponte bem feita para o tema de abertura do noticiário, o IRS (3 letrinhas) jovem. Tentativa de também ir buscar auditório à RFM?
Quanto à devolução da rádio aos jovens. Bom, parece-me que está feita nas pontas da manhã e da tarde. O mais velho é o Tiago, que não terá mais de 34/35. Agora é continuar. Falaram aí acima em ir buscar a Inês Nogueira. Tem uma voz belíssima, mas é demasiadamente comercial para a Antena 3. Deixo dois nomes potenciais para reforçar a equipa: a Catarina Silva, que também o sendo, já entra bem em muitos géneros muito típicos da 3, e que, já agora, é amiga da Inês Henriques, talvez um boost de energia para as manhãs, que aparentemente diagnosticam estar em falta.
Olho também para a Moranguita, a Chiquinha, como também podendo ser um nome muito interessante para a 3. É uma miúda da linha, betinha rebelde, sem dúvida. Eu engracei imenso com a forma dela de fazer rádio. Mas também percebe de música a pacotes, tem dinâmica no ar e fora dele, que enche uma sala e extravasa. Gosta de música portuguesa, e foge bem para este estilo mais alternativo. Quando vai além daquelas conversas com influencers, que fazem render, é certo, como tive oportunidade de ouvir na que manteve no GNO com a antiga diretora do Teatro da Trindade, Cucha Carvalheiro, percebe-se que tem muito mais para dar. Podia ser uma boa aposta da 3 para segurar as manhãs 2 da 3.