Este era o modelo da Antena 3 em 2013, mesmo na altura em que o Relvas a quis privatizar.
https://youtu.be/Dv2kyLPz1YM?si=M0n4cvRWezKEpRZj
E a 3 acabou 2013 com 1,8% de AAV.
Apesar de aqui no fórum parecer muitas vezes que o descalabro nas audiências aconteceu com a direção atual, na verdade essa perda já tinha sido antes. Para mim 2012-2013 foi das piores fases da 3, em que a rádio simplesmente não tinha identidade... Era um apêndice numa direção que acumulava as 3 antenas pelo que a prioridade estaria sempre na irmã mais velha. A 3 simplesmente existia... Nada mais.
Na minha opinião, em 2015 a direção tentou recuperar uma marca própria da 3, com produção de conteúdos próprios e multiplataforma (e.g. "No Ar", documentários...), e aproveitar também sinergias com o centro de inovação da RTP. Acho contudo que cometeram o erro de em antena terem sido um pouco elitistas e as audiencias nunca recuperaram.
No segundo ano acho que isso foi corrigido com, para mim, a melhor fase das manhãs quando a Inês se juntou à equipa e mais tarde a Joana Marques. Havia ainda o "mata-bicho" do Bruno Nogueira.
Depois as saídas foram ocorrendo... As restrições que há no grupo RTP em termos de orçamento e contratações seguramente não ajudam.
Eu acho que um serviço público deve procurar não ser residual em audiência para que não questionem a sua existência mas também acho que não deve servir para fazer apenas o que outros já fazem, apenas pelas audiências. Para isso é inútil.
Já agora, fala-se muito de que a 3 tem de ser uma BBC Radio 1, mas convém ter em conta que está última que em 2009 (quando o Chris Moyles apresentava as manhãs) andava entre os 10-11% de audiência, está agora com 4.5%